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Neurocientista defende universidades geridas como empresas: 'É preciso demitir quem não produz'

Fonte G1

 

Após deixar o Brasil por condições melhores de pesquisa, Suzana Herculano-Houzel critica falta de meritocracia em universidades federais.

“O Ministério que cuidava da Ciência agora tem que cuidar de Comunicação também, e eu francamente não vejo o que é que uma coisa tem a ver com a outra”, diz pesquisadora

Pouco mais de uma semana após trocar o Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ Brasil por uma universidade nos Estados Unidos, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel diz não estar tendo problemas para adaptar-se à nova realidade.

“Aqui, mesmo quando as coisas não funcionam, elas acabam sendo resolvidas rapidamente”, disse à BBC Brasil, por telefone, da Universidade Vanderbilt, em Nashville, no Estado do Tennessee.

“O que não funciona aqui no momento, para você ter ideia, é que o meu sobrenome é grande demais para caber nos formulários (risos). É muito legal trabalhar numa universidade que tenha a estrutura ágil que qualquer empresa tem. As universidades brasileiras, as públicas, pelo menos, não tem.”

No início de maio, em artigo da revista Piauí, a pesquisadora carioca – que estuda o funcionamento do cérebro humano e de outras espécies de mamíferos – descreve as dificuldades para produzir ciência de nível internacional no Brasil, como a burocracia para comprar equipamentos e as dificuldades de financiamento.

Apesar de ter publicado trabalhos de repercussão mundial, como o que defende a hipótese de que cozinhar alimentos permitiu aos ancestrais do homem sustentarem um cérebro maior, e um estudo, publicado na revista Science, sobre como o córtex cerebral se dobra, Herculano-Houzel, chegou a usar o próprio dinheiro para cobrir despesas de seu laboratório. Em 2015, fez uma “vaquinha”, uma campanha de financiamento coletivo na internet, para conseguir manter a produção por alguns meses.

Ela critica o que diz ser falta de meritocracia nas universidades federais, onde professores têm salários fixos independentemente do que produzem, e afirma que “não dá para ser otimista no Brasil nesse momento”.

 

Confira os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Em seus artigos sobre a dificuldade de fazer ciência no Brasil, você menciona não só problemas de financiamento via governo federal e estadual, mas uma certa resistência da universidade onde trabalhava de aumentar seu laboratório por achar que você “não precisaria de mais espaço”, mesmo após o reconhecimento internacional. A mentalidade nas universidades brasileiras também dificulta a pesquisa?

Suzana Herculano-Houzel – O sistema do funcionalismo brasileiro, que se estende às universidades, encoraja o engessamento e diz a alguns professores: “agora que você chegou até aqui, não precisa se preocupar em fazer mais nada. Agora que você conquistou esse laboratório grande, vai tê-lo até o fim dos seus dias, não importa que outros pesquisadores mais jovens, recém-contratados ou que produzam mais precisem desse espaço”.

Tudo isso porque mérito não importa. Não importa o que você produz, os seus direitos e o seu salário já são garantidos pelas regras do funcionalismo. E isso é mortal. Isso garante os direitos de quem já está por cima, mas é extremamente frustrante para quem está em começo de carreira e interessado em produzir.

É preciso ter um ambiente que estimule a meritocracia e recompense o esforço. Mas para esse ambiente meritocrático funcionar, é preciso que quem não produz seja afastado. Exatamente como em qualquer empresa. É preciso pensar na possibilidade de demitir professores, coisa que as pessoas que hoje têm estabilidade na academia não vão querer nunca.

BBC Brasil – Você já disse que falar em meritocracia era mal recebido no ambiente das universidades públicas por ser entendido como defesa da privatização. O que pensa da ideia de privatizar as universidades?

Herculano-Houzel – Me dei conta de que muitas dessas críticas são falácias dos opositores à ideia de meritocracia. Introduzir meritocracia e acabar com a estabilidade (na universidade) não é, de maneira alguma, sinônimo de privatização, mas os críticos fazem parecer que sim. Qualquer proposta de mudar a estrutura atual da academia do Brasil vai para o balde do “querem privatizar as universidades”.

