Arquivos da Tag: Simonetta Persichetti

CPI: Comunicação, Política e Imagem

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Fazia tempo que eu queria publicar essa coletânea. Mas nunca sobrava “tempo”. Doutorado, congressos, artigos..me perdi. Mas depois da minha defesa enfiei na cabeça que esse livro sairia em 2016. Não queria entrar 2017 com nada pendente. Pois aqui está: uma coletânea de textos meus e do Edson Rossi sobre Comunicação, Política e Imagem: CPI. Esse trabalho JAMAIS teria saído do mundo das ideias se não fosse a MEGA Simonetta Persichetti, o MEGA professor Claudio Novaes Pinto Coelho e o meu Pablo. Espero que gostem.

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UOL perde a noção

Orientanda que fui da Simonetta, me chamou a atenção uma matéria no UOL: “A tragédia de um país resumida em uma foto”. Logo comecei a pensar no que a Susie Linfield fala sobre as fotografias terem de ser encaradas de frente (tem uma publicação minha sobre isso: aqui). Para a autora, algumas fotografias precisam se tornar públicas para que as pessoas tomem conhecimento das realidades horríveis escondidas. E, aí retiro uma parte do meu texto sobre The Cruel Radiance, devidamente orientado pela Simonetta (Persichetti):

 

“Linfield diz que as pessoas muitas vezes falam sobre o horror da guerra, e sobre a necessidade de construção de uma política de direitos humanos, em termos extremamente abstratos, mas esquecem que há a necessidade do engajamento e questionamento sobre o que a guerra realmente faz com as pessoas, o que é que a opressão política, o sofrimento e a derrota fazem. Fotografias, mais do que qualquer outra forma de arte ou qualquer jornalismo, oferecem uma conexão imediata, visceralmente emocional para o mundo.”

Mas o que eu não esperava na matéria do UOL era o total descuido ao final da matéria. Ao mesmo tempo que essa imagem choca:

 

Fonte: reuters

Fonte: reuters

 

O UOL coloca essa matéria patrocinada logo abaixo:

Fonte: UOL 31 out 16

Fonte: UOL 31 out 16

Numa total falta de bom senso, de leitura cuidadosa, de tato e de bom jornalismo, sim, o UOL coloca um link patrocinado sobre como perder peso. As imagens de guerra precisam ser encaradas de frente. E, o que está acontecendo com o nosso jornalismo TAMBÉM. Inadmissível. Se o fotógrafo da Reuters teve todo o cuidado ao fazer essa imagem, que pena que nossos colegas jornalistas brasileiros não tiveram o mesmo tato na hora de informar.

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III Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo

Para quem quiser: convite para o III Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo que acontecerá na Casper Líbero, em SP,  dias 15, 16 e 17 de outubro. Mais informações AQUI

A Sociedade do Espetáculo e a Dialética da Cultura

No ano em que comemora dez anos de existência, o grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do Programa de Mestrado da Cásper Líbero, organiza o seu terceiro seminário para debater pesquisas sobre a relação entre comunicação e cultura na sociedade do espetáculo.  A dialética da cultura, a possibilidade dela tanto afirmar como negar as características da sociedade do espetáculo, e dos processos comunicacionais que fazem parte desta sociedade, é o tema que articula as apresentações.

Fazem parte do seminário, trabalhos que discutem a presença da indústria cultural na sociedade contemporânea, e seu vínculo com a mercantilização da cultura, assim como trabalhos que refletem sobre produções culturais e práticas comunicacionais que procuram caminhos alternativos a esta mercantilização. A dimensão política da produção cultural, ou seja, da atuação de jornalistas, intelectuais e artistas, também está presente como objeto de investigação de pesquisas apresentadas no seminário. Receberá especial atenção o contexto contemporâneo, de crescimento de posturas conservadoras, tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista cultural.

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The Cruel Radiance – Foto de menino refugiado morto na praia atrai atenção para crise

A imagem do corpo de um menino de três anos encontrado à beira do mar na Turquia repercute internacionalmente, se espalha por redes sociais e aumenta a tragédia humana dos milhares que refugiados que tentam diariamente chegar —muitas vezes sem sucesso— à União Europeia.”

Assim começa a matéria da Folha de S. Paulo. O UOL divulgou um texto em que explicava os motivos de ter exposto a fotografia em página principal.

