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O soberano orientador- aos profes Simonetta, Vera, Rose, Cláudio Coelho, Dimas e Luis Mauro

Quando me deu na louca de fazer mestrado eu estava há dez anos no mercado de trabalho, sem nenhuma produção acadêmica e completamente perdida. Eu só sabia que queria estudar com a Simonetta Persichetti. Lá fui eu na Cásper Líbero (SP) fazer processo seletivo (eu morava em Brasília na época) e fiquei meio atônita quando fui aprovada. Não sabia o que fazer. Não sabia como agir.  Larguei tudo em Bsb e me mandei para SP APAVORADA. Dei a sorte da Simonetta ser uma baita professora e uma baita orientadora. Abriu meus olhos para muitas coisas que eu não enxergava e, com o perdão da expressão, teve uma paciência de Jó. Depois de me formar na cásper ainda voltei para as aulas como ouvinte.

Profe Simonetta. Fonte: blog visite São Paulo

Profe Simonetta. Fonte: blog visite São Paulo

Antes de entrar no doutorado eu já tinha “algumas manhas” e  fui mais cuidadosa. O prof. Cláudio Coelho (Cásper, outro mestre incrível!) disse que a prof. Vera Chaia (PUC/SP) pesquisava os assuntos que eu gostava e que seria válido eu dar uma olhada no trabalho dela. Participei como ouvinte de um seminário que ela promoveu, depois fui atrás dela no COMPOLÍTICA 2013 e ainda pedi para assistir as suas aulas como ouvinte (uma coisa que recomendo para todo mundo antes de entrar no mestrado ou doutorado).

Profe Vera. fonte: Isto É

Profe Vera. fonte: Isto É

Quando entrei no doutorado da PUC fiquei um pouco apreensiva por ter vindo do Jornalismo para as Ciências Sociais, mas para minha sorte, outra vez, a profe Vera é SENSACIONAL. Qualquer coisa abaixo disso, não existe. No início de 2015 tive uma crise com meu projeto e em meia hora de conversa com ela voltei revitalizada.

No meio desse processo tive a sorte de conhecer professores incríveis, pacientes e dispostos a dividir conhecimento: o profe Cláudio Coelho é meu segundo orientador sempre. Tenho dúvida, recorro a ele. O professor Dimas Künsch, da Casper foi incrível, paciente (percebam que esse é um requisito básico para lidar comigo) e me apresentou o Edgar Morin (amor eterno). Ainda tive as aulas incríveis de política com o Luis Mauro Sá Martino (cásper) e na PUC conheci, como chamo entre os amigos, a diva Rose Segurado, uma apaixonada pelo que faz!!!

Esse post é mais um desabafo e um aviso: se às vezes a instituição que tu estudas não olha muito pra ti, tenha a certeza de escolher um bom orientador, porque ele faz toda a diferença. Pesquisem, investiguem, assistam aulas, leiam trabalhos…o orientador é nosso parceiro por 2 ou 4 anos. Tem que ser alguém muito f*. Como a Vera e a Simonetta.

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10º Interprogramas de Mestrado em Comunicação

A Cásper Líbero aceita trabalhos de mestrandos e mestres para o 10º Interprogramas de Mestrado em Comunicação. De 12 de maio a 12 de junho de 2014 podem ser feitas as inscrições dos resumos expandidos de 2.000 a 2.500 caracteres (incluindo espaços), contendo o tema, indicação do objeto de estudo, metodologia de análise e quadro teórico de referência, além de cinco palavras-chave. 

Mais informações no site da Cásper.

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Defesa

Defendi meu mestrado! Minha dissertação foi ‘A construção do personagem político nas eleições municipais de 2012 vista pela mídia impressa’. A banca foi composta pelo prof Dr Claudio Coelho (Faculdade Cásper Líbero), pela prof Dra Marcia Tiburi (Mackenzie) e pela minha orientadora, prof Dra Simonetta Persichetti (Cásper). Minhas amadas colegas, Adriana, Gaya, Claudia e Waleska me assistiram, além do meu maior parceiro esse tempo todo, o Pablo.

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Tirei 10!!!! Aliás, fiquei com A em todo o mestrado. Missão bem cumprida. Agora quero o doutorado!

