Arquivos da Tag: Simonetta Persichetti

A imagem contemporânea

Pois só hoje vi no site da Revista Contempo, da Cásper Líbero, meu artigo sobre minha dissertação. Quem tiver interesse em ler, aqui está o link. O título do meu trabalho é ‘A imagem contemporânea e a construção do personagem político nas eleições municipais brasileiras de 2012’. Fui orientada, como já disse, pela professora Simonetta Persichetti. Vale lembrar que sempre tive o apoio do professor Cláudio Coelho. Amei fazer esse trabalho!!!!

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McCurry expõe em Londres

Três fotógrafos: Cartier-Bresson (acho que mais pela história de vida, a paixão e tudo o mais), Sebastião Salgado (só ele faz uma imagem em preto e branco ser tão cheia de vida) e McCurry.  O fotógrafo da “afegã de olhos verdes” está com exposição em Londres. As outras imagens do Afeganistão não são menos empolgantes do que essa que lhe deu fama mundial. Aqui tem uma entrevista com ele na National Geographic e vale a pena dar uma olhada nas fotos sobre Afeganistão. Just para deixar o dia feliz.

Em tempo: procura-se desesperadamento pelo livro Clube do Bangue-Bangue. Não existe mais!!!! (Tks, professora Simonetta, por me apresentar essa história tão incrível)

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I Simpósio Internacional de Imagem e Inserção Social

De 05 a 07 de Novembro de 2013 – São Paulo – Brasil

Na Cásper Líbero, Av Paulista, 900.

Público: Alunos (graduação, lato sensu e strictu sensu), professores e interessados na área de comunicação e ciências humanas. Alunos dos programas de Pós-Graduação em Comunicação, Semiótica, Comunicação Visual, Artes.

Inscrições: Para participar é necessário que você envie, previamente, um e-mail com seu nome, RG, curso e nome da instituição que representa e as mesas que tem interesse em participar para eventos@fcl.com.br. Feito isto, aguarde a confirmação de sua inscrição.

O evento tem como objetivo intercambiar experiências de especialistas nacionais e internacionais da área de comunicação que se dedicam a discutir o papel da imagem como ferramenta de inserção social.

Dada a grande relevância da imagem no contexto da comunicação  e seu papel cada vez mais incisivo na inserção social por meio da política, educação e saúde, o simpósio propõe abrir discussão, a partir de palestras e apresentação de trabalhos  entre profissionais nacionais  e internacionais sobre a função da comunicação simbólica do uso da imagem nos mais diversos segmentos sociais. Toda a programação do Simpósio aqui.

Captura de Tela 2013-10-24 às 08.37.43

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O estudo nunca termina

Uma das primeiras coisas que a Simonetta (minha orientadora) disse quando entrei no mestrado foi: “o estudo nunca termina. Você vai fazer um doutorado e ainda vai estar cheia de dúvidas.” Na época me pareceu mais um discurso bonito do que uma realidade, mas hoje percebo o quanto ela estava certa. Semana que vem apresento em Curitiba, no COMPOLITICA, meu trabalho sobre o senador Demóstenes (O caso Demóstenes – A queda do Senador vista pela Folha de São Paulo e “não vista” pela Revista Veja). Minha abordagem foi fotográfica, com base nas teorias de segunda realidade do professor Boris Kossoy e as conclusões foram muito bem resumidas pelo Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa.

Tudo isso para dizer que, semana passada estava lendo o livro Jornalismo e Política-escândalos e relações de poder na câmara municipal de São Paulo, da professora Vera Chaia, e percebi uma outra abordagem para o mesmo assunto. A autora e professora, chama a atenção para o poder do agenda-setting na recepção da política. O pressuposto básico do agenda-setting é que, se os indivíduos não possuem um repertório próprio sobre um determinado tema, eles recebem esses conhecimentos e assimilam a realidade social por meio do prisma do mass media. No caso do senador Demóstenes, a Folha de SP o julgou antes da justiça. Partindo desse ponto, os receptores assimilaram tudo sem questionar. “Demóstenes é culpado”.

Na avaliação de Fernando Antonio Azevedo (2002, p.11), “a ideia-força implícita na noção de agenda-setting é a de que: (1) a mídia, ao selecionar determinados assuntos e ignorar outros, define quais são os temas, acontecimentos e atores (objetos) relevantes para a notícia; (2) o enfatizar determinados temas, acontecimentos e atores sobre outros estabelece uma escala de proeminência entre esses objetos; (3) ao adotar enquadramentos positivos e negativos sobre temas, acontecimentos e atores constrói atributos (positivos ou negativos) sobre esses objetos; (4) há uma relação direta e causal entre as proeminências dos tópicos da mídia e a percepção pública de quais são os temas (issues) importantes num determinado período histórico”.

