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I Simpósio Internacional de Imagem e Inserção Social

A Faculdade Cásper Líbero, com apoio da FAPESP, convida para submissão de trabalhos para o I Simpósio Internacional de Imagem e Inserção Social que será realizado em novembro no auditório Cásper Líbero com aparticipação dos professores doutores: Bernard Darras (Sorbonne – Paris), Michael Rhin (Universidade de Brest – França), Lucia Santaella (PUCSP), Winfried Noth (PUCSP), Paulo Boni (UEL- Londrina), Silas de Paula (Federal Ceará), Boris Kossoy (USP).
Serão aceitos artigos escritos por doutores, doutorandos mestres e mestrandos.
A extensão do texto, com o resumo (inglês ou francês e português) e referências, deve ser de 15.000 a 20.000 caracteres com espaços. (Fonte Times New Roman ou Arial 12, entrelinhas 2).
O prazo de envio dos trabalhos é até dia 05 de outubro de 2013 no seguinte e-mail:
O evento ocorre de 5 a 7 de novembro de 2013.
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Mario Vargas Llosa e a Sociedade do Espetáculo

“A cultura já não é mais a mesma, se tornou um circo, um espetáculo que, ao abarcar tudo, não é mais nada”, alfinetou Mario Vargas Llosa, ganhador do prêmio Nobel de literatura, em sua passagem pelo Brasil. Llosa afirmou que a cultura do imediato está apagando uma produção cultural “instigadora”, que para ele, é a fonte do “progresso humano”. Criticamente, atacou o que chama de “revolução audiovisual”, afirmando que a Internet e novas tecnologias converteram tudo ao centro, para ele, avanço importante, sobretudo no campo da liberdade de expressão, mas chama a atenção para o dilúvio de informação, jogada sem discriminação, responsável por um “estado de confusão absoluta”.
Nesta linha, Guy Debord (1997) afirmava, já no final dos anos 60, que a sociedade busca constantemente a produção de imagens, embora não saiba, muitas vezes, o que fazer com elas. Para Debord, essa é a sociedade do espetáculo onde as imagens seriam a concretização de uma alienação. As imagens recebem novos atributos, além de se tornarem o meio de propagação e construção de discursos ideológicos. “Quando o mundo real se transforma em simples imagens as simples imagens tornam-se seres reais (…) o espetáculo como tendência de fazer ver (…) o mundo que já não se pode tocar”. (1994, p.18).
A construção do espetáculo é uma forma de separação, de alienação e de dominação na sociedade para produzir uma falsa consciência de existir, na tentativa de se criar a ideia de uma sociedade unificada. Dentro desta configuração social, o espetáculo é uma espécie de “catalisador” da dominação. Esta alteração se estabeleceu ainda na época da Revolução Industrial, quando as relações de trabalho se alteraram junto com a necessidade de uma produção em massa que modificou a vida social. A mercadoria foi o produto desta alteração.
O que Mario Vargas Llosa reiterou, foi o que Guy Debord afirmou há mais e 40 anos: toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação.

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Lipovetsky em SP

Estamos vivendo a era hipermoderna do luxo”, diz Gilles Lipovetsky em conferência em São Paulo.

Segue um trecho:

‘O filósofo declara que estamos passando por uma nova era do luxo, a “hipermoderna”. “Estamos vivendo a radicalizaçãp do que foi criado no luxo moderno, época anterior a esta”, diz Lipovetsky. A primeira de suas conclusões (ao todo são seis) é a “Pluralidade”, que defende a ideia de não ter apenas um item poderoso, e sim muitos deles. “Antes ser luxuoso tratava-se de consumir produtos altamente caros. Hoje você pode ir até uma loja de fast fashion e encontrar linhas assinadadas por grandes estilistas. Chamo esta segunda parte de ‘luxo incorporado’”, afirma.’

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