Não estou falando de privatizar a pesquisa nem de privatizar a universidade, de modo nenhum. Eu não entendo, francamente, por que universidades não podem continuar sendo empresas federais, mas gerenciadas como empresas – com flexibilidade não só de compras e aquisições (de equipamento), mas também de contratação e afastamento (de pessoal).

BBC Brasil – Você também afirmou que a distribuição de recursos para regiões menos desenvolvidas do Brasil dificultava a criação de centros de excelência, mas muitos pesquisadores fora do Sudeste e do Sul reclamam de uma concentração de investimentos nestas regiões. Como garantir uma distribuição justa de recursos e, ao mesmo tempo, incentivar a pesquisa de ponta?

Herculano-Houzel – Não adianta, a solução é ter mais dinheiro. O que acontece no momento é que o pouco dinheiro que os centros de excelência nas regiões Sul e Sudeste poderiam receber, que já é insuficiente, se torna ainda menor porque uma parcela desses recursos precisa ser transferida para Norte-Nordeste. O que é uma política perfeitamente válida. O problema é que os recursos são insuficientes.

Então acaba que nem bem você consegue formar centros de pesquisa nas regiões Norte e Nordeste – que também precisariam de muito mais dinheiro -, nem bem consegue manter o funcionamento dos centros de excelência já existentes no Sul e no Sudeste. A única maneira de resolver o problema é aumentar o investimento.

O problema é para que esse investimento direcionado de recursos na região Norte-Nordeste seja realmente efetivo é preciso que o volume de recursos seja grande o suficiente para permitir levar pessoas para lá, mas não é.

Como é que você vai atrair expoentes para formar um novo centro de pesquisas em Fortaleza, por exemplo, se você não pode oferecer um salário atraente para atrair um pesquisador da Alemanha, da França, da Holanda?

Não precisa nem ser pesquisador estrangeiro, só repatriar um pesquisador brasileiro, por exemplo, que está trabalhando em Bruxelas com um laboratório maravilhoso e o financiamento da União Europeia. Temos que aumentar o financiamento como um todo e mudar as políticas de contratação. Atualmente não é atraente fazer ciência no Brasil.

Apesar de reconhecimento internacional de seu trabalho com cérebros, Herculano-Houzel teve que fazer “vaquinha” para laboratório

BBC Brasil – Buscar o financiamento de empresas para laboratórios e pesquisadores seria uma opção?

Herculano-Houzel – O que eu acho fundamental que exista é investimento privado, sim, mas de instituições criadas especificamente para financiar pesquisa. Aqui nos EUA há inúmeras possibilidades de conseguir apoio financeiro para pesquisa dessas instituições privadas de fomento que são filantrópicas.

O financiamento privado de empresas é outra coisa que também existe em alguns países. No Brasil, Campinas é um pólo de bom relacionamento entre a universidade e a indústria local. O risco disso é algumas pessoas usarem o argumento de que a ciência no Brasil está falida porque a indústria não investe.

Não, senhor. A ciência no Brasil está falida porque o governo não investe e investimento em ciência é papel dos governos federal e estadual. Uma vez que exista ciência viável porque governos fizeram os investimentos devidos, aí sim existe a possibilidade de você criar parcerias com empresas e com indústria, o que é muito interessante, mas não deve ser considerado nem a tábua de salvação da ciência brasileira, nem a maneira como a ciência deveria ser financiada.

BBC Brasil – O orçamento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação teve cortes de quase R$ 2 bilhões durante o governo Dilma, e você chegou a criticar o principal programa do governo na área, o Ciência sem Fronteiras. Como vê o futuro da pesquisa científica e do incentivo à pesquisa no Brasil?

Herculano-Houzel – As perspectivas para o setor de ciência no Brasil são ainda mais sombrias. O Ministério que cuidava da Ciência agora tem que cuidar de Comunicação também, e eu francamente não vejo o que é que uma coisa tem a ver com a outra.

Não vejo perspectiva de o orçamento da Ciência e Tecnologia aumentar, o governo só fala de cortes, e ao mesmo tempo a gente vê a aprovação de aumento de salários para o Judiciário e outros.

