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Apresentação no GP Comunicação, Cultura e Visualidades

Na última reunião do grupo Comunicação, Cultura e Visualidades, coordenado pela professora Simonetta, eu apresentei um pequeno resumo sobre as definições de imagem segundo os autores que mais estudamos. Obviamente para deixar tempo ao debate nem todos os autores foram contemplados e não na sua profundidade. Segue a apresentação.

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4º Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo

A Faculdade Cásper Líbero convida a todos para a 4ª edição do Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo. Organizada pelo Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, nesta edição o seminário apresentará pesquisas a respeito da política na sociedade do espetáculo e seus vínculos com a comunicação.

O foco principal do seminário, em 2016, é uma tentativa de compreensão do processo de espetacularização do ódio e de judicialização da política, que caracteriza a sociedade brasileira contemporânea, e de como a atuação das diferentes mídias contribui para este processo. Visando esta compreensão, serão analisados produtos midiáticos específicos, movimentos políticos, campanhas eleitorais, entre outros.

O evento contará com a presença, além de participantes vinculados à Cásper Líbero, de docentes e pesquisadores vinculados ao NEAMP – Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC de São Paulo.

Mais informações AQUI

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Política e Sociedade do Espetáculo

Semana passada aconteceu o II Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo, na Cásper. Eu fiz uma análise de como o deputado federal Indio da Costa (ex-DEM/RJ) foi construído e desconstruído pela mídia no ano de 2010. Foi um estudo de como o relator do projeto Ficha Limpa saiu das páginas de política e ocupou o posto de vice-presidente na chapa do tucano José Serra nas eleições presidenciais daquele ano, culminando com uma atenção especial de toda a imprensa brasileira. Por fim, discutimos de que forma, após as eleições, o então deputado democrata foi totalmente esquecido pela mesma Sociedade do Espetáculo que o colocou no centro das atenções pelo período de um ano.
“O espetáculo não deseja chegar a nada que não seja ele mesmo. A afirmação de Guy Debord é bastante pertinente para o caso Indio da Costa. Catapultado ao centro dos holofotes no ano de 2010, tornou-se tão conhecido como o próprio José Serra.
Indio saiu das eleições e teve somente mais dois meses de mandato legislativo. Sem o mandato legislativo, o mito não se manteve. Após um ano conturbado no DEM com escândalo do “Mensalão de Arruda”, Indio da Costa perdeu seu papel e sua influência. Mudou-se para o PSD de Kassab e desde então deixou o centro dos holofotes. “Aquilo que o espetáculo deixa de falar durante três dias é como se não existisse. Ele fala então de outra coisa,e é isso que, a partir daí, afinal, existe.” (Debord)

“Hoje em dia, o espetáculo está no poder. Não mais apenas na sociedade, tão enorme foi o avanço deste mal. Hoje, nossas conjeturas já não têm como único objeto as relações do espetáculo e da sociedade em geral, como as que tecia Guy Debord em 1967. Agora, é a superestrutura da sociedade, é o próprio Estado que se transforma em ‘empresa teatral’ em ‘Estado de Espetáculo’. De uma forma sistemática e organizada. Para melhor divertir e iludir o público de cidadãos. Para melhor distrair e desviar. E mais facilmente transformar a esfera política em cena lúdica, em teatro de ilusão.” (Schwartzenberger)
E, para finalizarmos:
Os campos de batalha modernos são mais extensos do que os campos de batalha antigos, o que obriga ao estudo de um maior campo de batalha. É preciso muito mais experiência e gênio militar para comandar um exército moderno do que era preciso para comandar um exército antigo. (Bonaparte)

 

 

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