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Steve Wozniack e Neil Patel em POA: minha perspectiva

O Steve Wozniak, Cofundador da Apple, e Neil Patel, Cofundador da Crazy Egg, Hello Bar e KISSmetrics estiveram na noite de quinta-feira, 6 de julho, na PUCRS. Eu fui ver, obviamente. Abaixo, um relato da minha perspectiva. Enjoy it!

Woz , Patel e a paixão pela criação

Foi com auditório lotado por mais de duas mil pessoas que Steve Wozniack, cofundador da Apple, e Neil Patel, cofundador da Crazy Egg, Hello Bar e KISSmetrics, falaram sobre empreendedorismo, sucessos e também fracassos nos negócios. Em comum, o bom humor.

Neil Patel, em meio à explicações de como fazer seu blog ter milhares de seguidores e ganhar dinheiro com isso (case que ele entende muito bem) conta que a grande promessa de sua família era sua irmã. “Se eu tirasse um 9  uma prova, meus pais falavam que poderia ter sido 10. Se eu tirasse 10, eles falavam: ‘ok, mas sua irmã é mais inteligente’”. Hoje, a irmã de Neil Patel trabalha para ele.

Patel, um dos dez melhores profissionais de marketing da atualidade de acordo com a Forbes, explica que a busca por conhecimento foi o que lhe fez “estar apto para vir aqui hoje e contar um case de sucesso”. “Meu objetivo nunca foi ganhar dinheiro. Foi sempre aprender o máximo que eu pudesse e fazer algo com isso”. E elogiou o brasileiro, que segundo ele, “é muito inteligente”. “O Brasil daqui a cinco anos será completamente diferente”.

O cofundador da Crazy Egg contou que em seu primeiro investimento perdeu todo o dinheiro, justamente por falta de informação. Decidiu que a partir dali, não pararia de estudar. “Conhecimento sobre seu público, sobre quem trabalha para você, sobre o que você quer é o que vai diferenciá-lo de todo o resto”. E, encerrou: “entendam: o dinheiro está em quem diz ‘não’. E só o conhecimento irá fazer você entender quem diz ‘não’”.

Com um pouco mais de pompa e ao som de “We will rock you”, Steve Wozniack entrou no auditório da PUC/RS como a estrela que é. Disse que teve sorte por sempre gostar de componentes eletrônicos num momento em que isso se fazia necessário no mundo. “Fomos visionários, mas também estávamos com a ideia certa no momento certo” (alguém lembra de Malcom Gladwell nesse momento?).

Com o bom humor característico, Wozniack divaga sobre computadores, sobre a Apple e sobre o mercado. Por três vezes levou a plateia aos risos ao falar: “qual era a pergunta,mesmo?”.  Prerrogativa de quem mudou a história.

Defendeu Tim Cook como o primeiro empreendedor a equiparar salários entre homens e mulheres e defendeu também a Apple pós- Steve Jobs. “Todos acharam que a Apple morreria com Jobs. A verdade é que enquanto os preocuparmos em fazermos máquinas para o bem das pessoas, a Apple estará viva”.

Aproveitou e alfinetou a classe política: “os anos passam e você não entende as motivações dos políticos. Mas esses anos passam e você vê desenvolvedores de softwares e engenheiros mudando o mundo, levando a humanidade para frente. Eu acredito que é a verdade de um desenvolvedor que vai levar a gente para outro nível”.

Para o cofundador da Apple, a maioria das empresas no mercado sobrevive das informações que os usuários oferecem num clique. A Apple sobrevive protegendo as informações. “Se Amazon, Google, Facebook vivem dos meus cliques é justo que eu receba um pagamento por isso também”, disse, arrancando risos da plateia.

Ao ser questionado sobre o que pode dar certo como empreendimento nos dias atuais, Wozniack desabafa: “não sei se posso responder a essa pergunta. A verdade é que eu nunca quis dinheiro. Sempre quis criar, então não consigo pensar nas coisas dessa forma”.