Não vejo como ser otimista no Brasil neste momento, não em relação à Ciência. O que a gente vê a décadas é uma desvalorização da Ciência por profunda falta de conhecimento dos políticos.

BBC Brasil – A estudante da rede pública carioca Lorrayne Isidoro, de 17 anos, virou notícia ao vencer a Olimpíada Nacional de Neurociência e fazer uma vaquinha, como a que você fez, para participar da competição internacional. O que sentiu ao saber da história dela?

Suzana Herculano-Houzel – Senti tristeza, de certo modo. Lorrayne teve a sorte de estudar num excelente colégio público federal, onde a professora dela certamente é muito mais bem paga do que professores de outras escolas públicas estaduais e municipais. O (colégio) Pedro 2º é uma escola bem equipada. Isso tudo certamente ajudou muito, sem desmerecer a motivação e a força de vontade dela, que são extraordinárias.

Mas o triste é que vejo pessoas como ela chegarem na iniciação científica na universidade e rapidamente desistirem porque as condições de trabalho são péssimas.

A perspectiva é que depois de 4 anos na universidade eles assinarão um papel que os limita a receber uma bolsa de não mais de R$ 1.200 por dois anos (no mestrado), para depois passarem outros 4 anos com uma bolsa de R$ 2.200 por mês (no doutorado).

Essa vai ser a renda máxima deles nos próximos seis anos depois de formados, enquanto um engenheiro químico sai da universidade já com um piso salarial estipulado em oito salários mínimos. É extremamente desestimulante.

A ciência é muito dependente desses jovens que trabalham nos laboratórios, que fazem os experimentos acontecerem. Aqui nos EUA já se segue a onda que veio da Europa de dar a eles contratos de trabalho e pagar salários dignos desde a pós-graduação. E o Brasil está na lanterna.

Eu acho perfeitamente compreensível que os jovens que começam a fazer iniciação científica estejam debandando. É o que eu vi acontecer no meu laboratório e o que eu ouço de vários colegas.

BBC Brasil – Nas redes sociais brasileiras têm crescido as piadas – e a rivalidade – entre pessoas “de humanas”, percebidas como mais à esquerda, menos pragmáticas e mais preguiçosas e pessoas “de exatas”, percebidas como mais à direita, superficiais e elitistas. Como vê essa divisão? As áreas estudadas realmente influenciam na orientação política e outras características?

Suzana Herculano-Houzel – “Pessoas disso” ou “Pessoas daquilo” não existem. Existem pessoas, ponto. Estes são estereótipos, que geralmente são nocivos.

Isso tem muito a ver com as expectativas que a gente tem com relação a esses profissionais na sociedade. Se você espera que alunos da área de Humanidades sejam esquerdistas, toda vez que conhecer um vai dizer: “Ahá, tá vendo?”. E quando aparecerem os alunos de Humanas conservadores, você os ignora como “exceção”.

É esse o problema dos estereótipos, eles criam o que a gente chama de profecias autorrealizadas. Você cria uma expectativa com base na percepção daquele estereótipo e você passa a distorcer sua visão de mundo para que ela se encaixe nele.

No Facebook ficou fácil demais falar qualquer besteira em público, e o Facebook é uma máquina de propagação de estereótipos. Você dá “like” no que se encaixa com o que você pensa e ignora o resto.

Mas isso tudo é besteira, conhecimento é conhecimento. Se hoje a gente pode olhar ao redor e ver um mundo organizado em que boa parte das pessoas não é apedrejada por seus ideais ou crenças, é tudo graças ao conhecimento. Todo conhecimento é importante.

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Precisamos falar sobre a vaidade na vida acadêmica

Minha amiga doutora Mara Rovida mandou esse baita texto da cientista social Rosana Pinheiro-Machado, publicado na Carta Capital. Reproduzo aqui um dos melhores textos que já li sobre a vida na academia.

 

Fonte: Carta Capital

Fonte: Carta Capital

A vaidade intelectual marca a vida acadêmica. Por trás do ego inflado, há uma máquina nefasta, marcada por brigas de núcleos, seitas, grosserias, humilhações, assédios, concursos e seleções fraudulentas. Mas em que medida nós mesmos não estamos perpetuando esse modus operandi para sobreviver no sistema? Poderíamos começar esse exercício auto reflexivo nos perguntando: estamos dividindo nossos colegas entre os “fracos” (ou os medíocres) e os “fodas” (“o cara é bom”).

