Arquivos da Tag: política

Lusocom 2016 em Cabo Verde

O Lusocom está com chamada de trabalhos até 15 de maio. O congresso será em Cabo Verde (deve ser lindo demais). O evento acontece de 19 a 21 de outubro. Abaixo, a lista de grupo de trabalhos:

 

Rádio e Televisão
Coordenadores: Ana Isabel Rodríguez (Galiza); Iluska Coutinho (Brasil) e Luís Bonixe (Portugal)

Jornalismo
Coordenadores: Helena Lima (Portugal); Letícia Cantarela Matheus (Brasil) e Miguel Túñez (Galiza)

Publicidade
Coordenadores: Carmen Costa (Galiza); Clotilde Perez Rodrigues Bairon Sá (Brasil) e  Helena Pires (Portugal)

Comunicação Organizacional
Coordenadores: Álvaro Elgueta Ruiz (Cabo Verde); Ivone de Lourdes Oliveira (Brasil) e Teresa Ruão (Portugal);

Sociologia da Comunicação
Coordenadores: Filipa Subtil (Portugal); Márcio Souza Gonçalves (Brasil) e Sílvia Roca (Galiza)

Comunicação Visual
Coordenadores: Maria da Luz Correia (Portugal) e Salif Silva (Cabo Verde)

Redes Sociais e Cultura
Coordenadores: Carlos Toural (Galiza); Lídia Oliveira (Portugal) e Sandra Portella Montardo (Brasil)

História dos Média
Coordenadores: Jorge Pedro Sousa (Portugal) e Manuel Brito Semedo (Cabo Verde)

Comunicação Política e Cultura
Coordenadores: Daniel Medina (Cabo Verde); Juliano Mendonça Domingues da Silva (Brasil) e Paula Espírito Santo (Portugal)

Comunicação e Educação
Coordenadores: Euclides Furtado (Cabo Verde); Rosa Maria Dalla Costa (Brasil) e Sara Pereira (Portugal);

Epistemologia da Comunicação
Coordenadores:  Giovandro Ferreira (Brasil); Marta Pérez Pereiro (Galiza) e Paulo Serra (Portugal);

Semiótica
Coordenadores: Alexandre Rocha da Silva (Brasil); José Esteves Rei (Cabo Verde) e Catarina Moura (Portugal)

Comunicação, Arte e Design
Coordenadores: Aristides Silva (Cabo Verde); José Gomes Pinto (Portugal) e Maria José Baldessar (Brasil)

Sociedade da Informação e Políticas da Comunicação
Coordenadores: Anita Simis (Brasil); Elsa Costa e Silva (Portugal) e Silvino Évora (Cabo Verde) 

Comunicação e Representações Identitárias
Coordenadores: Armando Lopes (Moçambique); Karina Janz Woitowicz (Brasil) e Rosa Cabecinhas (Portugal)

Estudos Culturais
Coordenadores: Josimey Costa da Silva (Brasil); Moisés de Lemos Martins (Portugal) e Tomás Jane (Moçambique)

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Tragédia e política

Nada como voltar das férias e dar de cara com esse texto do professor Miguel Chaia, na Revista Cult

prof Miguel Chaia. / Fonte: pucps.br

prof Miguel Chaia. / Fonte: pucps.br

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Em suas peças, William Shakespeare produziu formas de saber e de conhecimento, brotadas da arte, e que permitem estruturar um pensamento político sofisticado e muito bem sistematizado. Esse pensamento político em Shakespeare, com forte acento teórico, articula-se em torno dos seguintes conceitos: relações instáveis de poder; movimento autônomo do núcleo central do poder; insistência dos homens em tomar o governo; mútuas referências entre ações dos políticos e a presença de cidadãos/povo nas ruas; defesa da legitimidade; e os impactos negativos que o poder exorbitante exerce sobre os diferentes sujeitos – levando a sofrimentos ou até mesmo à morte tanto os indivíduos que circulam em torno do poder (Macbeth, por exemplo) quanto as pessoas que vivem nos locais externos ao poder (a fome da população de Roma em Coriolano ou mesmo o impedimento do amor entre jovens em Romeu e Julieta). Assim, Shakespeare filia-se a uma tendência analítica dada pela “política como tragédia”, por supor a permanência dos conflitos na vida no âmbito do poder e nas relações entre governo e dominados. Portanto, Shakespeare entende a política como esfera de crises e estabilidades que se sucedem indefinidamente, jogando os homens em períodos de legitimidade e usurpação, em épocas de harmonia e de violência e em períodos de guerra e paz.

