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4º Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo

A Faculdade Cásper Líbero convida a todos para a 4ª edição do Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo. Organizada pelo Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, nesta edição o seminário apresentará pesquisas a respeito da política na sociedade do espetáculo e seus vínculos com a comunicação.

O foco principal do seminário, em 2016, é uma tentativa de compreensão do processo de espetacularização do ódio e de judicialização da política, que caracteriza a sociedade brasileira contemporânea, e de como a atuação das diferentes mídias contribui para este processo. Visando esta compreensão, serão analisados produtos midiáticos específicos, movimentos políticos, campanhas eleitorais, entre outros.

O evento contará com a presença, além de participantes vinculados à Cásper Líbero, de docentes e pesquisadores vinculados ao NEAMP – Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC de São Paulo.

Mais informações AQUI

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III Mídia, Política e Eleições

Está aberta a chamada de trabalhos para o III Mídia, Política e Eleições, da PUC/SP.
O seminário acontecerá nos dias 17 e 18 de novembro de 2016. Num cenário conturbado pela polarização política; pelo processo de impeachment ainda em curso da Presidente Dilma Rousseff (PT) e pelo fim do ciclo de 13 anos do PT na administração federal, o ano de 2016 promete mobilizar os ânimos com as eleições municipais no Brasil e a disputa presidencial nos Estados Unidos. Pretendemos reunir trabalhos e reflexões que auxiliem e contribuam para a compreensão da conjuntura política que se estabelece com um olhar atento às relações entre mídia e política. Segue em anexo cartaz com a Chamada de Trabalhos do Seminário.

Datas Importantes –
Submissão de resumos– 22/08 a 19/09
Divulgação dos trabalhos aceitos – 26/09
Submissão dos trabalhos completos – até 01/11

Confiram o Edital de Chamada de Trabalhos e outras informações no site:

MPE 2016

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Seminário Mídia, Política e Eleições

Nessa semana aconteceu o Seminário Mídia, Política e Eleições na PUC. Foram 30 trabalhos apresentados em dois dias e um debate muito enriquecedor. Abaixo seguem algumas fotos do evento.

Da dir. para esq.: Prof. Rose Coelho, Cláudio Coelho e Vera Chaia

Da dir. para esq.: Prof. Rose Coelho, Cláudio Coelho e Vera Chaia

Apresentações

Apresentações

Eu!

Eu!

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NEAMP – Workshop A análise do discurso e suas diferentes perspectivas

Os doutorandos Bruna e  Rodrigo Dugnani, com a coordenação da prof. Dra Vera Chaia, apresentaram os quatro principais tipos de análises do discurso: análise de conteúdo, análise de discurso da escola francesa, análise dialógica e análise crítica. Farei um breve resumo do que foi apresentado no workshop (EXCELENTE, diga-se de passagem).

Análise de conteúdo – é um  método de interpretação textual que se utiliza em questões abertas de questionários e em caso de entrevistas. Comunicação representacional que revela o léxico do conteúdo considerando as circunstâncias. Bardin (2006, p. 38) refere que a análise de conteúdo consiste em:  “um conjunto de técnicas de análise das comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e  objectivos de descrição do conteúdo das mensagens. … A intenção da análise de conteúdo é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção (ou eventualmente, de recepção), inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos ou não). (tradução nossa)”.

 

Análise de discurso da Escola Francesa – Surge como crítica à análise de conteúdo.surgiu com Michel Pechêux. Nesse tipo de análise, o que produz a coerência do texto é a sua formação discursiva, formação ideológica e processo histórico. A língua é polissêmica e opaca.A linguagem reflete e retrata a realidade. Mesmo a gramática sendo a mesma, os sentidos podem mudar.

 

Análise de Discurso Dialógica–  A concepção dialógica da linguagem está no centro das reflexões do Círculo de Bakhtin, composto principalmente pelos intelectuais russos Volochínov, Medvedev e Mikhail Bakhtin. É dele o texto que explica essa corrente:

Não há palavra que seja a primeira ou a última, e não há limites  para o contexto dialógico (este se perde num passado ilimitado e
num futuro ilimitado). Mesmo os sentidos passados, aqueles que  nasceram do diálogo com os séculos passados, nunca estão estabilizados (encerrados, acabados de uma vez por todas). Sempre  se modificarão (renovando-se) no desenrolar do subseqüente,
futuro. Em cada um dos pontos do diálogo que se desenrola,  existe uma multiplicidade inumerável, ilimitada de sentidos  esquecidos, porém, num determinado ponto, no desenrolar  do diálogo, ao sabor de sua evolução, eles serão rememorados  e renascerão numa forma renovada (num contexto novo). Não  há nada morto de maneira absoluta. Todo sentido festejará um  dia seu renascimento. O problema da grande temporalidade.