As fronteiras entre fracos e ‘fodas’ começam nas bolsas de iniciação científica da graduação. No novo status de bolsista, o aluno começa a mudar a sua linguagem. Sem discernimento, brigas de orientadores são reproduzidas. Há brigas de todos os tipos: pessoais (aquele casal que se pegava nos anos 1970 e até hoje briga nos corredores), teóricas (marxistas para cá; weberianos para lá) e disciplinares (antropólogos que acham sociólogos rasos generalistas, na mesma proporção em que sociólogos acham antropólogos bichos estranhos que falam de si mesmos).

A entrada no mestrado, no doutorado e a volta do doutorado sanduíches vão demarcando novos status, o que se alia a uma fase da vida em que mudar o mundo já não é tão importante quanto publicar um artigo em revista qualis A1 (que quase ninguém vai ler).

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dizíamos que quando alguém entrava no mestrado, trocava a mochila por pasta de couro. A linguagem, a vestimenta e o ethosmudam gradualmente. E essa mudança pode ser positiva, desde que acompanhada por maior crítica ao sistema e maior autocrítica – e não o contrário.

A formação de um acadêmico passa por uma verdadeira batalha interna em que ele precisa ser um gênio. As consequências dessa postura podem ser trágicas, desdobrando-se em dois possíveis cenários igualmente predadores: a destruição do colega e a destruição de si próprio.

O primeiro cenário engloba vários tipos de pessoas (1) aqueles que migraram para uma área completamente diferente na pós-graduação; (2) os que retornaram à academia depois de um longo tempo; (3) os alunos de origem menos privilegiada; (4) ou que têm a autoestima baixa ou são tímidos. Há uma grande chance destas pessoas serem trituradas por não dominarem o ethos local e tachadas de “fracos”.

Os seminários e as exposições orais são marcados pela performance: coloca-se a mão no queixo, descabela-se um pouco, olha-se para cima, faz-se um silêncio charmoso acompanhado por um impactante “ãaaahhh”, que geralmente termina com um “enfim” (que não era, de fato, um “enfim”). Muitos alunos se sentem oprimidos nesse contexto de pouca objetividade da sala de aula. Eles acreditam na genialidade daqueles alunos que dominaram a técnica da exposição de conceitos.

Hoje, como professora, tenho preocupações mais sérias como estes alunos que acreditam que os colegas são brilhantes. Muitos deles desenvolvem depressão, acreditam em sua inferioridade, abandonam o curso e não é raro a tentativa de suicídio como resultado de um ego anulado e destruído em um ambiente de pressão, que deveria ser construtivo e não destrutivo.

Mas o opressor, o “foda”, também sofre. Todo aquele que se acha “bom” sabe que, bem lá no fundo, não é bem assim. Isso pode ser igualmente destrutivo. É comum que uma pessoa que sustentou seu personagem por muitos anos, chegue na hora de escrever e bloqueie.

Imagine a pressão de alguém que acreditou a vida toda que era foda e agora se encontra frente a frente com seu maior inimigo: a folha em branco do Word. É “a hora do vâmo vê”. O aluno não consegue escrever, entra em depressão, o que pode resultar no abandono da tese. Esse aluno também é vítima de um sistema que reproduziu sem saber; é vítima de seu próprio personagem que lhe impõe uma pressão interna brutal.

No fim das contas, não é raro que o “fraco” seja o cavalinho que saiu atrasado e faça seu trabalho com modéstia e sucesso, ao passo que o “foda” não termine o trabalho. Ademais, se lermos o TCC, dissertação ou tese do “fraco” e do “foda”, chegaremos à conclusão de que eles são muito parecidos.

A gradação entre alunos é muito menor do que se imagina. Gênios são raros. Enroladores se multiplicam. Soar inteligente é fácil (é apenas uma técnica e não uma capacidade inata), difícil é ter algo objetivo e relevante socialmente a dizer.