Para o dramaturgo, a política é prática de seres humanos no embate com o poder e com outros homens, ações estas que acontecem sem que se tenha controle ou previsibilidade dos seus resultados. Os desejos humanos de se direcionarem ao poder deverão encontrar regras próprias da política que colocam em risco a sanidade, o corpo e o destino do governante ou do ser político.

A dimensão teórica decantada pelas peças do dramaturgo resulta do seu singular processo de trabalho, uma vez que cada peça nasce não apenas de seu talento, sensibilidade e genialidade, mas também de um processo árduo de trabalho intelectual que envolve pesquisas das publicações filosóficas do seu tempo (Shakespeare leu e citou várias vezes Maquiavel, La Boétie, Montaigne e outros), estudo da história (vejam-se as ricas peças históricas, como as séries “Henrique” e “Ricardo”), competições intelectuais entre os autores da sua geração e da anterior, contatos com as universidades inglesas, as contribuições dos seus atores nas diversas edições de cada peça (as colaborações de parceiros aprimoravam as peças) e, inclusive, o aprendizado com a maçonaria e com mitologias que circulavam em seu tempo. Shakespeare foi um estudioso e pesquisador atento do seu tempo, da história e dos desatinos do ser humano. O teatro de Shakespeare, pode-se dizer, é uma encenação de uma perspectiva de homem e de mundo, baseada numa teoria filosófica.

Neste sentido, uma vez destacada não apenas a potência da arte como forma de conhecimento, mas também o pensamento político sistematizado engendrado por Shakespeare, o que foi problematizado e escrito para a Roma de Júlio César pode ser desdobrado para situações da contemporaneidade. Enfatizando o fato de que os escritos de Shakespeare permitem várias entradas analíticas, uma vez que a força de seu legado encontra-se nas metáforas criadas por esse dramaturgo.

Júlio César (1599) faz parte da trilogia romana juntamente com Antônio e Cleópatra (1606) e Coriolano (1607), na qual o autor analisa as movimentações em torno do poder, focando tanto a disputa, as tentativas de tomada e manutenção do poder quanto a relação dos homens políticos com formas de resistência e pressão advindas do povo, dos cidadãos. Na primeira e na terceira peças citadas, o povo é personagem nuclear e constitui-se em uma força política com potencial de rebelar-se ou ser manipulado. Em Coriolano, o povo faminto desequilibra relações de poder, possui direitos consagrados e chega a derrubar e enviar para o exílio o seu governante. Em Júlio César, Marco Antônio, representante das ideias jovens de Roma da época, astuto, sedutor e convincente, incita e manipula a multidão com a força das palavras e das ideias. No discurso diante do cadáver de César, o futuro participante do triunvirato imperial, juntamente com Otávio e Lépido, Marco Antônio, com a eloquência de um grande orador, leva a multidão ao arrebatamento, colocando-a contra os jovens insurgentes republicanos Brutus, Cássio e Casca. (Vale destacar que, em Antônio e Cleópatra, a resistência ou oposição a Roma vem de reino periférico ao Império, o Egito, e sua rainha).

