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Pesquisas do Grupo de Comunicação e Política na Soc. do Espetáculo na Alterjor

A Alterjor desse semestre publicou dois trabalhos do grupo de pesquisa Comunicação e Política na Soc. do Espetáculo:Intelectuais e imprensa em momentos de radicalização política: 1964/2015, feito por mim e pela Vivian Paixão. Um estudo sobre o papel dos escritores em dois momentos da política- o golpe de 64 e a crise que levou ao processo de impeachment da presidente.

E, a  pesquisa da dra Mara Rovida (nossa amiga!!): Trabalho e identidade social – implicações nas pesquisas em comunicação.

 

 

Intelectuais e imprensa em momentos de radicalização política: 1964/2015

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar a atuação dos jornalistas e intelectuais brasileiros durante a ditadura militar e no ano de 2015, assim como o papel da imprensa nestes dois períodos, visto que, em 64, o papel da imprensa se deu sob um regime autoritário que reprimia qualquer manifestação contrária ao governo. Hoje a sua atuação é tão importante que faz dela um ator político no processo democrático, objeto de nossa análise. Para o trabalho, foram entrevistados jornalistas e intelectuais que fizeram parte da imprensa brasileira nos dois períodos citados: Alberto Dines, Carlos Heitor Cony, Ferreira Gullar, Frei Betto e Juremir Machado da Silva.

Palavras-chave

Jornalismo; Comunicação Política; Ditadura
Carlos Heitor Cony

Carlos Heitor Cony

Trabalho e identidade social – implicações nas pesquisas em comunicação

Resumo

O resgate da centralidade do trabalho nos processos de mediação e de formação das identidades sociais tem impactos expressivos no entendimento das dinâmicas sociais contemporâneas. Numa sociedade marcada pelo avanço da divisão do trabalho social e pelo amplo desenvolvimento das tecnologias de comunicação (cada vez mais importantes no processo produtivo capitalista), é preciso rever a noção de trabalho como atividade essencial do ser humano e como aspecto constituidor de identidade individual e coletiva. Tal discussão se mostra fundamental para o desenvolvimento das pesquisas em comunicação.

Palavras-chave

Identidade social; trabalho; mediação social; solidariedade social
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Intelectuais e Imprensa – o texto

Como já comentei aqui, a Vivian e eu apresentamos no seminário de Cultura da Casper o nosso trabalho Intelectuais e Imprensa em momentos de radicalização política: 1964/2015.

Viajamos para o RJ para entrevistar o Ferreira Gullar, o Carlos Heitor Cony, entrevistamos o Frei Betto, Alberto Dines e o Juremir Machado. Um pouco deste trabalho pode ser visto AQUI. Temos muito material de todas as nossas conversas e ainda devemos produzir mais alguma coisa. Vou atualizando o blog.

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Intelectuais e imprensa em momentos de radicalização política 1964/2015

A Vivian e eu apresentamos ontem, na cásper, no III Seminário Cultura e Política na Sociedade do Espetáculo, nosso trabalho sobre momentos de radicalização política. Pesquisamos muito, conversamos com diversos escritores (Carlos Heitor Cony, Ferreira Gullar, Frei Betto, Alberto Dines e Juremir Machado), viajamos, cansamos, mas valeu a pena. O primeiro passo foi dado.

cultura

Acho que conseguimos passar um pouco da nossa experiência com esses mestres. Todos: Cony, Gullar, Frei Betto e Dines, afirmam que a imprensa era melhor em 1964. Exceto o Juremir machado, que diz que hoje ela está menos verborrágica, mais enquadrada, apesar de continuar com o “viés golpista”.

Juremir nos disse que em 64 a imprensa falava muito e dizia pouco e que hoje está mais objetiva e direta, apesar de ainda muito presenteísta.

Nenhum deles acredita num golpe para depor a presidente. Acham que o Brasil já teve essa experiência, ela não foi boa, e a presidente, além de tudo, foi reeleita democraticamente.

Sobre apoio a ditadura: Dines afirmou que nenhum deles sabia o que viria a seguir da queda de Jango, e que depois que perceberam onde estavam, resolveram reagir. Juremir disse que sabiam, sim, tanto que o jornal Última Hora desde o princípio foi contra o golpe.

Bom, esse é apenas um resumo. Em breve o texto completo estará disponível.

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O caso Oscar Pistorius

No ano passado escrevi um artigo comparando os casos Lance Armstrong e Oscar Pistorius. Minha comparação se deu em como a mídia tratou os dois escândalos do esporte e em como a Folha de S. Paulo condenou Pistorius antes mesmo do tribunal, que só deu seu veredicto hoje, O INOCENTANDO das acusações de homicídio doloso e de assassinato premeditado, que poderiam render a pena de prisão perpétua.

Está na hora de pararmos e refletirmos criticamente sobre o quê a imprensa nos oferece. Casos de condenação antecipada são comuns: também escrevi um artigo sobre o caso Demóstenes em que a imprensa condena já na primeira semana de investigação da Polícia Federal. Minnini já dizia: “A mídia cria e destrói deuses num ritmo vertiginoso.”  Utilizando-se de uma estratégia midiática, jogando-se uma notícia de forma sensacionalista, alimentada durante o período seguinte com novos pequenos fatos que não dizem nada, mas tornam-se um show à parte; são escolhidos personagens e conferidos a eles credibilidade. Cada nova frase, cada nova imagem de oráculos, e cada frase de um deles é apresentada como prova da venalidade alheia. “

 

Em toda parte onde reina o espetáculo, as únicas forças organizadas são as que querem o espetáculo.” (DEBORD)

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O caso Oscar Pistorius: a imprensa já condenou

O caso Oscar Pistorius teve mais um capítulo hoje. A promotoria pediu mais tempo para investigação e um novo julgamento foi marcado para 19 de agosto. Já falei algumas vezes aqui no blog sobre este caso e até escrevi um artigo sobre o tema. Apenas como “atualização”, vi essa matéria no portal R7: “Fotógrafo divulga imagens sensuais de modelo morta por Pistorius“. Faço novamente a pergunta que fiz nos posts e no artigo: quem disse que Pistorius matou a namorada? O tribunal nem começou o julgamento, a promotoria nem colheu todas as informações. Só quem condenou, até agora, foi a imprensa.  É preciso mais responsabilidade na hora de escrever as matérias.

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