Ser simples e objetivo nem sempre é fácil em uma tradição “inspirada” (para não dizer colonizada) na erudição francesa que, na conjuntura da França, faz todo o sentido, mas não necessariamente no Brasil, onde somos um país composto majoritariamente por pessoas despossuídas de capitais diversos.

É preciso barrar imediatamente este sistema. A função da universidade não é anular egos, mas construí-los. Se não dermos um basta a esse modelo a continuidade desta carreira só piora. Criam-se anti-professores que humilham alunos em sala de aula, reunião de pesquisa e bancas. Anti-professores coagem para serem citados e abusam moral (e até sexualmente) de seus subalternos.

Anti-professores não estimulam o pensamento criativo: por que não Marx e Weber? Anti-professores acreditam em lattes e têm prazer com a possibilidade de dar um parecer anônimo, onde a covardia pode rolar às soltas.

O dono do Foucault

Uma vez, na graduação, aos 19 anos, eu passei dias lendo um texto de Foucault e me arrisquei a fazer comparações. Um professor, que era o dono do Foucault, me disse: “não é assim para citar Foucault”.

Sua atitude antipedagógica, anti-autônoma e anti-criativa, me fez deixar esse autor de lado por muitos anos até o dia em que eu tive que assumir a lecture “Foucault” em meu atual emprego. Corrigindo um ensaio, eu quase disse a um aluno, que fazia um uso superficial do conceito de discurso, “não é bem assim…”.

Seria automático reproduzir os mecanismos que me podaram. É a vingança do oprimido. A única forma de cortamos isso é por meio da autocrítica constante. É preciso apontar superficialidade, mas isso deve ser um convite ao aprofundamento. Esquece-se facilmente que, em uma universidade, o compromisso primordial do professor é pedagógico com seus alunos, e não narcisista consigo mesmo.

Quais os valores que imperam na academia? Precisamos menos de enrolação, frases de efeitos, jogo de palavras, textos longos e desconexos, frases imensas, “donos de Foucault”. Se quisermos que o conhecimento seja um caminho à autonomia, precisamos de mais liberdade, criatividade, objetividade, simplicidade, solidariedade e humildade.

O dia em que eu entendi que a vida acadêmica é composta por trabalho duro e não genialidade, eu tirei um peso imenso de mim. Aprendi a me levar menos a sério. Meus artigos rejeitados e concursos que fiquei entre as últimas colocações não me doem nem um pouquinho. Quando o valor que impera é a genialidade, cria-se uma “ilusão autobiográfica” linear e coerente, em que o fracasso é colocado embaixo do tapete. É preciso desconstruir o tabu que existe em torno da rejeição.

Como professora, posso afirmar que o número de alunos que choraram em meu escritório é maior do que os que se dizem felizes. A vida acadêmica não precisa ser essa máquina trituradora de pressões múltiplas. Ela pode ser simples, mas isso só acontece quando abandonamos o mito da genialidade, cortamos as seitas acadêmicas e construímos alianças colaborativas.

Nós mesmos criamos a nossa trajetória. Em um mundo em que invejas andam às soltas em um sistema de aparências, é preciso acreditar na honestidade e na seriedade que reside em nossas pesquisas.

Transformação

Tudo depende em quem queremos nos espelhar. A perversidade dos pequenos poderes é apenas uma parte da história. Minha própria trajetória como aluna foi marcada por orientadoras e orientadores generosos que me deram liberdade única e nunca me pediram nada em troca.

Assim como conheci muitos colegas que se tornaram pessoas amargas (e eternamente em busca da fama entre meia dúzia), também tive muitos colegas que hoje possuem uma atitude generosa, engajada e encorajadora em relação aos seus alunos.

Vaidade pessoal, casos de fraude em concursos e seleções de mestrado e doutorado são apenas uma parte da história da academia brasileira. Tem outra parte que versa sobre criatividade e liberdade que nenhum outro lugar do mundo tem igual. E essa criatividade, somada à colaboração, que precisa ser explorada, e não podada.

Hoje, o Brasil tem um dos cenários mais animadores do mundo. Há uma nova geração de cotistas ou bolsistas Prouni e Fies, que veem a universidade com olhos críticos, que desafiam a supremacia das camadas médias brancas que se perpetuavam nas universidades e desconstroem os paradigmas da meritocracia.