A primeira coisa que me veio a cabeça foram as aulas da Simonetta Persichetti, na cásper Líbero, sobre a urgência de olharmos as fotos de frente.  Bom, já fiz um post sobre isso (aqui) e no meio dos pensamentos sobre essa imagem chocante, lembrei da Simonetta reiterando a Linfield: “essas fotografias nos alertam para a necessidade da vigilância e do raciocínio a respeito do que nos mostram. As fotografias não podem explicar as complexidades das histórias ou suas causas. As fotografias são vislumbres poderosos, sugestões poderosas. A autora pede para os telespectadores tornarem-se mais proativos em vez de se lamentarem eternamente sobre todas as coisas que as fotografias não podem fazer e não nos dizem, e todos os caminhos que não podem percorrer.”

Que as pessoas parem de condenar aqueles que estão fugindo e passem a olhar para essa questão como algo sério e não apenas como “isto é”, mas também como “isto não deve ser”.

 

Every image of barbarism – of immiseration, humiliation, terror, extermination – embraces its oppsite, though sometimes unknowingly. Every imagem of suffering says not only, “This is so”, but also, by implication: “This must not be”; not only, “This goes on”, but also, by implication: “This must stop”. Documents of suffering are documents of protest: they show us what happens when we unmake the world. (LINFIELD, 2010, p. 33).

Linfield firma que uma das vantagens da fotografia é justamente essa, a de trazer para perto qualquer coisa que se possa pensar sobre. Linfield diz que as pessoas muitas vezes falam sobre o horror da guerra, e sobre a necessidade de construção de uma política de direitos humanos, em termos extremamente abstratos, mas esquecem que há a necessidade do engajamento e questionamento sobre o que a guerra realmente faz com as pessoas, o que é que a opressão política, o sofrimento e a derrota fazem. Fotografias, mais do que qualquer outra forma de arte ou qualquer jornalismo, oferecem uma conexão imediata, visceralmente emocional para o mundo. É essa conexão emocional com a imagem que está no coração de seu livro, que ela identificou como o “tecido conjuntivo de preocupação” para os outros que engendra a fotografia, como ela o chama para a necessidade de “integrar emoção na experiência de olhar”.

Na minha dissertação eu passo por esse tema. Na Alterjor tem uma resenha sobre o livro da Susie Linfield.

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O soberano orientador- aos profes Simonetta, Vera, Rose, Cláudio Coelho, Dimas e Luis Mauro

Quando me deu na louca de fazer mestrado eu estava há dez anos no mercado de trabalho, sem nenhuma produção acadêmica e completamente perdida. Eu só sabia que queria estudar com a Simonetta Persichetti. Lá fui eu na Cásper Líbero (SP) fazer processo seletivo (eu morava em Brasília na época) e fiquei meio atônita quando fui aprovada. Não sabia o que fazer. Não sabia como agir.  Larguei tudo em Bsb e me mandei para SP APAVORADA. Dei a sorte da Simonetta ser uma baita professora e uma baita orientadora. Abriu meus olhos para muitas coisas que eu não enxergava e, com o perdão da expressão, teve uma paciência de Jó. Depois de me formar na cásper ainda voltei para as aulas como ouvinte.

Profe Simonetta. Fonte: blog visite São Paulo

Profe Simonetta. Fonte: blog visite São Paulo

Antes de entrar no doutorado eu já tinha “algumas manhas” e  fui mais cuidadosa. O prof. Cláudio Coelho (Cásper, outro mestre incrível!) disse que a prof. Vera Chaia (PUC/SP) pesquisava os assuntos que eu gostava e que seria válido eu dar uma olhada no trabalho dela. Participei como ouvinte de um seminário que ela promoveu, depois fui atrás dela no COMPOLÍTICA 2013 e ainda pedi para assistir as suas aulas como ouvinte (uma coisa que recomendo para todo mundo antes de entrar no mestrado ou doutorado).

Profe Vera. fonte: Isto É

Profe Vera. fonte: Isto É

Quando entrei no doutorado da PUC fiquei um pouco apreensiva por ter vindo do Jornalismo para as Ciências Sociais, mas para minha sorte, outra vez, a profe Vera é SENSACIONAL. Qualquer coisa abaixo disso, não existe. No início de 2015 tive uma crise com meu projeto e em meia hora de conversa com ela voltei revitalizada.