O ator Caco Cioler

Como nas ruas do Brasil após as jornadas de junho de 2013, a multidão de Roma após a morte de César está em busca de um “nome”, como fala Cássio: “… Há ocasiões em que os homens são senhores dos seus destinos; se nós somos subalternos, o erro, caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós próprios. Brutus e César! Que há neste César? Por que é que este nome há de soar melhor do que o teu?… Em nome de todos os deuses, de que substância se alimenta o nosso César, para se tornar tão grande!”. Shakespeare permite não apenas pensar na possibilidade de revolução (veja-se, ainda, sobre essa possibilidade a peça A tempestade), mas, também, na inconstância ou permanente procura das massas por um “nome” a ser seguido. A situação política brasileira, com dificuldades de acomodar as exigências do povo, torna-se mais grave ainda com a polarização entre os dois partidos políticos expressivos resultante da divisão do eleitorado na votação presidencial. As diferentes posições contra e a favor da presidente Dilma Rousseff vêm criando divisões radicais no país, sem que haja a previsibilidade de uma acomodação entre as forças em jogo na atual conjuntura política do Brasil. Ou estaria o povo, tragicamente, servindo de massa de manobra à disposição de habilidosos retóricos?  Ou estariam surgindo várias e novas lideranças políticas com potencial de rearranjar as relações políticas do país?

As relações entre governantes e cidadãos são sempre tensas e sujeitas às interferências de crises ou de políticos com capacidade de desestabilização. Mesmo o governante eleito pelo voto popular, aquele com legitimidade política, pode gradativamente se desgastar, exigindo a reposição de um nome. A queda nas pesquisas de popularidade confirmando a rejeição do governo Dilma Rousseff, considerando ruim ou péssimo o seu governo, abre o flanco para a imprensa propagar a proposta de impeachment – pode-se pensar o discurso convincente de Marco Antônio, sendo feito, nos dias de hoje, pela mídia, com forte poder de sedução e convencimento próprios da imprensa escrita e da televisão. 

Convém não esquecer que a Roma de César assassinado, aquele que deve morrer, é um cenário de crise, de perspectiva de mudanças de regime e de desejos de mudanças sociais, econômicas e políticas. Assim como o pedido de impeachment da atual presidenta pode ser visto na metáfora de “César deve morrer”. Os confrontos entre duas forças de Roma – dos jovens republicanos conspiradores e da aspiração ou possibilidade de retorno ao regime tirânico – são também expressões de outros confrontos polarizados que se colocam constantemente nas políticas de Estados e nações. Pode-se pensar que as exacerbações das posições de direita no Brasil e o enfraquecimento da esquerda sejam dinâmicas de um povo em movimentação. E, mais ainda, essas exacerbações podem ter origem nos erros dos políticos dirigentes do atual governo em suas diferentes gestões. Afinal, como diz Cássio, o erro não está nas estrelas, mas advém dos próprios governantes que conduziram a essa situação da procura de um novo nome para ser seguido pela multidão. A política como prática é tarefa de pessoas, de seres humanos e não de deuses, como diz Cássio sobre César: “Em Espanha teve febre; quando estava com o acesso notei como ele tremia; é a verdade, este deus tremia! Os lábios covardes descoraram-se, e os olhos que fazem tremer o mundo, perderam o brilho”. Os grandes governantes podem cair do céu ao inferno, no intenso e inesperado processo político. Basta se perguntar hoje sobre o significado de homens públicos brasileiros que contavam com grande aprovação da população. Na política vai-se rapidamente de herói a vilão. A anunciada morte, enquanto desgaste, do lulismo marca dois períodos distintos na história do Brasil – aquele da aglutinação nacional e do sentimento de avanço social econômico e, agora, recentemente, a dispersão e a emergência radical da direita no país. Ou seja, não se trata da morte física de César, mas da morte política, sempre possível nas circunstancias da luta pelo poder. E, principalmente, sempre uma possibilidade quando o povo se torna um protagonista com o potencial de influir nessas relações.