Soma-se a isso o frescor político dos corredores das universidades no pós-junho e o movimento feminista que só cresce. Uma geração questionadora da autoridade, cansada dos velhos paradigmas. É para esta geração que eu deixo um apelo: não troquem o sonho de mudar o mundo pela pasta de couro em cima do muro.

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Onde, como e quando publicar

Muitos acadêmicos, principalmente mestrandos, têm perguntado onde publicar, como publicar…nessa história entrou minha amiga, colega de doutorado e de viagens a Congressos, a Merilyn Escobar. Com a grande ajuda dela, selecionamos alguns Congressos que ainda estão com a chamada aberta e revistas onde vocês podem mandar artigos. Esperamos que gostem!

*II Congresso internacional de História UEPG-UNICENTRO: Produção e Circulação do Conhecimento Histórico no Século XXI, evento que ocorrerá de 12 a 15 de maio de 2015 na Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná.

http://www.cih2015.eventos.dype.com.br/simposio/public

 

*Forum Brasileiro de Pos Graduação de Ciencia Politica UFF

http://www.forumcienciapolitica.com.br/

 

*III Congresso Iberoamericano de Arqueologia, Etnologia e Etno-história.
Inscrições até 30 de março! Dourados _MS

http://ciaee2015.com.br/

 

II Simpósio de Gênero e Sexualidade

Campo Grande – MS

https://sigesex.wordpress.com/

 

*ICOM –Cuba

http://www.icomcuba.com/

 

*III Congreso Uruguayo de Sociologia – resumos ate 10 abril

http://colegiodesociologos.org.uy/iii-congreso-uruguayo-de-sociologia/fechas-clave.html

 

*VI CIEAM – UNESP “Discursos, Identidades, Sexualidades” – 15 a 18/06/2015

O Ciclo Internacional de Estudos Antigos e Medievais, em sua sexta edição, será sediado na Faculdade de Ciências e Letras de Assis, campus da UNESP, entre os dias 15 e 18 de junho de 2015 em comemoração aos seus trinta anos na formação de pesquisadores.

O objetivo é reunir a comunidade científica nacional e internacional para o debate acadêmico em torno da temática “Discursos, Identidades e Sexualidades”, tão cara e atual às Ciências Humanas.

O evento contará com a presença de conferencistas e palestrantes do Brasil, dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França, do Chile e da Argentina, além de proporcionar a oportunidade para pesquisadores oferecerem e participarem de minicursos e acompanhar mesas redondas. As apresentações de comunicações serão organizadas em simpósios temáticos.

Acesse o site para mais informações:
http://vicieam.wix.com/vicieam

Email: vicieam@yahoo.com.br

 

*Revista de Historia GNARUS

Chamada de artigos e resenhas

gnarusrevistadehistoria@gmail.com ou fgralha@hotmail.com

www.gnarusrevistadehistoria.com.br

 

 

*Chamada para publicar artigo e resenhas. Revista FOCO

Informamos que a revista está com chamada aberta até o dia 30 de abril para recebimento de artigos e resenhas para seu próximo número, com previsão de lançamento em julho de 2015.

Os artigos e as resenhas devem estar ligados aos seguintes campos de estudos: Administração; Administração Pública; Gestão Pública; Sociologia da Administração; Sociologia do trabalho; Recursos Humanos; Psicologia da Administração; Psicologia do trabalho; Economia empresarial e; demais áreas afins a Administração.

Acesse a revista e conheça as regras de submissão, disponível emhttp://www.novomilenio.br/Periodicos/index.php/foco/index

A submissão deve ser realizada exclusivamente pelo site da revista.

 

 

*(chamada para artigos)

A Revista de Direito da Cidade (ISSN 2317-7721), publicação eletrônica semestral de professores do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tem o prazer de anunciar que estará recebendo artigos e trabalhos para o seu novo número (vol. 07, nº 01, 2015) que será publicado em março de 2015.

