Arquivos da Tag: Luis Mauro Sá Martino

Previsões para quem faz mestrado e doutorado

Tirei esse post do blog Alquimia do Verbo, do professor Luis Mauro. Achei muito engraçado!!!

Leão
A passagem da Lua pelo signo mostra que é hora de começar a trabalhar de madrugada para terminar o texto. Fique atento para a chance de colocar tudo em ordem na bibliografia.

Virgem
Não deixe o ciúme atrapalhar seu trabalho. Se alguém pegou o livro que você queria na biblioteca, parta para outro. A fila anda e não adianta pensar no que poderia ter sido. Concentre-se no agora – o tempo passando, por exemplo.

Aquário
Se um livro parece não gostar de você, não perca seu tempo. Procure valorizar o referencial teórico que você tem. Trabalhe os conceitos, escolha os assuntos, divida os capítulos. O tempo passa. A bibliografia fica.

Áries
A presença do Sol no seu ascendente indica que é um bom momento para ler a bibliografia. Um momento de reflexão e trabalho com os textos. No amor, avise seu “outro significante” que você volta depois da defesa.

Gêmeos
A passagem de Netuno pelos céu pode causar alguma perturbação na redação das citações. Mas é hora de fortalecer os relacionamentos entre os autores e deixar de lado antigas culpas – como não ter citado todo mundo que você leu.

Capricórnio
Não deixe o passado atrapalhar momentos bonitos. O que você não leu, não leu. Há uma enorme bibliografia pela frente que merece muito mais sua atenção, por isso não se apegue ao que foi. Quem curte passado é arqueologia do saber.

Câncer
O dia está propício para a pesquisa de campo, e muitas surpresas podem acontecer durante um levantamento etnográfico. Esteja preparado e confiante em sua metodologia. Dê uma mudada.

Peixes
Aproveite as oportunidades de encontrar novas bibliografias. Relacionamentos novos merecem cuidado e atenção. Autores clássicos estarão sempre lá, esperando por você. E, na dúvida, provavelmente algum filósofo grego já falou do assunto antes.

Escorpião
Com o ascendente próximo de Marte, é hora de grandes definições – metodologia e referenciais teóricos, mas também a pesquisa de campo e as citações. Concentre-se em seus objetivos, gerais e específicos. Não vai faltar bibliografia.

Libra
Acredite em você. Tenha convicção nos textos e lembre-se de confiar em seus pressupostos epistemológicos. Afinal, eles são parte do melhor de você. Não tenha medo de adotá-los na pesquisa de campo.

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Mediatization of Politics: a challenge for democracy?

O texto de Mazzoneli e Schulz levanta um assunto novo na academia: a mediatização da sociedade, especificamente da política. Que fique clara a distinção entre mediação (uma relação mediada por um meio, seja ele um blog, televisão ou telefone) e a mediatização que é a presença maior da mídia no cotidiano. É um assunto novo, as primeiras pesquisas datam de 2005 e não há quase nada disponível em português.

Lendo os textos de Hjarvard e Mazzoneli lembrei muito da questão política no Rio Grande do Sul. Tenho acompanhado as manifestações dos candidatos à prefeitura de Porto Alegre e a diferença na forma de lidar com os meios é grande. Fortunati usa o twitter, por exemplo, muito mais como “mediação” do que como “mediatização”. O candidato apresenta suas propostas, informa os locais onde está, agradece, mas muito raramente interage.

Últimos posts de @josefortunati

Como bem diz Mazzoleni, hoje em dia a política não pode existir sem a comunicação. E, é dessa forma que o candidato utiliza as plataformas digitais. Como uma mediação.

Manuela d’Ávila é o exemplo da política de mediatização. Ela mostra uma política que é moldada pelos e para os meios de comunicação (Mazzoleni). Manuela “substitui” o corpo-a-corpo pelo contato via mídias sociais . Substitui no sentido de, uma relação que muitos fazem somente de forma presencial, Manuela, sabiamente, faz também pela plataforma twitter. Como se fosse um mecanismo de compra e venda, como uma empresa.

Como diz Hjarvard: “os meios de comunicação transformaram a sociedade a partir de uma situação de escassez de informação para a abundância onde qualquer um pode competir.” (tradução minha) Manuela demonstra uma clara adaptação aos media. Caso parecido ocorreu com Marina Silva na disputa presidencial de 2010 e ocorre com Soninha Francine, em São Paulo.

Longe da questão apocalíptica baudrillardiana em  que a mídia e o pós-modernismo são símbolos de uma cultura formadora de simulacros e aparências da realidade, onde não existe mais o real, Mazzoneli expõe muito bem o que estamos vivendo: uma sociedade capitalista que como teve seu desenvolvimento industrial, tem também seu desenvolvimento nas comunicações. Feliz daquele que souber se adaptar e tirar proveito desse desenvolvimento.

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