Na peça Júlio César, os movimentos dos cidadãos – de apoio ou de oposição – acontecem primeiro em direção a César, depois a favor de Brutus, contra Brutus e Cássio, a favor de Marco Antônio – personagem este que incita a multidão com o seu discurso potente politicamente. Pela voz de um cidadão pedem-se explicações sobre a morte de César (“Queremos que nos deem explicações”). Sobre Brutus, após seu discurso, dizem os cidadãos: “Viva Brutus!, Levemo-lo em triunfo até sua casa. Que seja César”; Brutus leva os cidadãos a crerem que César era um tirano. A seguir, o discurso de Marco Antônio conduz os cidadãos a acreditarem que César não era ambicioso e que em Roma “não há outro homem mais nobre do que Antônio”.

Os atores Caco Cioler e Carlo Dalla Vecchia em cena de Caesar - Como construir um império (Foto: Bob Sousa)

A multidão tanto pode mudar de rumo, deixando-se guiar de um líder a outro, quanto ocupar as ruas clamando contra os “Traidores! Ó celerados!”, gritando pela revolta ou se propondo a queimar as casas dos políticos (“Queimaremos a casa de Brutus!”) e, ainda, buscando estratégias radicais – como em algumas recentes manifestações de rua no Brasil: “Vamos buscar o lume! Despedacemos os bancos!… Quebremos as cadeiras, as janelas, tudo!”. Devido a esse potencial da presença do povo, alguns políticos brasileiros conclamam para que as suas militâncias saiam às ruas (ou, ainda, os trabalhadores ou a classe média), como forma de pressão política e expressão da força de um partido. Enfim, as ruas de Roma, como as ruas do Brasil, constituem um cenário relevante de lutas e de manifestações políticas.

Num primeiro momento, Roma (talvez o Brasil) está à beira de uma convulsão política ou próxima de um colapso com a morte de César, com o desaparecimento ou esvaziamento de uma liderança política legítima aceita temporariamente pelo povo – nessa Roma com a vacância do poder, Marco Antônio consegue redirecionar a mobilização da multidão iniciada por Brutus. No Brasil, agora, alguns políticos se apresentam tentando repetir a proeza de Marco Antônio: os presidentes das casas legislativas, Eduardo Cunha e Renan Calheiros e o senador Aécio Neves – mesmo porque os políticos éticos como Brutus fracassaram (como Brutus fracassou), em tentar propor uma saída à morte do governo brasileiro, ou no caso de Roma, uma saída à morte de César.

Além de tratar das relações entre governo e povo, em Júlio César, Shakespeare aborda a movimentação política que ocorre no interior da esfera do poder indicando como nela trafegam mecanismos de traições – a política é um jogo de relações surpreendentes, no qual o elemento novo teima em emergir constante e inesperadamente. Nessa direção, a metáfora construída por Shakespeare aponta para a série de traições que ocorrem atualmente na base partidária da presidente Dilma Rousseff. Convém lembrar que a corrupção é um elemento a mais da desestabilização governamental. A coligação partidária vem se desfazendo, sem controle por parte do governo, levando políticos a assumirem a ruptura e a oposição como práticas corriqueiras. Quando duas forças se empenham na mútua negação, como é o caso do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), emerge um terceiro nome, como foi o de Marco Antônio, na figura do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Para Shakespeare, uma conjuntura política ou uma rebelião sempre propiciam um desdobramento inesperado, não permitindo o cálculo efetivo do seu desfecho. Brutus e Cássio não calcularam a emergência de Marco Antônio. Dilma Rousseff e sua equipe menosprezaram as possibilidades da vitória de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados.

Outra grande pista que Júlio César faz reviver no presente é aquela referente à permanência das lideranças políticas – para Shakespeare, a política é uma atividade exercida por um sujeito, mesmo que se defronte com mecanismos alheios aos desejos humanos. Dessa forma, a política se apresenta enquanto vitalidade para a ação no lugar público a ser gasta por pessoas com capacidade para executar projetos legítimos, que desejem exercer o mando a qualquer custo ou queiram direcionar cidadãos. Tanto suas peças históricas quanto as tragédias indicam a prática política como visualizada ou sintetizada nas pessoas dos governantes ou de políticos das diferentes esferas do poder. Esse líder deve ter a capacidade de articular as forças internas à esfera do poder e, também, saber manobrar as relações com o povo. Melhor ter sucesso em ambas as esferas, mas, quando se tem sucesso em uma das pontas, o mando pode continuar. Entretanto, é impossível a continuidade de governo sem o mínimo controle dos conflitos internos e sem o gozo da boa imagem junto à multidão.