A mídia definiu a culpa do ex-senador e essa foi a abordagem até sua cassação.  Construiu, como eu defendo no artigo, somente atributos negativos. Mesmo quando outras escutas foram divulgadas, o tema definido já era Demóstenes Torres. Essa era a forma mais interessante de divulgar o fato.

Foto: Site Diário de Anápolis Disponível em:   Acesso em: 2/5/13

Foto: Site Diário de Anápolis Disponível em: <http://www.diarioanapolis.com/politica/mpf-go-quer-manter-inelegibilidade-de-demostenes-torres-ate-2027/ > Acesso em: 2/5/13

Em seu trabalho, Swanson (1995, p.14) afirma que o processo de construção das notícias políticas obedece a um esquema particular: “É bastante comum ver as noticias construídas de maneira com que faça que o governo e os políticos sejam mais interessantes para a audiência. As formas usadas frequentemente de fazer as notícias mais interessantes para o público incluem o seguinte: enfatizar dramas e conflitos; concentrar-se em acontecimentos concretos e não em idéias abstratas; personalizar as notícias apresentando pessoas concretas na representação de instituições, idéias e outras formas impessoais que por elas mesmas são difíceis de visualizar, reduzir assuntos à simples histórias com moral.”

Ainda no livro Jornalismo e Política, Vera Chaia cita  Patterson (2000,p.82) que afirma que: “As notícias são uma forma de contar ‘estórias’. Por esta razão, as convenções jornalísticas incluem uma ênfase especial nos aspectos mais dramáticos e controversos da política. A principal preocupação do jornalismo é com a novidade, o invulgar e o sensacional.”

“O estudo, realmente, nunca termina”.

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World Press Photo

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Trabalho sobre as fotografias do World Press Photo nos últimos dez anos. Utilizei essa ferramenta pra facilitar o compartilhamento do link do prezi no wordpress.

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Contempo

Hoje tivemos o Interprogramas na Cásper Líbero. Outro evento sensacional! Essa semana foi excelente. Mas, sobre o Interprogramas escrevo com calma depois. Compartilho com vocês resenha minha publicada na Revista Contempo. Se alguém não conseguir abrir o link, segue o texto abaixo:

Os Tempos da Fotografia – o efêmero e o  perpétuo

KOSSOY, Boris. Os Tempos da Fotografia – entender a história da imagem para entender a nossa história. Cotia: Ateliê
Editorial, 2007. 176 p

* Por Deisy Oliveira Cioccari, mestranda em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero

Em Os Tempos da Fotografia – o efêmero e o perpétuo, livro que complementa a trilogia iniciada com Fotografia & História e Realidades e Ficções na Trama Fotográfica, Boris Kossoy relata o papel cultural da fotografia, fornecendo um grande embasamento teórico.Nesse livro, o autor evidencia que a fotografia não é uma ciência exata e busca respostas para o que ele chama de “processo de construção da realidade”. Kossoy deixa claro que a noção de que a câmara recupera fielmente a primeira realidade se desconstroi imediatamente após o registro da imagem. O que temos acesso é à segunda realidade. Fruto de uma realidade construída cheia de ideologias, impressões e códigos. A leitura que fazemos de uma fotografia em que não entendemos o contexto é diferente da leitura que fazemos quando conhecemos. Para o autor, quanto mais conhecemos a teoria, mais conhecemos a imagem. Imagem essa que pode informar e desinformar, que não é neutra e que possui detalhes que nunca devem ser desconsiderados.

A imagem fotográfica vai além do que mostra em sua superfície.Talvez por isso tenha dedicado boa parte à história da fotografia no Brasil, um capítulo esquecido pelos historiadores. Evidencia-se a necessidade de “rastrear” fotógrafos do passado e as influências e mudanças que a imprensa estrangeira causou em nossa imprensa. A necessidade de se encontrar um papel importante nos meios de comunicação passando pela fotomontagem à São Paulo de Hildegard Rosenthal, onde os ares de metrópole da capital não se chocavam com as ideologias da cidade modelo da era Vargas. Há, nesse livro, um importante registro da fotografia tomando proporções no resto do país e das imagens da fotógrafa Hildegard inaugurando a fotorreportagem no país.A fotografia como sustentáculo da memória e seus usos para imprimir uma intenção ideológica e política no Brasil não passam despercebidos. Kossoy deixa claro que as imagens são concebidas com o filtro cultural de seus autores e nesse sentido, é fundamental recuperar os sentidos dos fatos do passado. Dessa forma, garante-se a recuperação, com auxílio de conhecimentos pelas fontes escritas, da história política brasileira.

