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"A história vai fazer justiça com Itamar Franco", diz ex-senador Pedro Simon

Meu colega Rodrigo Estramanho e eu conversamos hoje com o ex-senador pelo Rio Grande do Sul, Pedro Simon. A conversa faz parte das pesquisas do  Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (NEAMP), da PUC-SP, que realiza uma pesquisa científica intitulada Lideranças Políticas, com financiamento da FAPESP.

Um resumo da conversa de duas horas.

Em duas horas de conversa, Simon afirmou que a Operação Lava-Jato “é uma das melhores coisas que aconteceram na história do país”. Disse que “com tantos ‘nunca antes na história desse país’, nunca vimos tantos figurões sendo presos”. O ex-senador comentou o péssimo momento que o Rio Grande do Sul vive na sua política: “O Sartori (governador) não pode nem sair na rua que será apedrejado. Mas o Estado está um horror. É lamentável ver o Rio Grande assim”.

Aposentado da política (ele só concorreu ao Senado em 2015 por pressão do partido), agora percorre o país palestrando e “chamando os jovens para as ruas”, como ele mesmo disse. Para Simon, a história deve justiça ao ex-presidente Itamar Franco, “o melhor presidente que o Brasil já teve”.

Disse que a primeira vez que conversou com Collor percebeu que ali não haveria um presidente de fato. “Essas coisas tu percebes. Era só ele. Não tinha apoio. Eu só ouvia sobre ele que havia feito um casamento com ostentação”.

Entre as brincadeiras, Simon afirmou: “O Tancredo morreu e ficou em dívida conosco. Poderia ter feito muito. E, poderia ter levado o Sarney”.

Agradecemos ao assessor do ex-senador, Renato, que foi muito gentil conosco e nos ajudou na pesquisa para a PUC.

Financiadora da pesquisa: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Coordenadora– Profª Drª Vera Lúcia Michalany Chaia – PUC-SP

 

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O soberano orientador- aos profes Simonetta, Vera, Rose, Cláudio Coelho, Dimas e Luis Mauro

Quando me deu na louca de fazer mestrado eu estava há dez anos no mercado de trabalho, sem nenhuma produção acadêmica e completamente perdida. Eu só sabia que queria estudar com a Simonetta Persichetti. Lá fui eu na Cásper Líbero (SP) fazer processo seletivo (eu morava em Brasília na época) e fiquei meio atônita quando fui aprovada. Não sabia o que fazer. Não sabia como agir.  Larguei tudo em Bsb e me mandei para SP APAVORADA. Dei a sorte da Simonetta ser uma baita professora e uma baita orientadora. Abriu meus olhos para muitas coisas que eu não enxergava e, com o perdão da expressão, teve uma paciência de Jó. Depois de me formar na cásper ainda voltei para as aulas como ouvinte.

Profe Simonetta. Fonte: blog visite São Paulo

Profe Simonetta. Fonte: blog visite São Paulo

Antes de entrar no doutorado eu já tinha “algumas manhas” e  fui mais cuidadosa. O prof. Cláudio Coelho (Cásper, outro mestre incrível!) disse que a prof. Vera Chaia (PUC/SP) pesquisava os assuntos que eu gostava e que seria válido eu dar uma olhada no trabalho dela. Participei como ouvinte de um seminário que ela promoveu, depois fui atrás dela no COMPOLÍTICA 2013 e ainda pedi para assistir as suas aulas como ouvinte (uma coisa que recomendo para todo mundo antes de entrar no mestrado ou doutorado).

Profe Vera. fonte: Isto É

Profe Vera. fonte: Isto É

Quando entrei no doutorado da PUC fiquei um pouco apreensiva por ter vindo do Jornalismo para as Ciências Sociais, mas para minha sorte, outra vez, a profe Vera é SENSACIONAL. Qualquer coisa abaixo disso, não existe. No início de 2015 tive uma crise com meu projeto e em meia hora de conversa com ela voltei revitalizada.

No meio desse processo tive a sorte de conhecer professores incríveis, pacientes e dispostos a dividir conhecimento: o profe Cláudio Coelho é meu segundo orientador sempre. Tenho dúvida, recorro a ele. O professor Dimas Künsch, da Casper foi incrível, paciente (percebam que esse é um requisito básico para lidar comigo) e me apresentou o Edgar Morin (amor eterno). Ainda tive as aulas incríveis de política com o Luis Mauro Sá Martino (cásper) e na PUC conheci, como chamo entre os amigos, a diva Rose Segurado, uma apaixonada pelo que faz!!!