No meio desse processo tive a sorte de conhecer professores incríveis, pacientes e dispostos a dividir conhecimento: o profe Cláudio Coelho é meu segundo orientador sempre. Tenho dúvida, recorro a ele. O professor Dimas Künsch, da Casper foi incrível, paciente (percebam que esse é um requisito básico para lidar comigo) e me apresentou o Edgar Morin (amor eterno). Ainda tive as aulas incríveis de política com o Luis Mauro Sá Martino (cásper) e na PUC conheci, como chamo entre os amigos, a diva Rose Segurado, uma apaixonada pelo que faz!!!

Esse post é mais um desabafo e um aviso: se às vezes a instituição que tu estudas não olha muito pra ti, tenha a certeza de escolher um bom orientador, porque ele faz toda a diferença. Pesquisem, investiguem, assistam aulas, leiam trabalhos…o orientador é nosso parceiro por 2 ou 4 anos. Tem que ser alguém muito f*. Como a Vera e a Simonetta.

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Mesa redonda com a coordenação da prof. Simonetta

O prof. Dr. Paulo César Boni, pesquisador do fotojornalismo no regime militar e editor-chefe da revista Discursos Fotográficos convida todos os interessados em fotojornalismo para, no dia 11 de fevereiro de 2015, às 20h (com reprise dia 12 de fevereiro de 2015, às 09h) prestigiar mesa redonda com alguns dos maiores nomes do fotojornalismo do Brasil:, Evandro Teixeira, Helio Campos Melo, Juca Martins, Nair Benedicto, Ricardo Chaves (Kadão) e Rogério Reis. A mesa redonda será coordenada pela Profa. Dra. Simonetta
Persichetti.

Para assistir ao vivo e gratuitamente a mesa redonda pela internet, basta entrar no link http://promo.eduk.com.br/convida/ e se cadastrar (basta pôr o nome e o e-mail). É uma grande oportunidade de ouvir, reunidos, grandes nomes do fotojornalismo brasileiro que trabalhavam na imprensa durante o período do regime militar.

O evento é uma promoção da EDUK São Paulo.

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Tradução de 'The Cruel Radiance', de Susie Linfield

As fotografias podem iluminar a escuridão? Podem tornar o mundo mais habitável e dar voz ao silêncio expondo situações de crueldade? Em The Cruel Radiance – photography and political violence (ainda sem tradução para o português), Susie Linfield, professora do departamento de jornalismo da Universidade de Nova York, examina o que as imagens fotográficas podem nos dizer sobre o sofrimento humano.

 

Quando eu estava no mestrado, a professora Simonetta pediu que eu lesse The Cruel Radiance, da Susie Linfield. É um livro em inglês, ainda sem tradução para o português. AMEI!!!! Um dos melhores livros que já li na vida e mudou muito do que eu penso sobre fotojornalismo. Pois, acabei fazendo uma resenha sobre o livro e foi publicado hoje na Alterjor, revista da USP. Aqui está o link para quem se interessar.

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A imagem contemporânea

Pois só hoje vi no site da Revista Contempo, da Cásper Líbero, meu artigo sobre minha dissertação. Quem tiver interesse em ler, aqui está o link. O título do meu trabalho é ‘A imagem contemporânea e a construção do personagem político nas eleições municipais brasileiras de 2012’. Fui orientada, como já disse, pela professora Simonetta Persichetti. Vale lembrar que sempre tive o apoio do professor Cláudio Coelho. Amei fazer esse trabalho!!!!

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McCurry expõe em Londres

Três fotógrafos: Cartier-Bresson (acho que mais pela história de vida, a paixão e tudo o mais), Sebastião Salgado (só ele faz uma imagem em preto e branco ser tão cheia de vida) e McCurry.  O fotógrafo da “afegã de olhos verdes” está com exposição em Londres. As outras imagens do Afeganistão não são menos empolgantes do que essa que lhe deu fama mundial. Aqui tem uma entrevista com ele na National Geographic e vale a pena dar uma olhada nas fotos sobre Afeganistão. Just para deixar o dia feliz.

Em tempo: procura-se desesperadamento pelo livro Clube do Bangue-Bangue. Não existe mais!!!! (Tks, professora Simonetta, por me apresentar essa história tão incrível)

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