Na última parte do livro, o perpétuo e o efêmero se fundem. Há uma ênfase que se coloca no “instantâneo” da imagem fotográfica. Já o recorte da imagem parece agir de modo diferenciado quando fragmenta o espaço e quando faz o mesmo com o tempo. Enquanto o recorte espacial é claramente uma operação de seleção e transformação da realidade, o recorte temporal parece resultar num ato de anulação. Em outras palavras, enquanto as formas de representação do espaço precisam ser desvendadas, o tempo é esquecido, pois é supostamente aquilo que se perde na fotografia. Aparentemente, trata-se de uma apropriação de um efeito espacial da realidade, eliminando-se o
efeito temporal.
A fotografia interage conosco. A fotografia nos possibilita um diálogo com o passado, com o que passou, com o efêmero. O que resta são nossas impressões e representações. São os “tempos da fotografia”. E, sua morte. Como quando Kossoy registra os tempos de manipulação, de registro digital, eletrônico. Os simulacros tomam forma de máscaras e impõem-se obre o original. “Com a invenção da fotografia, inventou-se também, de certa forma, a máquina do tempo”, diz o autor para explicar que com a imagem fotográfica percebeu-se que, mesmo ausente, o objeto pode ser representado eternamente. “Derreteu-se o relógio, desestruturou-se a matéria”, completa. Mas para o autor, isso não é o caos. É uma consequência da evolução do processo, extensão da trajetória da fotografia, que oscila de significado de acordo com a ideologia de cada instante.Em Os Tempos da Fotografia, Kossoy deixa claro o papel da fotografia: não o de ser um detector de verdades ou mentiras, mas um registro construído ideologicamente, que nos permite entender o passado, perseguir seus segredos implícitos e captar a promessa do perpétuo. Toda imagem  fotográfica tem uma história que procuramos desvendar e que originou o que conhecemos de nós mesmos. É com muita propriedade que Boris Kossoy afirma que o século XX não seria o mesmo sem um espelho com memória para registrá-lo.

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Dissertação

O que mais empolga no mestrado é tu começares a tirar do papel a tua dissertação. A minha orientadora, professora Simonetta, ainda foi mais legal. Pediu dois capítulos do trabalho prontos pro dia 20 de agosto. Acho uma delícia pesquisar. Muitas vezes o texto não fica como o esperado, mas para isso temos orientadores!!! Eu estava dando muitas voltas, mas eis que consegui montar um esquema no quadro. Acho que agora, vai.

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Atualizar

Vou tentar manter esse blog atualizado,mesmo que não seja somente com artigos, já que estou no segundo semestre de mestrado e nem tenho tanta coisa assim pra falar.  Sou muito apaixonada por corrida e só estava dando atenção para o blog da maratona, mas vou me dedicar mais a esse. O que eu tenho pra falar depois de um semestre na Cásper??? Eu odeio a ABNT. Escrevi três artigos nesse semestre. Um, para um seminário do grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do professor Cláudio Coelho, outro para disciplina dele e um outro para disciplina da professora Simonetta Persichetti. Os três textos ficaram prontos em meados de maio.

Deixei para revisá-los depois que voltasse de Caçapava. Achei que seria rápido, mas por causa das exigências da ABNT fiquei cinco dias em cima de dois textos. Foi um inferno! Eu queria revisar melhor o conteúdo, acrescentar mais algumas coisas, mas não deu. A lição aprendida foi: antes de escrever um artigo, estude as normas. E, já escreva colocando tudo como a ABNT exige, senão, já era.

Um texto foi aprovado no Interprogramas, da Cásper. “O caso Demóstenes: a queda do Senador vista pela Folha de São Paulo e não vista pela revista Veja”. O outro vai pra um seminário sobre política: “O caso Indio da Costa: vida e morte na Sociedade do Espetáculo”. E, o terceiro não sei ainda. Aguardando resposta!

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