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9º Interprogramas de Mestrado

Data: 22 e 23 de novembro de 2013
Local: Salas de aula 3º andar
Horário: Dia 22, sexta-feira, das 13h30 às 18h. Dia 23, sábado, das 9h às 13h.
Realização: Programa de Mestrado da Faculdade Cásper Líbero

Inscrições gratuitas (Vagas limitadas): Para participar é necessário que você envie, previamente, um e-mail com seu nome, RG, curso e nome da instituição que representa, bem como a indicação da mesa na qual deseja participar em ambos os dias para eventos@fcl.com.br. Feito isto, aguarde a confirmação de sua inscrição.

Eu, apesar de ser orientanda da prof. Dra Simonetta Persichetti, caí na mesa do grande mestre, prof Dr Cláudio Coelho. Fiquei muito feliz!

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Falta criatividade

Acabei passando por cima dessa matéria. Minha ideia nesse blog não é fazer uma clipagem, mas coincidentemente, dia 10 de junho, alguns dias depois do IBERCOM, a Folha de S. Paulo publicou uma matéria com a neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel. Ela foi a primeira  brasileira a ser convidada a falar no TED Global, famoso evento anual de conferências de curta duração que reúne convidados de várias áreas do conhecimento.

Suzana fala que a academia brasileira não incentiva a curiosidade e, principalmente, a diversidade de pensamento. A neurocientista fala da cultura de nos especializarmos em somente um assunto. Recorro ao Edgar Morin, quando ele diz que o pensamento é complexo e que não podemos pensar a educação sem pensarmos na transdisciplinaridade. Um dos maiores teóricos do nosso tempo está sendo esquecido.

Novamente: o professor Miguel Vicente fez a pergunta de “um milhão de dólares”, no IBERCOM: “Nós estamos em condições de importar e exportar conhecimento?”. Antes da academia falar em preconceito acadêmico, vamos olhar para o nosso umbigo.  De verdade: está na hora da academia ENTENDER o que Morin diz. A educação tradicional, de acordo com o francês, adotou um único modelo de realidade que é postulado nos livros didáticos que são perpetuados geração a geração. Os professores são formados a partir de uma simplificação de mundo onde eles acreditam que é possível simplificar a realidade para ser melhor apreendida ou transmitida a seus alunos. Não é possível ignorarmos um mundo de 140 caracteres. Como não é possível mais, em 2013, uma educação simplificadora e dogmática que  atrofia a aptidão de contextualizar os conhecimentos. Valoriza muito mais a separação que a associação de ideias num todo significativo.Excelente matéria da Folha.

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INTERPROGRAMAS – CHAMADA PARA TRABALHOS

O 9º Interprogramas de Mestrado em Comunicação, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Faculdade Cásper Líbero, está com chamada para trabalhos aberta. De acordo com a organização do evento, os objetivos são proporcionar espaço para a apresentação de trabalhos de mestrandos de todo Brasil, incentivar o exercício de produção e discussão acadêmicas e ampliar as possibilidades de diálogo entre discentes e docentes da Cásper Líbero com seus colegas de outros programas de Mestrado. A chamada segue até 24 de junho. No site da Cásper é possível encontrar mais informações bem como a ficha de inscrição e o modelo para enviar o resumo. Eu participei no ano passado e foi incrível.

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O idioma no IBERCOM 2013

IBERCOM 2013

No seminário de abertura do IBERCOM, “A definición dunha axenda Iberoamericana-científica e política de cooperación”, o tema discutido foi a predominância do idioma inglês na academia. A professora Aimeé Vega Montiel, vice presidente da IAMCR defendeu o idioma espanhol como dominante. Afirmou que os iberoamericanos deveriam trabalhar para o fortalecimento da língua no meio acadêmico.

O professor Francisco Sierra, vice presidente do CONFIBERCOM chegou a falar em racismo e preconceito com quem fala o espanhol e português na academia de língua inglesa. Sierra afirmou que quando espanhois e portugueses enviam seus trabalhos para congressos e revistas americanas, os revisores e organizadores bloqueiam os latinos assim que percebem a procedência do trabalho, sem ao menos lê-lo.

O professor Miguel Vicente fez a grande pergunta: “estamos em condições de importar talentos?”  Somos capazes de atrair investigadores? E, questionou se queremos mesmo estabelecer diálogo com a língua inglesa. Para o professor, é necessário que se fortaleça o inglês para competir.

A professora Maria Immacolatta, da USP, concordou com Miguel Vicente e afirmou que temos que entrar à força na academia americana e que isso certamente não ocorrerá com congressos em que os alunos expõem os seus trabalhos somente por dez minutos.