O ator Caco Cioler

A figura do governante – o corpo do rei – e a presença da pessoa, mesmo que virtual, do político ainda são o fundamento das relações políticas. Daí que se acompanha a política seja pela agressão física a César, seja pela apresentação de Brutus/Cássio na cena, isto é, pelo apelo sedutor de Marco Antônio – o mesmo que dizer que a política brasileira só pode ser compreendida ou acompanhada pelas trajetórias e ideias, pelo sucesso ou decadência, de líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Marina Silva, Eduardo Campos e outros. 

Assim, para Shakespeare, está sempre aberta a possibilidade da boa política voltada ao bem comum, expressa por um nobre homem. Porém, a própria vitória de Marco Antônio é um sinal da dificuldade dessa expectativa, uma vez que, ao final da peça, Antônio manifesta sua opinião sobre o ético Brutus, perdedor na luta pelo poder: “Dentre todos os nobres romanos, este era o mais nobre. Todos os conspiradores se revoltaram contra o grande César por inveja, exceto Brutus. Só ele, ao juntar-se com os outros, obedeceu a um honesto pensamento e ao bem comum… Aqui está um homem”.

Em Shakespeare, a política, ainda que tenha uma faceta ligada às regras autônomas do poder, também envolve vida e morte, jogando os governantes e as populações numa esfera trágica que se caracteriza por constantes crises e tensões que não permitem saber o ponto de chegada. As peças de Shakespeare, e Júlio César é um excelente exemplo, levam a entender a política como tragédia, pois mesmo que necessária, mesmo que conduzida muitas vezes por bons homens, trata-se de uma esfera da sociedade que pode sacrificar corpos, levar as ideias a sucumbir e trair as boas intenções – sempre de forma inesperada e surpreendente.

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Última edição da Alterjor

Saiu a última edição da Revista Alterjor e para meu orgulho, com dois textos meus e um da minha colega de grupo de pesquisa, a Dra Mara Rovida. Um dos meus textos é sobre o perfil de humor Dilma Bolada e o outro sobre os políticos que foram eleitos no Congresso Nacional e não vivem sem a mídia.

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Más poder local – artigo Dilma Bolada/ Dilma Rousseff

No ano passado o professor Cláudio Coelho pediu um artigo sobre o fenômeno Dilma Bolada na internet para o Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo. Pois, o artigo foi publicado na revista espanhola Más poder local. Quem quiser ler, já está disponível: Dilma Bolada ou Dilma Rousseff:¿Quién es la diva de la nación?

O meu trabalho consiste na análise de um fenômeno surgido nas mídias sociais brasileiras: a personagem fictícia Dilma Bolada, inspirada na atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff. O objetivo do estudo é analisar a página da personagem Dilma Bolada, que humoristicamente se intitula a “diva da Nação brasileira” no Facebook e no twitter bem como os perfis da presidente sob perspectivas da sociedade do espetáculo, visto que a personagem, com sua linguagem sempre atual e com referências a temas midiáticos, acaba por tornar-se de fato a representação da presidente da República nas mídias sociais contribuindo para a construção de sua imagem.

Foi feito um clipping para coleta de dados em mídias tradicionais sobre a personagem, seu criador e sobre a própria presidente, visto que a personagem, com clara característica humorística, difere-se em muito da presidente. Mesmo assim, em alguns casos, verificou-se uma transferência de imagem, agregando à Dilma Rousseff, um senso humorístico que ela não possui.

Nossa análise das páginas nas redes sociais englobam o período da campanha presidencial brasileira no ano de 2014 até janeiro de 2015, numa tentativa de analisar o comportamento da personagem e da presidente nas redes pós-eleições.

