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4º Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo

A Faculdade Cásper Líbero convida a todos para a 4ª edição do Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo. Organizada pelo Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, nesta edição o seminário apresentará pesquisas a respeito da política na sociedade do espetáculo e seus vínculos com a comunicação.

O foco principal do seminário, em 2016, é uma tentativa de compreensão do processo de espetacularização do ódio e de judicialização da política, que caracteriza a sociedade brasileira contemporânea, e de como a atuação das diferentes mídias contribui para este processo. Visando esta compreensão, serão analisados produtos midiáticos específicos, movimentos políticos, campanhas eleitorais, entre outros.

O evento contará com a presença, além de participantes vinculados à Cásper Líbero, de docentes e pesquisadores vinculados ao NEAMP – Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC de São Paulo.

Mais informações AQUI

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Em nome de Deus, da família e do espetáculo

 Aliás – Estadão 01/05/16 12:32

GABRIEL ZACARIAS – O ESTADO DE S.PAULO

O excesso de exposição pode ser uma arma perigosa aos políticos

Desde que se iniciou a crise política brasileira, diversas metáforas foram empregadas para descrevê-la, sempre ligadas ao âmbito dos espetáculos. Manifestantes foram comparados a torcedores de futebol, políticos a personagens de novelas e seriados. Antes de acontecer, a transmissão ao vivo da votação do processo de impeachment na Câmara foi antecipada como uma final de campeonato. Após sua realização, porém, a metáfora que se impôs foi a do circo. Pouco justa com os artistas circenses, cujas peripécias são muito menos trucadas do que a dos políticos nacionais, pareceu todavia transmitir bem a imagem de espetáculo barato, rumoroso e deselegante que caracterizou a votação no plenário. Cabe, então, perguntar: porque essas metáforas parecem se adequar tão bem à política? Qual a verdade de fundo por trás da simples piada?

Se retomarmos a caracterização da sociedade contemporânea como uma “sociedade do espetáculo”, talvez possamos responder tais perguntas. Quando propôs essa expressão pela primeira vez, na década de 1960, o pensador francês Guy Debord não se referia simplesmente à mídia – que considerava apenas a manifestação “superficial” e “mais esmagadora” do espetáculo. Com o conceito de espetáculo abarcava um fenômeno social total, ou seja, um “conjunto de relações sociais mediadas por imagens”. Se na sociedade capitalista é o mercado que serve de instância unificadora das atividades sociais, as relações sociais se estabelecendo em torno à produção e ao consumo de mercadorias, na sociedade do espetáculo essas relações se estabelecem também em torno à produção e ao consumo de imagens. Debord vê a sociedade do espetáculo como um desdobramento da sociedade capitalista. Assim, é a hiperespecialização do trabalho no capitalismo que, restringindo a experiência quotidiana à realização de uma tarefa muito específica e repetitiva, torna necessário o consumo imaginário de outras experiências – o que fazemos, por exemplo, quando nos identificamos aos protagonistas de enredos declaradamente fictícios (como telenovelas) ou supostamente reais (como a vida de celebridades).

Sucesso midiático e eleitoral. Como parte da sociedade do espetáculo, a democracia representativa é orientada pela mesma lógica espetacular, o sucesso eleitoral de políticos sendo proporcional ao grau de identificação que conseguem arrebatar através de sua exposição midiática. Não é à toa que cada vez mais as fronteiras entre políticos profissionais e celebridades pareçam se confundir.

Tomemos o exemplo de alguns dos membros mais célebres do Congresso. Durante seu mandato anterior, o deputado federal Jair Bolsonaro – aquele que em seu voto pró-impeachment homenageou um torturador – conseguiu aumentar sua exposição nas mídias por conta de declarações ofensivas, sexistas e homofóbicas, o que lhe garantiu o terceiro maior eleitorado para a Câmara nas últimas eleições.

No polo oposto, Jean Wyllys, internacionalmente reconhecido pela defesa da comunidade LGBT, antes de ser deputado havia sido vencedor de um reality show de televisão. Tiririca, único palhaço profissional no circo em questão, também chegou ali por conta de seu sucesso televisivo. E sequer precisou aderir a uma causa política. Foi eleito em 2010 com slogans de campanha cínicos, como “Tiririca, pior do que está não fica”, e “Você sabe o que faz um deputado? Vote em mim que eu te conto”.

Se Tiririca tivesse contado, talvez não tivesse sido reeleito. Ao menos a julgar pelo impacto negativo que a exposição da Câmara produziu nas redes sociais. Segundo pesquisa de Fabio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santo, as postagens em língua portuguesa no Twitter, particularmente intensas no dia 17, durante a votação, extrapolaram a polarização em torno do impeachment, em favor de um repúdio generalizado ao ritual transmitido pela televisão.