Eu não concordo em tratar a academia como se fosse um partido político. Acredito que exista um certo preconceito com os latinos ou com qualquer outro que não seja americano. Mas será que não é pela qualidade acadêmica??? Pensar a academia hoje sem ler Manuel Castells é impossível. Pensar a transdisciplinaridade que tanto defendemos sem Edgar Morin é inexistente. E, nenhum deles é americano. Nem vou falar em Maffesoli ou Lipovetsky.

Penso que, muito mais que um problema de idioma, é um problema de produção acadêmica. Concordo com a professora Immacolatta quando ela diz que não será expondo nossos trabalhos com pouco tempo que teremos respeito lá fora. Primeiro precisamos rever nosso método de estudo, deixar de tratar o meio acadêmico com metas numéricas (o aluno precisa de um número “x” de congressos para defender a tese) e olhar mais para a qualidade do que está sendo produzido, do que está sendo fomentado em Congressos  do que precisamente para o idioma. O idioma é secundário. Precisamos garantir produção com qualidade. Não com números.

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Contempo

Hoje tivemos o Interprogramas na Cásper Líbero. Outro evento sensacional! Essa semana foi excelente. Mas, sobre o Interprogramas escrevo com calma depois. Compartilho com vocês resenha minha publicada na Revista Contempo. Se alguém não conseguir abrir o link, segue o texto abaixo:

Os Tempos da Fotografia – o efêmero e o  perpétuo

KOSSOY, Boris. Os Tempos da Fotografia – entender a história da imagem para entender a nossa história. Cotia: Ateliê
Editorial, 2007. 176 p

* Por Deisy Oliveira Cioccari, mestranda em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero

Em Os Tempos da Fotografia – o efêmero e o perpétuo, livro que complementa a trilogia iniciada com Fotografia & História e Realidades e Ficções na Trama Fotográfica, Boris Kossoy relata o papel cultural da fotografia, fornecendo um grande embasamento teórico.Nesse livro, o autor evidencia que a fotografia não é uma ciência exata e busca respostas para o que ele chama de “processo de construção da realidade”. Kossoy deixa claro que a noção de que a câmara recupera fielmente a primeira realidade se desconstroi imediatamente após o registro da imagem. O que temos acesso é à segunda realidade. Fruto de uma realidade construída cheia de ideologias, impressões e códigos. A leitura que fazemos de uma fotografia em que não entendemos o contexto é diferente da leitura que fazemos quando conhecemos. Para o autor, quanto mais conhecemos a teoria, mais conhecemos a imagem. Imagem essa que pode informar e desinformar, que não é neutra e que possui detalhes que nunca devem ser desconsiderados.

A imagem fotográfica vai além do que mostra em sua superfície.Talvez por isso tenha dedicado boa parte à história da fotografia no Brasil, um capítulo esquecido pelos historiadores. Evidencia-se a necessidade de “rastrear” fotógrafos do passado e as influências e mudanças que a imprensa estrangeira causou em nossa imprensa. A necessidade de se encontrar um papel importante nos meios de comunicação passando pela fotomontagem à São Paulo de Hildegard Rosenthal, onde os ares de metrópole da capital não se chocavam com as ideologias da cidade modelo da era Vargas. Há, nesse livro, um importante registro da fotografia tomando proporções no resto do país e das imagens da fotógrafa Hildegard inaugurando a fotorreportagem no país.A fotografia como sustentáculo da memória e seus usos para imprimir uma intenção ideológica e política no Brasil não passam despercebidos. Kossoy deixa claro que as imagens são concebidas com o filtro cultural de seus autores e nesse sentido, é fundamental recuperar os sentidos dos fatos do passado. Dessa forma, garante-se a recuperação, com auxílio de conhecimentos pelas fontes escritas, da história política brasileira.