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O soberano orientador- aos profes Simonetta, Vera, Rose, Cláudio Coelho, Dimas e Luis Mauro

Quando me deu na louca de fazer mestrado eu estava há dez anos no mercado de trabalho, sem nenhuma produção acadêmica e completamente perdida. Eu só sabia que queria estudar com a Simonetta Persichetti. Lá fui eu na Cásper Líbero (SP) fazer processo seletivo (eu morava em Brasília na época) e fiquei meio atônita quando fui aprovada. Não sabia o que fazer. Não sabia como agir.  Larguei tudo em Bsb e me mandei para SP APAVORADA. Dei a sorte da Simonetta ser uma baita professora e uma baita orientadora. Abriu meus olhos para muitas coisas que eu não enxergava e, com o perdão da expressão, teve uma paciência de Jó. Depois de me formar na cásper ainda voltei para as aulas como ouvinte.

Profe Simonetta. Fonte: blog visite São Paulo

Profe Simonetta. Fonte: blog visite São Paulo

Antes de entrar no doutorado eu já tinha “algumas manhas” e  fui mais cuidadosa. O prof. Cláudio Coelho (Cásper, outro mestre incrível!) disse que a prof. Vera Chaia (PUC/SP) pesquisava os assuntos que eu gostava e que seria válido eu dar uma olhada no trabalho dela. Participei como ouvinte de um seminário que ela promoveu, depois fui atrás dela no COMPOLÍTICA 2013 e ainda pedi para assistir as suas aulas como ouvinte (uma coisa que recomendo para todo mundo antes de entrar no mestrado ou doutorado).

Profe Vera. fonte: Isto É

Profe Vera. fonte: Isto É

Quando entrei no doutorado da PUC fiquei um pouco apreensiva por ter vindo do Jornalismo para as Ciências Sociais, mas para minha sorte, outra vez, a profe Vera é SENSACIONAL. Qualquer coisa abaixo disso, não existe. No início de 2015 tive uma crise com meu projeto e em meia hora de conversa com ela voltei revitalizada.

No meio desse processo tive a sorte de conhecer professores incríveis, pacientes e dispostos a dividir conhecimento: o profe Cláudio Coelho é meu segundo orientador sempre. Tenho dúvida, recorro a ele. O professor Dimas Künsch, da Casper foi incrível, paciente (percebam que esse é um requisito básico para lidar comigo) e me apresentou o Edgar Morin (amor eterno). Ainda tive as aulas incríveis de política com o Luis Mauro Sá Martino (cásper) e na PUC conheci, como chamo entre os amigos, a diva Rose Segurado, uma apaixonada pelo que faz!!!

Esse post é mais um desabafo e um aviso: se às vezes a instituição que tu estudas não olha muito pra ti, tenha a certeza de escolher um bom orientador, porque ele faz toda a diferença. Pesquisem, investiguem, assistam aulas, leiam trabalhos…o orientador é nosso parceiro por 2 ou 4 anos. Tem que ser alguém muito f*. Como a Vera e a Simonetta.

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Onde, como e quando publicar

Muitos acadêmicos, principalmente mestrandos, têm perguntado onde publicar, como publicar…nessa história entrou minha amiga, colega de doutorado e de viagens a Congressos, a Merilyn Escobar. Com a grande ajuda dela, selecionamos alguns Congressos que ainda estão com a chamada aberta e revistas onde vocês podem mandar artigos. Esperamos que gostem!

*II Congresso internacional de História UEPG-UNICENTRO: Produção e Circulação do Conhecimento Histórico no Século XXI, evento que ocorrerá de 12 a 15 de maio de 2015 na Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná.

http://www.cih2015.eventos.dype.com.br/simposio/public

 

*Forum Brasileiro de Pos Graduação de Ciencia Politica UFF

http://www.forumcienciapolitica.com.br/

 

*III Congresso Iberoamericano de Arqueologia, Etnologia e Etno-história.
Inscrições até 30 de março! Dourados _MS

http://ciaee2015.com.br/

 

II Simpósio de Gênero e Sexualidade

Campo Grande – MS

https://sigesex.wordpress.com/

 