A lógica da exposição espetacular parece ter se chocado à opacidade habitual da política brasileira. Para uma política feita de conchavos e ditada de cima para baixo, a exposição excessiva pode ser uma arma perigosa. Do ponto de vista da legitimação do sistema político, o impeachment pode ter sido um tiro pela culatra que, expondo despudoradamente o jogo de negociatas da Câmara, trouxe à tona uma parte da política que apenas subsiste por estar à sombra.

Contradições da sociedade do espetáculo. Debord havia notado na década de 1980 que uma regra original do espetáculo – de ser uma “imensa positividade” na qual “tudo que aparece é bom, tudo que é bom aparece” – dava agora lugar a uma valorização absoluta de tudo mostrar, bom ou ruim. Mas o valor supremo da exibição tem um preço, e a exposição demasiada pode minar o próprio espetáculo. Para quem assistiu ao circo do dia 17 de abril, o cinismo de deputados corruptos que falam contra a corrupção, a carência de argumentos políticos, a insistência monotemática em dedicar seu voto a Deus e à família podem ter funcionado como um efeito de distanciamento brechtiniano – rompendo o mecanismo de identificação e expondo os limites da representação.

 

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III Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo

Para quem quiser: convite para o III Seminário Comunicação, Cultura e Sociedade do Espetáculo que acontecerá na Casper Líbero, em SP,  dias 15, 16 e 17 de outubro. Mais informações AQUI

A Sociedade do Espetáculo e a Dialética da Cultura

No ano em que comemora dez anos de existência, o grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do Programa de Mestrado da Cásper Líbero, organiza o seu terceiro seminário para debater pesquisas sobre a relação entre comunicação e cultura na sociedade do espetáculo.  A dialética da cultura, a possibilidade dela tanto afirmar como negar as características da sociedade do espetáculo, e dos processos comunicacionais que fazem parte desta sociedade, é o tema que articula as apresentações.

Fazem parte do seminário, trabalhos que discutem a presença da indústria cultural na sociedade contemporânea, e seu vínculo com a mercantilização da cultura, assim como trabalhos que refletem sobre produções culturais e práticas comunicacionais que procuram caminhos alternativos a esta mercantilização. A dimensão política da produção cultural, ou seja, da atuação de jornalistas, intelectuais e artistas, também está presente como objeto de investigação de pesquisas apresentadas no seminário. Receberá especial atenção o contexto contemporâneo, de crescimento de posturas conservadoras, tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista cultural.

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Dois livros saindo do forno

Hoje tive a grata surpresa de receber dois livros com artigos meus.

Um é Mídia: espetáculo e poder simbólico, organizado pelos meus queridos mestres Cláudio Novaes Pinto Coelho e Luís Mauro Sá Martino, editora In House. Nesse livro publiquei uma análise sobre o ex-candidato à vice-presidência da República Indio da Costa (hoje PSD, na época DEM). O nome do trabalho: “O caso Indio da Costa: vida e morte na sociedade do espetáculo”.

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O outro livro é Comunicação, Entretenimento e Imagem, organizado pela minha orientadora de mestrado Simonetta Persichetti e pelo professor Dimas Künsch. A editora é a Plêiade. Nesse foi publicado um resumo da minha dissertação: A imagem contemporânea e a construção do personagem político nas eleições municipais de 2012.

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Programação III Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo

Sobre o evento

O seminário é organizado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo do Programa de Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, e está vinculado ao projeto de pesquisa Mídia, Política e Espetáculo. O objetivo do seminário é a apresentação e o debate de trabalhos que procuram compreender as relações entre comunicação e política na sociedade brasileira do espetáculo, tendo como objeto as campanhas eleitorais de 2014, as coberturas midiáticas dessas campanhas e suas relações com o processo político brasileiro.

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Sexta-feira, 17 de outubro – Tarde

14h Cláudio Coelho Abertura
14h15 Cláudio Coelho Comunicação, política e poder na sociedade do espetáculo
14h45 Emerson Ike Coan Espetacularização da política e redemocratização do Brasil
15h15 Debate
15h45 Intervalo
16h Kátia Saisi Dilma Rousseff na campanha eleitoral: construção da imagem política pela mídia
16h30 Mara Rovida  A (i)mobilidade urbana e as eleições estaduais de 2014
17h Rodrigo de Carvalho Governo Lula: a mídia e a construção da hegemonia
17h30 Debate
18h Encerramento

 

19h Cláudio Coelho Abertura
19h15 Vanderlei de Castro Ezequiel Questões sociais e discurso político eleitoral
19h45 Deysi Cioccari Dilma Bolada ou Dilma Roussef: Quem é a diva da nação?
20h15 Debate
20h45 Intervalo
21h Eliana Natividade Manifestações contra a copa e possíveis influências nas urnas de 2014, segundo a cobertura da mídia impressa
21h30 Gabriel Leão Herói ou animal político?
22h Debate
22h30 Encerramento