A dialogia, para Bakhtin, deve ser considerada na grande temporalidade que envolve passado, presente e futuro. As memórias (do
passado e do futuro, esta centrada nas antecipações da resposta do outro) são parte constitutiva do enunciado que é produzido, constituindo sua historicidade e singularidade, as quais são inseparáveis.

Análise Crítica – Norman Fairclough é o autor responsável pelo desenvolvimento da Análise Crítica do Discurso, ou ACD. Segundo o método analítico de Fairclough o discurso possui três áreas de análise que juntas possibilitam a compreensão do papel social do discurso: análise de textos falados ou escritos, análise da prática discursiva – que consiste no processo total de produção distribuição e consumo dos textos – e análise do discurso como uma fração da prática cultural de uma sociedade. A abordagem da Análise Crítica do Discurso tem base na teoria social, levando em consideração pensadores como Marx e Althusser, ou seja, a ideologia presente no discurso analisado pela ACD é objeto principal de exame. Fairclough coloca o discurso, a língua, como principal ferramenta ideológica nas lutas de poder.

Dessa vez eu não me perdi, mas foi difícil chegar na PUC. Valeu a pena!

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A análise do discurso e suas diferentes perspectivas

O Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (NEAMP) da PUC promove dia 21 de novembro (quarta-feira) o workshop A análise do discurso e suas diferentes perspectivas. A coordenação será da prof. Dra Vera Chaia  e os palestrantes são:  Rodrigo Dugnani (mestre em Economia Política e doutorando pelo PEPGCSO/PUCSP) e Bruna Lopes-Dugnani (mestre e doutoranda em Linguística Aplicada pelo LAEL/PUC/SP).

DIA: 21 de novembro de  2012 – das 10:00 às 18:00 h (Pausa para o almoço: 12h-14h)
LOCAL: AUDITÓRIO 100 – 1º andar do Prédio Novo

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Lideranças Políticas – ciclo de cinemas e debates

 

Semana passada assisti ao último evento do ciclo de cinema e debates sobre Lideranças Políticas. Depois de me perder na Vila Mariana, finalmente consegui achar a Cinemateca.  Achei uma pena não ter conseguido ir aos eventos anteriores, mas fui ao debate sobre A Permanência do Personalismo na Política Brasileira, com André Singer (que lançou recentemente ‘Os Sentidos do Lulismo’, livro que iremos debater no Grupo Política e Sociedade do Espetáculo na semana que vem), com a Cristina Maranhão (que estuda fotografia e política!!!), a professora Vera Chaia (coordenadora do Neamp juntamente com o professor Miguel Chaia) e o Renato Tapajós, diretor do filme Linha de Montagem, que foi exibido antes do debate.

Linha de Montagem trata do movimento grevista da década de 1970 do Sindicato dos Metalúrgicos no ABC e evidencia a formação do ex presidente Lula como líder sindical. Fica evidente que Lula sempre foi um líder. O filme mostra o nascimento do Partido dos Trabalhadores e um Lula disposto a negociar. É interessante como sempre passaram a imagem de um Luis Inácio radical e o que vemos no filme é um homem extremamente aberto ao diálogo.

O documentário é uma  oportunidade de analisar o surgimento de um movimento social, que contribuiu para o fim da ditadura e deu origem a um novo partido, o PT, que como o próprio André Singer disse, mudou muito, principalmente de 2002 para cá.
Imagens das assembléias do estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, às vezes lotadas com cerca de 100.000 operários, são uma prova da força das manifestações. Isso num momento em que ainda estava em vigor a ditadura militar, que usava contra os líderes grevistas instrumentos como a Lei de Segurança Nacional, que levou o próprio Lula à prisão. O debate terminou às 23h e eu consegui voltar inteira para casa, dessa vez, sem me perder.

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