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Programação definitiva do Seminário Comunicação e Política

Proposta do Seminário: dar continuidade às atividades desenvolvidas no I Seminário, e que fazem parte do projeto de pesquisa Mídia, Política e Espetáculo do grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo do Programa deMestrado da Faculdade Cásper Líbero. Pretende-se, portanto, debater as relações entre as práticas comunicacionais e a vida política dentro do contexto da sociedade
do espetáculo, tendo como base reflexões sobre o processo político contemporâneo. Serão apresentados trabalhados voltados especificamente para esta reflexão, além de pesquisas que desenvolvem esta reflexão tendo como foco análises das
campanhas eleitorais de 2010 e 2012 e sua cobertura pelas diferentes mídias (impressa e eletrônica).

Programação

– Sexta-Feira: 19 de outubro-tarde

14 horas – Abertura: Cláudio Coelho
14h15 – O poder espetacular integrado no processo político brasileiro atual- Emerson Ike Coan

14h45 – Discursos midiáticos em campanhas presidenciais na América Latina: estratégias e mitos políticos no Brasil, Chile e Venezuela – Katia Saisi

15h15 – Debate

15h45- Intervalo

16 horas – A Cobertura da Eleição Presidencial de 2010 pela Revista Veja – Wagner Barge Belmonte

16h30 – A Publicação dos Resultados de Pesquisas Eleitorais e sua Influência na Intenção de Voto para as Eleições Presidenciais de 2010 – Genilda Alves de Souza

17h – Debate

17h30 – Encerramento

Sexta-Feira – 19 de outubro- noite

19 horas – Abertura: Cláudio Coelho

19h15 – Eleições de 2010 e Mídias Sociais: Newton Duarte Molon

19h45 – O caso Índio da Costa: vida e morte na Sociedade do Espetáculo – Deysi Cioccari

20h15 – Debate

20h45 – Intervalo

21 horas – Quarenta anos entre o bolo e a fome: discurso político, desenvolvimento e desigualdade no Brasil – Vanderlei de Castro Ezequiel

21h30 – Neocoronelismo e Neoclientelismo na política brasileira contemporânea – Gilberto da Silva

22 horas – Debate

22h30 – Encerramento

Sábado – 20 de outubro – manhã
9 horas – Abertura – Cláudio Coelho

9h15 – Eleições Municipais 2012: As políticas culturais paulistanas – Adriana Sá Moreira

9h45 – São Paulo, cidade criativa – eleições 2012 – Ethel Shiarishi Pereira

10h15 – Debate

10h45 – Intervalo

11 horas – O Rádio e sua influência nas eleições municipais de 2012 na cidade de São Paulo – Cláudio Arantes

11h30 – A Comunicação política nas Redes Sociais em um Contexto Histórico e Social- Synésio Cônsolo Filho

12 horas- Conflito no trânsito: o problema da mobilidade resultante da organização social brasileira e sua exposição pela mídia – Mara Rovida

12h30 – Debate

13h00 – Encerramento

 Sábado – 20 de outubro – tarde

14 horas – O lulismo: mito e política – Jaime Carlos Patias

14h30 – Produtos Políticos nas Prateleiras – Gabriel Leão

15 horas – Debate

15h30 – Os movimentos anticapitalistas: para além da sociedade do espetáculo? – Carol Goos

16 horas – A Educação estará Presente? – Fábio Cardoso Marques

16h30 – Debate

17 horas – Encerramento

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O 'novo' Iphone

Filas que duram dias para a compra de um novo aparelho celular.  Dois milhões de encomendas na atualização de um aparelho. Observação: não é uma novidade completa, como a primeira venda de um tablet, algo que até então o mercado não conhecia. Mas uma atualização de um sistema que já existe. O consumo é tão exagerado (e impressionante) que o novo Iphone pode acrescentar entre 0,25 e 0,50 ponto percentual no crescimento do PIB dos Estados Unidos. Calculado utilizando o chamado método de controle de varejo, as vendas do iPhone podem impulsionar o crescimento anualizado do PIB em 3,2 bilhões de dólares, ou 12,8 bilhões de dólares a uma taxa anual.

Christopher Lasch lembra bem que as mercadorias são produzidas para o consumo imediato. O seu valor não assenta em sua utilidade ou permanência,mas em sua negociabilidadade. Jean Baudrillard fala de uma crença exacerbada na publicidade e não no produto. Publicidade com discurso ideológico e conotativo. Ideológico porque não se assume como tal, conotativo porque é a publicidade do espetáculo, da sedução e da sugestão. Que só fortalece o eu narcisista de Lasch.  Gilles Lipovetsky menciona a sociedade do hiperconsumo. Nessa linha, Juremir Machado da Silva fala do hiperespetáculo: “O hiperespetáculo é um imaginário sem representação. Imagem nua. Deliciosamente obscena.”

Lasch chama a atenção para uma crescente dependência frente à tecnologia, que deu origem à impotência e vitimzação. O eu mínimo ou narcisista é, antes de tudo, um eu inseguro de seus próprios limites, que ora almeja reconstruir o mundo à sua própria imagem, ora anseia fundir-se em seu ambiente numa extasiada união. Por que precisaríamos de um novo Iphone? O “antigo” não funciona mais? Não. O objeto perdeu sua função primeira. O espaço de relações em que os objetos ultrapassam sua função, ou seja, deixam de ser objetos-função e alcançam uma nova ordem prática de organização.  Não é mais o aparelho por si só. É seu status, o que ele representa e o que eles diz que representa. Mas, ficar na fila por dias em função desse desejo ‘vazio’ é algo que nem Baudrillard esperava ver.

Obs.: sou muito mais o Galaxy SIII.

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