Criada a partir da necessidade de estudos do direito a partir de matrizes multidisciplinares, a Revista de Direito da Cidade recebe, em fluxo contínuo, trabalhos sobre propriedade, história urbana e territorial, história fundiária, posse, planejamento urbano e regional no Brasil, habitação e políticas locais, segregação e mobilidade sócio-espacial, criminalidade, impactos econômicos dos grandes projetos urbanos e de megaeventos culturais e esportivos, violência urbana, regularização fundiária, Estatuto da Cidade, acesso à justiça, políticas urbanas, conflitos socioambientais, riscos ambientais, direito urbanístico, metropolização, dinâmicas intrametropolitanas, tributação ambiental, gestão participativa de programas e projetos, direito ambiental, Planos diretores municipais, regulação social, habitação popular, participação social, etc. e outras disciplinas que tenham o Direito da Cidade por objeto de estudo, dialogando, sempre, com a dogmática jurídica, âmbito de reflexão de notórias contribuições à matéria.

Com o propósito de promover maior participação e interação entre as pesquisas, convidamos os professores e alunos de pós-graduação a participarem da Revista, enviando seus trabalhos para a nossa próxima edição, lembrando que a Revista de Direito da Cidade recebe trabalhos em português, inglês e espanhol em fluxo contínuo, submetidos em nossa página eletrônica ( http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rdc/index ) ou através dos e-mails abaixo referidos de nossa Equipe Editorial.

Cabe ter em conta que a Revista de Direito da Cidade tem no debate multidisciplinar o escopo de sua política editorial, cujo conteúdo pode ser acessado através da página eletrônica: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rdc/index

Também estamos abrindo chamada para a participação de professores que queiram atuar na Revista Quaestio Iuris como Pareceristas Avaliadores na avaliação esporádica de artigos, que são enviados para parecer pelo sistema de submissão on line (parecer padrão de 02 laudas, avaliando os pontos positivos e negativos do artigo, aprovando, sugerindo correções ou não aceitando para publicação).

Se houver interesse na publicação de artigos ou na participação como pareceristas avaliadores, os mesmos deverão ser enviados pelo sistema da Revista ( http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rdc/index ) ou através dos e-mails abaixo referidos de nossa Equipe Editorial.

Agradecemos a disposição de todos de participar da Revista de Direito da Cidade e estamos à disposição para qualquer esclarecimento que seja necessário através de nosso email: revistadedircidade@gmail.com .

Atenciosamente,
Prof. Mauricio Mota
Editor Chefe da Revista de Direito da Cidade
Email: revistadedircidade@gmail.com
Claudia Tannus Gurgel do Amaral
Editora Assistente da Revista de Direito da Cidade
Email: revistadedircidade@gmail.com
Bianca Tomaino
Editora Executiva da Revista de Direito da Cidade
Email: revistadedircidade@gmail.com

 

 

Alceu: revista de comunicação, cultura e política (ISSN 1518-8728)

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/Departamento de Comunicação Social

Contato: revistas@rdc.puc-rio.br

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Comunicação & Educação (ISSN 0104-6829)

Especialização Gestão da Comunicação (ECA-USP)

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Contemporânea (ISSN 2236-532X )

Universidade Federal de São Carlos (Sociologia)

Contato:  revcontemporanea@gmail.com

Qualis: CPRI: B4, CSAP1: B3; SO: B1; INT: –

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Chamada para revista da UFPR

 Revista Eletrônica de Ciência Política, do PPGCP/UFPR (Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, da Universidade Federal do Paraná), abriu chamada de artigos, até 1º de outubro, para a edição a ser lançada em dezembro.

 

A Revista é composta por três seções.

1) Dossiê temático, que nesta edição terá como assunto “Estado e Políticas Públicas”.

2) Seção livre, cuja temática do artigo pode abordar qualquer área de estudo da Ciência Política (tais como Comunicação Política & Opinião Pública; Relações Internacionais; Estudo de Elites; Instituições; etc).

3) Notas metodológicas, seção esta destinada à discussão de técnicas, métodos e caminhos de pesquisa.

 

O edital pode ser acessado diretamente no link que segue:http://www.revistacienciapolitica.ufpr.br/Edital012013.pdf

 

Segue link para a página da Revista no portal da UFPR : www.ser.ufpr.br/politica

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