*ICOM –Cuba

http://www.icomcuba.com/

 

*III Congreso Uruguayo de Sociologia – resumos ate 10 abril

http://colegiodesociologos.org.uy/iii-congreso-uruguayo-de-sociologia/fechas-clave.html

 

*VI CIEAM – UNESP “Discursos, Identidades, Sexualidades” – 15 a 18/06/2015

O Ciclo Internacional de Estudos Antigos e Medievais, em sua sexta edição, será sediado na Faculdade de Ciências e Letras de Assis, campus da UNESP, entre os dias 15 e 18 de junho de 2015 em comemoração aos seus trinta anos na formação de pesquisadores.

O objetivo é reunir a comunidade científica nacional e internacional para o debate acadêmico em torno da temática “Discursos, Identidades e Sexualidades”, tão cara e atual às Ciências Humanas.

O evento contará com a presença de conferencistas e palestrantes do Brasil, dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França, do Chile e da Argentina, além de proporcionar a oportunidade para pesquisadores oferecerem e participarem de minicursos e acompanhar mesas redondas. As apresentações de comunicações serão organizadas em simpósios temáticos.

Acesse o site para mais informações:
http://vicieam.wix.com/vicieam

Email: vicieam@yahoo.com.br

 

*Revista de Historia GNARUS

Chamada de artigos e resenhas

gnarusrevistadehistoria@gmail.com ou fgralha@hotmail.com

www.gnarusrevistadehistoria.com.br

 

 

*Chamada para publicar artigo e resenhas. Revista FOCO

Informamos que a revista está com chamada aberta até o dia 30 de abril para recebimento de artigos e resenhas para seu próximo número, com previsão de lançamento em julho de 2015.

Os artigos e as resenhas devem estar ligados aos seguintes campos de estudos: Administração; Administração Pública; Gestão Pública; Sociologia da Administração; Sociologia do trabalho; Recursos Humanos; Psicologia da Administração; Psicologia do trabalho; Economia empresarial e; demais áreas afins a Administração.

Acesse a revista e conheça as regras de submissão, disponível emhttp://www.novomilenio.br/Periodicos/index.php/foco/index

A submissão deve ser realizada exclusivamente pelo site da revista.

 

 

*(chamada para artigos)

A Revista de Direito da Cidade (ISSN 2317-7721), publicação eletrônica semestral de professores do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tem o prazer de anunciar que estará recebendo artigos e trabalhos para o seu novo número (vol. 07, nº 01, 2015) que será publicado em março de 2015.

Criada a partir da necessidade de estudos do direito a partir de matrizes multidisciplinares, a Revista de Direito da Cidade recebe, em fluxo contínuo, trabalhos sobre propriedade, história urbana e territorial, história fundiária, posse, planejamento urbano e regional no Brasil, habitação e políticas locais, segregação e mobilidade sócio-espacial, criminalidade, impactos econômicos dos grandes projetos urbanos e de megaeventos culturais e esportivos, violência urbana, regularização fundiária, Estatuto da Cidade, acesso à justiça, políticas urbanas, conflitos socioambientais, riscos ambientais, direito urbanístico, metropolização, dinâmicas intrametropolitanas, tributação ambiental, gestão participativa de programas e projetos, direito ambiental, Planos diretores municipais, regulação social, habitação popular, participação social, etc. e outras disciplinas que tenham o Direito da Cidade por objeto de estudo, dialogando, sempre, com a dogmática jurídica, âmbito de reflexão de notórias contribuições à matéria.

Com o propósito de promover maior participação e interação entre as pesquisas, convidamos os professores e alunos de pós-graduação a participarem da Revista, enviando seus trabalhos para a nossa próxima edição, lembrando que a Revista de Direito da Cidade recebe trabalhos em português, inglês e espanhol em fluxo contínuo, submetidos em nossa página eletrônica ( http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rdc/index ) ou através dos e-mails abaixo referidos de nossa Equipe Editorial.

