Arquivos da Tag: redes sociais

IV Congresso Internacional de Ciberjornalismo / chamada

Em primeiro lugar, o meu trabalho sobre partidos políticos e o da minha colega Merilyn, sobre reforma partidária foram aprovados no Seminário Buscando o Sul. Coloco o link para a lista de trabalhos aprovados.

Em segundo: chamadinha para Congresso internacional para o pessoal do Ciberjornalismo. Abaixo, algumas informações:

A organização do IV Congresso Internacional de Ciberjornalismo, marcado para 04 e 05 de dezembro de 2014 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, convida os investigadores interessados a remeter, até 25 de julho de 2014, propostas de comunicações a apresentar no Congresso.

 As comunicações deverão versar sobre Ciberjornalismo, com especial preferência pelo tópico deste IV Congresso, Qualidade e Credibilidade no Ciberjornalismo.

As propostas devem ser enviadas para obciber@gmail.com, em Português, Espanhol, Francês ou Inglês. Cada proposta deve contemplar uma descrição de 400 a 500 palavras, que inclua, designadamente, o tópico e relevância do mesmo, hipótese ou argumento, moldura conceptual e metodológica, resultados previstos e até 5 palavras-chave. Cada proposta deve ser acompanhada de uma folha de rosto separada, para blind-review, apenas com nome(s), filiação institucional e endereços postal e eletrónico do(s) autor(es).

 As propostas serão avaliadas pelos membros da Comissão Científica do Congresso, devendo o resultado ser comunicado a todos os autores até 15 de setembro de 2014.

Os autores das propostas aprovadas comprometem-se a enviar os textos completos até 31 de outubro de 2014.

Mais informações no site do Congresso.

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Wagner Moura: "Redes sociais não passam de revista 'Caras' autoeditada"

Eu sou fã do Wagner Moura. Mais ainda agora. Sempre me questionei sobre essa exposição exagerada das pessoas em redes sociais. Tem gente que coloca simplesmente a rotina inteira na web. Isso que não tenho facebook, só instagram. As pessoas não conseguem fazer uma viagem, não conseguem mais ir a um restaurante, sem registrar..PARA OS OUTROS. Impressionante.

Coloco aqui o link para a entrevista que o Wagner Moura deu ao Último Segundo sobre, entre outras coisas, esse assunto.

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Vaga para Obama das redes sociais no Brasil

Habermas é polêmico. Ponto. Mas eu vou falar (d)nele. Inspirado no conceito de publicidade kantiano, Habermas tem como ideia de esfera pública a comunicação que se constitui num espaço da vida social humana permitindo a formação de uma opinião pública de interesse. Portanto, a esfera pública é uma dimensão que prevê uma racionalização da discussão.  Vale lembrar que muitos críticos refizeram o conceito habermasiano e até ele mesmo se refez.

Anyway: com o advento da internet, que Habermas não escute, a esfera pública tomou uma outra proporção. Alguns, esquecem que existe uma divisão entre esfera pública e privada, mas esse não é o caso (dá uma vontade de falar nisso). Vale lembrar que os meios de comunicação tradicionais não disponibilizam o espaço de debate defendido pelo autor, pois a maioria deles trabalha sob a lógica do agenda setting, ou seja, a lógica do que vai ser noticiado.A internet, sim, propicia o debate. Barack Obama foi o grande homem das mídias sociais e fez uma revolução no potencial midiático das redes. Como Gomes bem observa,  a campanha de Obama foi um exemplo de “modus operandi de campanha cooperativo, ao par com o espírito da internet 2.0 no quase refere a convocar e pressupor a participação dos internautas na produção dos conteúdos e nos procedimentos de difusão viral de informações e de mobilização”.

O conceito de “internet 2.0”, ou “web 2.0” significa, justamente, a internet não apenas como um sistema de publicações e banco de dados on-line, mas como um suporte para a estruturação das redes de mídia social. Michele  Obama seduziu os internautas em seu discurso terça-feira e ela foi o tema de 28 mil tuítes por minuto, segundo o Twitter. Isso representa o dobro da repercussão do discurso de Mitt Romney na convenção republicana. Ann Romney foi citada em pouco mais de 6.000 tuítes por minuto.

A minha grande pergunta é: e, no Brasil? Quem tem esse poder mobilizador? Não se pode negar que José Serra foi um pioneiro no uso do Twitter, mas não é um “Barack Obama” das redes sociais. Esse é um espaço vago na nossa política. E, até agora, parece que ninguém vai preenchê-lo.

GOMES, W. (et alii): Politics 2.0”A Campanha On-line de Barack Obama em 2008, In. Revista Sociologia Política, Vol. 17, n.34, pp. 29-43, Curitiba, Outubro 2009.
HABERMAS, Jurgen: Mudança Estrutural da Esfera Pública, Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 2003.

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