Na última parte do livro, o perpétuo e o efêmero se fundem. Há uma ênfase que se coloca no “instantâneo” da imagem fotográfica. Já o recorte da imagem parece agir de modo diferenciado quando fragmenta o espaço e quando faz o mesmo com o tempo. Enquanto o recorte espacial é claramente uma operação de seleção e transformação da realidade, o recorte temporal parece resultar num ato de anulação. Em outras palavras, enquanto as formas de representação do espaço precisam ser desvendadas, o tempo é esquecido, pois é supostamente aquilo que se perde na fotografia. Aparentemente, trata-se de uma apropriação de um efeito espacial da realidade, eliminando-se o
efeito temporal.
A fotografia interage conosco. A fotografia nos possibilita um diálogo com o passado, com o que passou, com o efêmero. O que resta são nossas impressões e representações. São os “tempos da fotografia”. E, sua morte. Como quando Kossoy registra os tempos de manipulação, de registro digital, eletrônico. Os simulacros tomam forma de máscaras e impõem-se obre o original. “Com a invenção da fotografia, inventou-se também, de certa forma, a máquina do tempo”, diz o autor para explicar que com a imagem fotográfica percebeu-se que, mesmo ausente, o objeto pode ser representado eternamente. “Derreteu-se o relógio, desestruturou-se a matéria”, completa. Mas para o autor, isso não é o caos. É uma consequência da evolução do processo, extensão da trajetória da fotografia, que oscila de significado de acordo com a ideologia de cada instante.Em Os Tempos da Fotografia, Kossoy deixa claro o papel da fotografia: não o de ser um detector de verdades ou mentiras, mas um registro construído ideologicamente, que nos permite entender o passado, perseguir seus segredos implícitos e captar a promessa do perpétuo. Toda imagem  fotográfica tem uma história que procuramos desvendar e que originou o que conhecemos de nós mesmos. É com muita propriedade que Boris Kossoy afirma que o século XX não seria o mesmo sem um espelho com memória para registrá-lo.

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Interprogramas

No dia 23 de novembro, a Faculdade Cásper Líbero realiza a 8ª edição do Interprogramas de Mestrado em Comunicação. Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM), o evento tem com objetivo proporcionar espaço para a apresentação de trabalhos de mestrandos de todo Brasil, incentivar o exercício de produção e discussão acadêmicas, além de ampliar as possibilidades de diálogo entre discentes e docentes da Cásper Líbero com seus colegas de outros programas de Mestrado.

A minha Mesa será a 6, que acontece das 9h às 12h: O caso Demóstenes: a queda do senador vista pelas fotografias da Folha de S. Paulo e “não vista” pela Revista Veja. Deve acontecer por volta das 11h.

 

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Previsões para quem faz mestrado e doutorado

Tirei esse post do blog Alquimia do Verbo, do professor Luis Mauro. Achei muito engraçado!!!

Leão
A passagem da Lua pelo signo mostra que é hora de começar a trabalhar de madrugada para terminar o texto. Fique atento para a chance de colocar tudo em ordem na bibliografia.

Virgem
Não deixe o ciúme atrapalhar seu trabalho. Se alguém pegou o livro que você queria na biblioteca, parta para outro. A fila anda e não adianta pensar no que poderia ter sido. Concentre-se no agora – o tempo passando, por exemplo.

Aquário
Se um livro parece não gostar de você, não perca seu tempo. Procure valorizar o referencial teórico que você tem. Trabalhe os conceitos, escolha os assuntos, divida os capítulos. O tempo passa. A bibliografia fica.

Áries
A presença do Sol no seu ascendente indica que é um bom momento para ler a bibliografia. Um momento de reflexão e trabalho com os textos. No amor, avise seu “outro significante” que você volta depois da defesa.

Gêmeos
A passagem de Netuno pelos céu pode causar alguma perturbação na redação das citações. Mas é hora de fortalecer os relacionamentos entre os autores e deixar de lado antigas culpas – como não ter citado todo mundo que você leu.

Capricórnio
Não deixe o passado atrapalhar momentos bonitos. O que você não leu, não leu. Há uma enorme bibliografia pela frente que merece muito mais sua atenção, por isso não se apegue ao que foi. Quem curte passado é arqueologia do saber.

Câncer
O dia está propício para a pesquisa de campo, e muitas surpresas podem acontecer durante um levantamento etnográfico. Esteja preparado e confiante em sua metodologia. Dê uma mudada.

Peixes
Aproveite as oportunidades de encontrar novas bibliografias. Relacionamentos novos merecem cuidado e atenção. Autores clássicos estarão sempre lá, esperando por você. E, na dúvida, provavelmente algum filósofo grego já falou do assunto antes.

Escorpião
Com o ascendente próximo de Marte, é hora de grandes definições – metodologia e referenciais teóricos, mas também a pesquisa de campo e as citações. Concentre-se em seus objetivos, gerais e específicos. Não vai faltar bibliografia.

Libra
Acredite em você. Tenha convicção nos textos e lembre-se de confiar em seus pressupostos epistemológicos. Afinal, eles são parte do melhor de você. Não tenha medo de adotá-los na pesquisa de campo.

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