 

9h Cláudio Coelho Abertura
9h15 Synesio  Cônsolo Filho A necessidade de se administrar a visibilidade
9h45 Ingrid Baquit A política externa nos governos Lula e Dilma e o cenário político contemporâneo
10h15 Debate
10h45 Intervalo
11h Jaime Carlos Patias Lula: carisma e poder – Uma abordagem a partir de estudos sobre liderança carismática de Max Weber
11h30 Gilberto da Silva  A sedução do lulismo: imagens e leituras de Lula na Sociedade do Espetáculo
12h Debate
12h30 Encerramento

 

14h Márcia Amazonas Eduardo Campos & Marina Silva: a “Nova Política” entre o drama e a esperança
14h30 Vivian Paixão  Carta Capital e Veja nas eleições presidenciais de 2014
15h Debate
15h30 Genilda Alves de Souza  A percepção e a influência das pesquisas eleitorais nas classes c e d/e nas eleições para o Governo do Estado de São Paulo em 2014
16h Fábio Cardoso Marques  O “príncipe eletrônico” e a representação política
16h30 Debate
17h Encerramento

 

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Mario Vargas Llosa e a Sociedade do Espetáculo

“A cultura já não é mais a mesma, se tornou um circo, um espetáculo que, ao abarcar tudo, não é mais nada”, alfinetou Mario Vargas Llosa, ganhador do prêmio Nobel de literatura, em sua passagem pelo Brasil. Llosa afirmou que a cultura do imediato está apagando uma produção cultural “instigadora”, que para ele, é a fonte do “progresso humano”. Criticamente, atacou o que chama de “revolução audiovisual”, afirmando que a Internet e novas tecnologias converteram tudo ao centro, para ele, avanço importante, sobretudo no campo da liberdade de expressão, mas chama a atenção para o dilúvio de informação, jogada sem discriminação, responsável por um “estado de confusão absoluta”.
Nesta linha, Guy Debord (1997) afirmava, já no final dos anos 60, que a sociedade busca constantemente a produção de imagens, embora não saiba, muitas vezes, o que fazer com elas. Para Debord, essa é a sociedade do espetáculo onde as imagens seriam a concretização de uma alienação. As imagens recebem novos atributos, além de se tornarem o meio de propagação e construção de discursos ideológicos. “Quando o mundo real se transforma em simples imagens as simples imagens tornam-se seres reais (…) o espetáculo como tendência de fazer ver (…) o mundo que já não se pode tocar”. (1994, p.18).
A construção do espetáculo é uma forma de separação, de alienação e de dominação na sociedade para produzir uma falsa consciência de existir, na tentativa de se criar a ideia de uma sociedade unificada. Dentro desta configuração social, o espetáculo é uma espécie de “catalisador” da dominação. Esta alteração se estabeleceu ainda na época da Revolução Industrial, quando as relações de trabalho se alteraram junto com a necessidade de uma produção em massa que modificou a vida social. A mercadoria foi o produto desta alteração.
O que Mario Vargas Llosa reiterou, foi o que Guy Debord afirmou há mais e 40 anos: toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação.

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O paulistano acolheu a ressignificação

Fernando Haddad então é o prefeito de São Paulo. Bancado pelo ex-presidente Lula,  durante a campanha eleitoral soube ser coadjuvante quando esse era o seu papel. Mostrou ao eleitor o jovem letrado de 49 anos, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em Economia e doutorado em Filosofia, pai de família. Apesar de sua inexperiência nas urnas e frente ao Ministério da Educação, ponto que não foi explorado por seus opositores, mais ocupados com a polarização Russomanno Vs Serra no primeiro turno, a campanha se esforçou para mostrá-lo como “o candidato de Dilma e Lula”, o “candidato da mudança” que se opõe aos “prefeitos de meio mandato”, expressão usada para se referir à saída de José Serra da Prefeitura em 2006 para concorrer ao governo estadual e ao envolvimento de Kassab na criação do PSD, o qual o acusou de ter “abandonado” a cidade.

O político-produto apresentado ao eleitorado busca encontrar os anseios das massas ou o segmento alvo que muitas vezes têm base nas relações de insegurança e narcisismo (LASCH, 1986). “O candidato do Lula”, “o candidato da Dilma” colocaram Fernando Haddad numa sensação de intimidade com seus eleitores (SCHWARTZENBERG,1977). A proximidade com o patriarca Lula em um misto de intimidade e servidão garantiram um perfil mais experiente do que o petista Haddad realmente tinha. E, a população aceitou esse “novo” Haddad. Acolheu a ressignificação. “O discurso espetacular faz calar, além do que é propriamente secreto, tudo o que não lhe convém. O que ele mostra vem sempre isolado do ambiente, do passado, das intenções, das consequências. É, portanto, totalmente ilógico”. (DEBORD,1997:182)

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Oscar Pistorius: refém nas mãos da mídia

Primeiramente vamos observar as imagens divulgadas pelo Cape Times, maior jornal sul africano, sobre o caso Oscar Pistorius, na semana em que ocorreu o incidente envolvendo o atleta, o que ocasionou a morte de sua namorada Reeva Steenkamp.

