Arquivos da Tag: Indio da Costa

Dois livros saindo do forno

Hoje tive a grata surpresa de receber dois livros com artigos meus.

Um é Mídia: espetáculo e poder simbólico, organizado pelos meus queridos mestres Cláudio Novaes Pinto Coelho e Luís Mauro Sá Martino, editora In House. Nesse livro publiquei uma análise sobre o ex-candidato à vice-presidência da República Indio da Costa (hoje PSD, na época DEM). O nome do trabalho: “O caso Indio da Costa: vida e morte na sociedade do espetáculo”.

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O outro livro é Comunicação, Entretenimento e Imagem, organizado pela minha orientadora de mestrado Simonetta Persichetti e pelo professor Dimas Künsch. A editora é a Plêiade. Nesse foi publicado um resumo da minha dissertação: A imagem contemporânea e a construção do personagem político nas eleições municipais de 2012.

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Política e Sociedade do Espetáculo

Semana passada aconteceu o II Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo, na Cásper. Eu fiz uma análise de como o deputado federal Indio da Costa (ex-DEM/RJ) foi construído e desconstruído pela mídia no ano de 2010. Foi um estudo de como o relator do projeto Ficha Limpa saiu das páginas de política e ocupou o posto de vice-presidente na chapa do tucano José Serra nas eleições presidenciais daquele ano, culminando com uma atenção especial de toda a imprensa brasileira. Por fim, discutimos de que forma, após as eleições, o então deputado democrata foi totalmente esquecido pela mesma Sociedade do Espetáculo que o colocou no centro das atenções pelo período de um ano.
“O espetáculo não deseja chegar a nada que não seja ele mesmo. A afirmação de Guy Debord é bastante pertinente para o caso Indio da Costa. Catapultado ao centro dos holofotes no ano de 2010, tornou-se tão conhecido como o próprio José Serra.
Indio saiu das eleições e teve somente mais dois meses de mandato legislativo. Sem o mandato legislativo, o mito não se manteve. Após um ano conturbado no DEM com escândalo do “Mensalão de Arruda”, Indio da Costa perdeu seu papel e sua influência. Mudou-se para o PSD de Kassab e desde então deixou o centro dos holofotes. “Aquilo que o espetáculo deixa de falar durante três dias é como se não existisse. Ele fala então de outra coisa,e é isso que, a partir daí, afinal, existe.” (Debord)

“Hoje em dia, o espetáculo está no poder. Não mais apenas na sociedade, tão enorme foi o avanço deste mal. Hoje, nossas conjeturas já não têm como único objeto as relações do espetáculo e da sociedade em geral, como as que tecia Guy Debord em 1967. Agora, é a superestrutura da sociedade, é o próprio Estado que se transforma em ‘empresa teatral’ em ‘Estado de Espetáculo’. De uma forma sistemática e organizada. Para melhor divertir e iludir o público de cidadãos. Para melhor distrair e desviar. E mais facilmente transformar a esfera política em cena lúdica, em teatro de ilusão.” (Schwartzenberger)
E, para finalizarmos:
Os campos de batalha modernos são mais extensos do que os campos de batalha antigos, o que obriga ao estudo de um maior campo de batalha. É preciso muito mais experiência e gênio militar para comandar um exército moderno do que era preciso para comandar um exército antigo. (Bonaparte)

 

 

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Atualizar

Vou tentar manter esse blog atualizado,mesmo que não seja somente com artigos, já que estou no segundo semestre de mestrado e nem tenho tanta coisa assim pra falar.  Sou muito apaixonada por corrida e só estava dando atenção para o blog da maratona, mas vou me dedicar mais a esse. O que eu tenho pra falar depois de um semestre na Cásper??? Eu odeio a ABNT. Escrevi três artigos nesse semestre. Um, para um seminário do grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do professor Cláudio Coelho, outro para disciplina dele e um outro para disciplina da professora Simonetta Persichetti. Os três textos ficaram prontos em meados de maio.

Deixei para revisá-los depois que voltasse de Caçapava. Achei que seria rápido, mas por causa das exigências da ABNT fiquei cinco dias em cima de dois textos. Foi um inferno! Eu queria revisar melhor o conteúdo, acrescentar mais algumas coisas, mas não deu. A lição aprendida foi: antes de escrever um artigo, estude as normas. E, já escreva colocando tudo como a ABNT exige, senão, já era.

Um texto foi aprovado no Interprogramas, da Cásper. “O caso Demóstenes: a queda do Senador vista pela Folha de São Paulo e não vista pela revista Veja”. O outro vai pra um seminário sobre política: “O caso Indio da Costa: vida e morte na Sociedade do Espetáculo”. E, o terceiro não sei ainda. Aguardando resposta!

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