Arquivos da Tag: Ciências Sociais

Inscrições Abertas para Submissão na Anpocs

Inscrições abertas para
submissão de trabalhos em GTs e SPGs


 Estão abertas as inscrições para submissão de trabalhos para os GTs(Grupos de Trabalhos) e SPG (Simpósios de Pesquisas Pós-Graduadas) para o 39º Encontro Anual da ANPOCS. Para conferir todas as temáticas e ementas aprovadas para o Encontro deste ano, acesse o nosso portal. E caso ainda não tenha feito sua inscrição, clique aqui para fazer agora mesmo.

Lembrando que, as inscrições podem ser feitas até o dia 10/04/2015. 

Em caso de dúvidas consulte o Edital 2015 com as regras válidas para o 39º Encontro Anual da ANPOCS. 

Comissão Organziadora
39º Encontro Anual da ANPOCS

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LASA 2015

Recebi da professora Vera Chaia chamada para o LASA 2015.

We are currently accepting proposals for LASA2015 in San Juan, Puerto Rico. We would love to receive your proposal for consideration before the deadline of September 8th, 2014 (17h00 EDT). Please find the Call for Papers here:http://lasa.international.pitt.edu/files/Call.pdf

Important: All participants need to be LASA 2014 members to be able to submit proposals and be involved in the proposals. You can become a LASA member by joining here: http://lasa.international.pitt.edu/eng/membership/join.asp. Additionally, section panel participants also need to be section members for 2014. The membership deadline is September 8th, 2014 (17h00 EDT).

 

Notes on participation:

–          LASA Participants are limited to one paper per congress, no exceptions.  (Co-authorship counts towards the one paper limit).

–          Participants can only have 2 active participations per congress (not counting being an Organizer).  The participation may take the form of paper presenter, discussant or chair role.  A participant is able to be a part of a workshop and a panel. (Section members are allowed a 3rd active participation in a Section panel).

–          Participants can only have 2 organizer appearances. Even if a participant wants to organize more than 2 sessions, they can only be recognized in the program book as an organizer for a maximum of 2 sessions.

 

We hope to receive your proposal soon! Please send any questions to: lasacong@pitt.edu or visit our FAQ:http://lasa.international.pitt.edu/eng/congress/faqs_generalinfo.asp

 

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Partidos e Sistemas Partidários: 1985 – 2009

Como eu comentei alguns posts atrás eu apresentei um seminário na PUC sobre esse texto do Jairo Nicolau. Segue um resumo que eu fiz.

No texto Partidos e Sistemas Partidários: 1985 – 2009, Jairo Nicolau faz um balanço da literatura de Ciência Política nesse período, em nível nacional, sendo orientado por algumas questões:

 

O que sabemos sobre os partidos do atual ciclo democrático?

Quais as áreas que mais se desenvolveram?

Que temas relevantes deixaram de ser cobertos?

Quais fontes de dados foram mobilizadas?

 

Nicolau lembra de alguns autores, como Kinzo (93), Lima Jr (93) e Mainwaring (2002) que mostram um certo pessimismo em relação ao processo de institucionalização dos partidos.

Lima Jr, por exemplo, justifica que o afastamento sistema partidário-parlamentar em relação ao sistema partidário eleitoral ao longo dos anos 80. Fortes alterações nas bancadas devido intensa transferência de parlamentares de um partido para outro = migração partidária seria responsável por criar na Câmara uma configuração diferente daquela definida pelos eleitores nas urnas.

No texto, Kinzo realiza uma descrição (radiografia) do processo de organização dos principais partidos ao longo dos anos 80. Fontes: resultados eleitorais (números de cargos conquistados), filiados aos partidos e os documentos produzidos pelos partidos. O tom de Pessimismo é forte- alta fragmentação partidária e a migração parlamentar.

Outra pontuação do texto é que entre as novas democracias latino-americanas o Brasil era o caso mais problemático de experiência partidária. Aqui ainda não assistimos à emergência de um sistema partidário de perfil definido e duradouro. O presente quadro partidário se caracteriza por sua mutabilidade, fragilidade e fragmentação’(1993,p.95)

De acordo com Nicolau, nas democracias modernas é impossível pensar o Executivo sem considerar a atuação dos partidos. São os principais responsáveis por pensar e elaborar políticas públicas bem como emprestar seus quadros para pastas de ministérios.

A pesquisa sobre a atuação dos partidos no Executivo concentrou-se basicamente na composição ministerial do Executivo Federal. A ideia central era identificar as estratégias adotadas pelos diferentes presidentes para montagem partidária de seus governos.

O cientista político acredita que os partidos políticos enfrentam consequências de um longo processo de decadência, desde os anos 1980, e estão sendo surpreendidos. Quando o quadro era de descrédito partidário, o surgimento do Partido dos Trabalhadores surpreendeu a elite política tradicional. Mas seu afastamento das ruas, tanto pela nova legislação dos partidos, com fundo partidário, quanto pela tomada do poder, influencia a atual imagem das legendas nacionais. Agora, avalia o cientista político, são os políticos, inclusive os do PT, que estão surpresos. Embora seja perigoso generalizar ou tirar conclusões neste momento, Nicolau afirma que ecos do movimento das ruas podem surgir nas eleições de 2014, nem que seja no formato de votos nulos ou abstenções.

 

 

 

 

 

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Alienação Política

Estava lendo a tese do doutorado do Homero Costa, Alienação Eleitoral no Brasil: uma análise dos votos brancos, nulos e abstenções nas eleições presidenciais (1989-2002), e vários dados me chamaram a atenção. De acordo com informações da tese:

Em l989, foram mais de 15 milhões de eleitores inscritos que ou se abstiveram, ou anularam o voto ou votaram em branco, significando em termos numéricos mais do que os votos em Luiz Inácio Lula da Silva que obteve 11.622.673 votos no 1o turno.

Em l994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito no 1º turno, registraramse 16.793.932 abstenções, 7.193.510 votos em branco e 7.444.608 votos nulos, totalizando mias de 31 milhões, quase o dobro do 2º colocado, Luiz Inácio Lula da Silva, que teve 17.112.155 votos.

Em 1998, de uma população de 157.070.163 habitantes, estavam inscritos 106.076.088 eleitores, ou seja, 67% da população. Somando-se a abstenção com os votos em branco e nulos, a alienação eleitoral (38.351.547, ou 40,2% do total de eleitores), foi maior do que os votos dados a Fernando Henrique Cardoso, eleito no 1o turno.

Para Homero Costa, passamos por uma crise de representações e o sistema político brasileiro favorece muito mais  um processo de estatização dos partidos”, no qual há uma preocupação quase exclusiva com a competição eleitoral. Homero cita  Mainwaring quando esse fala a respeito da tendência da atuação individual entre os parlamentares brasileiros, que é reforçada pela legislação eleitoral. Ao estudar a influência do sistema eleitoral sobre o funcionamento dos partidos políticos e a enorme dificuldade para a construção de partidos fortes, o autor afirma que o incentivo ao individualismo – que caracteriza a atuação dos parlamentares -, associado a outros fatores, contribui para o enfraquecimento dos partidos.

O país estaria, portanto, vivendo uma crise de representação política e um dos elementos seria justamente a incapacidade dos partidos políticos de agirem como mediadores entre a sociedade e o Estado, por estarem cada vez mais interessados na defesa de interesses privados. 

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