Capa do Cape Times/ 15 de fevereiro 13

Capa do Cape Times/ 15 de fevereiro 13

 

Capa Cape Times /19 de fevereiro 13

Capa Cape Times /19 de fevereiro 13

 

Cape Times / 20 de fevereiro 13

Cape Times / 20 de fevereiro 13

Site Cape Times / 22 de fevereiro 13

Site Cape Times / 22 de fevereiro 13

Coloquei essas imagens aqui para dar uma noção de como foi (e tem sido) a cobertura na África do Sul. O velocista paraolímpico, que fez história ao tornar-se o primeiro atleta portador de deficiência física a conseguir competir nos Jogos Olímpicos, em Londres, é um herói nacional da África do Sul. E, no entanto, é normal que haja, como bem comprovam as imagens, uma dúvida se Pistorius é realmente o assassino que premeditou a morte da namorada, ou o ídolo que a confundiu com um ladrão.

Na capa de 15 de fevereiro, um dia depois do episódio,o Cape Times mostra Pistorius ainda nas pistas de atletismo. Porém, logo em seguida, a imagem que começa a aparecer do atleta é sempre dele envolvido com armas (como mostra a capa de 19 de fevereiro) ou saindo tribunal, onde por uma semana, é julgado seu pedido de fiança. Os veículos da África do Sul cobrem massivamente o evento, e a maioria das imagens não têm nada a ver com o Pistorius vencedor. Pelo contrário. Em 20 de fevereiro o Cape Times condena o atleta antes mesmo do tribunal: “Como eu matei Reeva”. Assim que o pedido de fiança do atleta e a liberdade provisória são concedidos, os jornais, sem mais o que especular, voltam a ter dúvidas sobre o envolvimento do atleta em assassinato premeditado. A dúvida, num país apaixonado pelo atleta, volta a se refletir nas páginas dos jornais.

Como afirma Giuseppe Mininni (2008), “a mídia cria e destrói deuses num ritmo vertiginoso”. Foi o que fizeram com Pistorius. Antes mesmo de um julgamento na justiça (que só deve ocorrer em 4 de junho) o atleta foi condenado pela imprensa. Não é mais o espetáculo. É o hiperespetáculo. “O espetáculo era a representação do imaginário moderno. Algo designado para ser superado. O hiperespetáculo é um imaginário sem representação. Imagem nua. Deliciosamente obscena”.  (GUTFRIEND;DA SILVA: 2007)

A imprensa precisa fazer o que lhe é de direito: informar. Precipitar-se e condenar pessoas não é, definitivamente, seu trabalho. Tanto a imprensa brasileira (objeto de um estudo mais aprofundado que pretendo desenvolver sobre esse caso), quanto a imprensa da África do Sul, outorgaram-se o direito de fazer uma inquisição no atleta. As imagens são poderosas. Não há nada do mito Pistorius naquelas imagens de tribunal.

“As imagens possuem um peso praticamente ilimitado na sociedade moderna, principalmente as imagens fotográficas; e a razão de tal autoridade advém qualidades peculiares às imagens que obtemos através das câmaras. Essas imagens são verdadeiramente capazes de usurpar a realidade porque, antes de mais nada, uma fotografia é não só uma imagem, uma interpretação do real- mas também um vestígio, diretamente calcado sobre o real, como uma pegada  ou uma máscara fúnebre.” (SONTAG, 1981)

Não poderia deixar de finalizar com Guy Debord.  É o espetáculo provocado pela mídia. “Em toda parte onde reina o espetáculo, as únicas forças organizadas são as que querem o espetáculo.” (2011)

KOSSOY, Boris. Fotografia & História. 3. ed. Cotia, SP : Ateliê Editorial, 2009a.

…………………. Os Tempos da Fotografia. 2. ed. Cotia, SP : Ateliê Editorial, 2007.

………………… Realidades e Ficções na Trama Fotográfica. 4.ed. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2009b.

GUTFREIND, Cristiane Freitas,DA SILVA, Juremir Machado. Guy Debord: antes e depois do espetáculo. EdiPUCRS, Porto Alegre, 2007.

MINNINI, Giuseppe. Psicologia Cultural da Mídia. São Paulo, SP, A Girafa, 2008.

SONTAG, Susan. Ensaios sobre a Fotografia. 2. Ed. Rio de Janeiro: Arbor, 1981.

 

 

 

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