Esse post é mais um desabafo e um aviso: se às vezes a instituição que tu estudas não olha muito pra ti, tenha a certeza de escolher um bom orientador, porque ele faz toda a diferença. Pesquisem, investiguem, assistam aulas, leiam trabalhos…o orientador é nosso parceiro por 2 ou 4 anos. Tem que ser alguém muito f*. Como a Vera e a Simonetta.

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Seminário Mídia, Política e Eleições

Nessa semana aconteceu o Seminário Mídia, Política e Eleições na PUC. Foram 30 trabalhos apresentados em dois dias e um debate muito enriquecedor. Abaixo seguem algumas fotos do evento.

Da dir. para esq.: Prof. Rose Coelho, Cláudio Coelho e Vera Chaia

Da dir. para esq.: Prof. Rose Coelho, Cláudio Coelho e Vera Chaia

Apresentações

Apresentações

Eu!

Eu!

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Partidos e Sistemas Partidários: 1985 – 2009

Como eu comentei alguns posts atrás eu apresentei um seminário na PUC sobre esse texto do Jairo Nicolau. Segue um resumo que eu fiz.

No texto Partidos e Sistemas Partidários: 1985 – 2009, Jairo Nicolau faz um balanço da literatura de Ciência Política nesse período, em nível nacional, sendo orientado por algumas questões:

 

O que sabemos sobre os partidos do atual ciclo democrático?

Quais as áreas que mais se desenvolveram?

Que temas relevantes deixaram de ser cobertos?

Quais fontes de dados foram mobilizadas?

 

Nicolau lembra de alguns autores, como Kinzo (93), Lima Jr (93) e Mainwaring (2002) que mostram um certo pessimismo em relação ao processo de institucionalização dos partidos.

Lima Jr, por exemplo, justifica que o afastamento sistema partidário-parlamentar em relação ao sistema partidário eleitoral ao longo dos anos 80. Fortes alterações nas bancadas devido intensa transferência de parlamentares de um partido para outro = migração partidária seria responsável por criar na Câmara uma configuração diferente daquela definida pelos eleitores nas urnas.

No texto, Kinzo realiza uma descrição (radiografia) do processo de organização dos principais partidos ao longo dos anos 80. Fontes: resultados eleitorais (números de cargos conquistados), filiados aos partidos e os documentos produzidos pelos partidos. O tom de Pessimismo é forte- alta fragmentação partidária e a migração parlamentar.

Outra pontuação do texto é que entre as novas democracias latino-americanas o Brasil era o caso mais problemático de experiência partidária. Aqui ainda não assistimos à emergência de um sistema partidário de perfil definido e duradouro. O presente quadro partidário se caracteriza por sua mutabilidade, fragilidade e fragmentação’(1993,p.95)

De acordo com Nicolau, nas democracias modernas é impossível pensar o Executivo sem considerar a atuação dos partidos. São os principais responsáveis por pensar e elaborar políticas públicas bem como emprestar seus quadros para pastas de ministérios.

A pesquisa sobre a atuação dos partidos no Executivo concentrou-se basicamente na composição ministerial do Executivo Federal. A ideia central era identificar as estratégias adotadas pelos diferentes presidentes para montagem partidária de seus governos.

O cientista político acredita que os partidos políticos enfrentam consequências de um longo processo de decadência, desde os anos 1980, e estão sendo surpreendidos. Quando o quadro era de descrédito partidário, o surgimento do Partido dos Trabalhadores surpreendeu a elite política tradicional. Mas seu afastamento das ruas, tanto pela nova legislação dos partidos, com fundo partidário, quanto pela tomada do poder, influencia a atual imagem das legendas nacionais. Agora, avalia o cientista político, são os políticos, inclusive os do PT, que estão surpresos. Embora seja perigoso generalizar ou tirar conclusões neste momento, Nicolau afirma que ecos do movimento das ruas podem surgir nas eleições de 2014, nem que seja no formato de votos nulos ou abstenções.

 

 

 

 

 

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