Cabe ter em conta que a Revista de Direito da Cidade tem no debate multidisciplinar o escopo de sua política editorial, cujo conteúdo pode ser acessado através da página eletrônica: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rdc/index

Também estamos abrindo chamada para a participação de professores que queiram atuar na Revista Quaestio Iuris como Pareceristas Avaliadores na avaliação esporádica de artigos, que são enviados para parecer pelo sistema de submissão on line (parecer padrão de 02 laudas, avaliando os pontos positivos e negativos do artigo, aprovando, sugerindo correções ou não aceitando para publicação).

Se houver interesse na publicação de artigos ou na participação como pareceristas avaliadores, os mesmos deverão ser enviados pelo sistema da Revista ( http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rdc/index ) ou através dos e-mails abaixo referidos de nossa Equipe Editorial.

Agradecemos a disposição de todos de participar da Revista de Direito da Cidade e estamos à disposição para qualquer esclarecimento que seja necessário através de nosso email: revistadedircidade@gmail.com .

Atenciosamente,
Prof. Mauricio Mota
Editor Chefe da Revista de Direito da Cidade
Email: revistadedircidade@gmail.com
Claudia Tannus Gurgel do Amaral
Editora Assistente da Revista de Direito da Cidade
Email: revistadedircidade@gmail.com
Bianca Tomaino
Editora Executiva da Revista de Direito da Cidade
Email: revistadedircidade@gmail.com

 

 

Alceu: revista de comunicação, cultura e política (ISSN 1518-8728)

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/Departamento de Comunicação Social

Contato: revistas@rdc.puc-rio.br

CPRI: CSAP1: B1; SO: B4; INT: B1

 

Brazilian Journalism Research (BJR) (ISSN 1981-9854)

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)

Contato: beatrizbecker@uol.com.br (Ed. Executiva);  fernandoresende1501@gmail.com e tattianat@gmail.com (Ed. Adjuntos)

CPRI:  CSAP1: B1; SO: -; INT: B1

 

Comunicação & Educação (ISSN 0104-6829)

Especialização Gestão da Comunicação (ECA-USP)

Contato: comueduc@edu.usp.br

CPRI: -; CSAP1: B2; SO: B3; INT: B2

 

 

Baleia na Rede (ISSN 1808-8473)

Grupo de Pesquisa em Cinema e Literatura (UNESP)

Contato: baleia2010@uol.com.br

Qualis: CPRI: -, CSAP1:B4; SO: B5; INT: –

 

Cadernos de Estudos Sociais e Políticos (ISSN 2238-3425)

Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP)

Contato: cadernos@iesp.uerj.br

Qualis: CPRI: B5; CSAP1:B4; SO: B5

 

Contemporânea (ISSN 2236-532X )

Universidade Federal de São Carlos (Sociologia)

Contato:  revcontemporanea@gmail.com

Qualis: CPRI: B4, CSAP1: B3; SO: B1; INT: –

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Chamada para o V ENEIMAGEM

O Laboratório de Estudos dos Domínios da Imagem (LEDI) está mais uma vez promovendo o Encontro Nacional de Estudos da Imagem (ENEIMAGEM), em Londrina (PR).

Os eixos temáticos:

 

ARTE

CORPO e SEXUALIDADES

DEBATES TEÓRICOS

EDUCAÇÃO

ENTRE O SONHO E A VIGÍLIA – O CINEMA

GÊNERO 

IMAGINÁRIOS SOCIAIS

PATRIMÔNIO E MEMÓRIA

PAISAGEM, CIDADE, NATUREZA

POLÍTICA

RELIGIÕES E RELIGIOSIDADES

RITOS DE MORTE E DE VIDA

 

Cronograma

 

Início das inscrições para ouvintes e comunicadores: 15/janeiro/2015.

Final das inscrições para comunicações: 15/março/2015.

Prazo final para envio do texto completo: 15/abril/2015.

Prazo final para envio dos pareceres aos comunicadores: 24/abril/2015.

Final das inscrições para ouvintes: 19/maio/2015.

 

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