Wozniack esclareceu a notícia de que a Apple estaria se tornando a Microsoft. Atirou que se a empresa realmente estivesse investindo no ramo dos carros autônomos, que deveria então desenvolver não só o software para os veículos, mas todo o automóvel. “Os boatos eram de que  a Apple faria apenas o software e isso é o que a Microsoft sempre fez, é o jeito deles, de ceder a licença apenas do software. Nós não, nós criamos o hardware e o software para que a experiência seja satisfatória. Eu nunca gostei do Windows”, diz o cofundador da Apple que teve sua paixão pelo Android. “Eu usei Android. Mas aí o Iphone 6 me fez mudar de ideia”.

A palestra foi uma parceria entre a Escola de Negócios da PUC-RS e o Uol Edtech.

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Meu artigo e do Vander no site Congresso em Foco.

 

“A tendência do espetáculo de tudo absorver, potencializada pela mídia, esbarra, desse modo, em limites de realização. Como foi no caso da jornalista Vera Magalhães, no episódio do vazamento do áudio do presidente Michel Temer, que, percebendo o “efeito manada” nos comentários, logo fez um mea culpa. Digno. Nesse processo de mídia, política e espetáculo, entendemos que, com todo o jogo de poder e imagens, ainda cabe à imprensa brasileira um papel de destaque, de protagonismo no cenário político. Como diria Millôr Fernandes: “A imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”

A nossa imprensa ainda produz, sim, jornalismo investigativo de qualidade

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Chamada de trabalhos – Revista ALAIC

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS NO N. 26 

JANEIRO/JUNHO DE 2017 

Data-limite de envio dos textos: 30.03.2017 

 

Dossiê temático desta edição 

COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO 

A naturalização da presença de aparatos tecnológicos nas mais diversas atividades é uma das características da sociedade contemporânea. O desenvolvimento tecnológico, sob o prisma do senso comum, é associado aos conceitos de modernidade e desenvolvimento, mascarando, por vezes, as complexas relações que se estabelecem a partir de determinado modelo tecnológico, bem como seus impactos na economia, na cultura, na educação e no desenvolvimento de uma sociedade. Nesse contexto, cabe ao meio acadêmico assumir a reflexão sobre os efeitos da tecnologia na sociedade.

Este dossiê pretende apresentar o estado da arte dos estudos na área de Comunicação, Educação, Tecnologia e Desenvolvimento que se configuram no cenário da pesquisa acadêmica latino-americana e só podem ser pensados sob o prisma interdisciplinar.

O enfoque na comunicação se justifica pelo papel que a mídia desempenha nos processos sociais, fato que ficou ainda mais evidente com a tecnologia digital. O foco na educação é sustentado na incorporação de novas tecnologias nos processos educacionais, tanto presenciais como a distância, bem como na formação de um contexto no qual os educandos e educadores possuem amplo acesso à informação por meio das mídias. A tecnologia é o elo que fomenta a discussão proposta neste dossiê. Por fim, o desenvolvimento resulta do modo como uma sociedade lida com os processos, entre eles a produção e o uso de tecnologias, norteada pelo pensamento de qual sociedade ela quer ser.

Convidamos os estudiosos do tema “Comunicação, Educação, Tecnologia e Desenvolvimentoa nos enviarem artigos científicos inéditos, estudos e resenhas que tenham relação com o tema, até o dia 30 de março de 2017.

Também acolheremos, para a seção de Artigos Livres e a seção de Estudos, artigos de ciências da comunicação que não se encaixam especificamente na temática do dossiê.

 

Assuntos recomendados para este dossiê 

• Perspectivas metodológicas na área de Comunicação, Educação, Tecnologia e Desenvolvimento.

• Desafios teóricos da área de Comunicação, Educação, Tecnologia e Desenvolvimento.

• Experiências e casos da área de Comunicação, Educação, Tecnologia e Desenvolvimento.

• Especificidades da literatura científica no Brasil e no mundo em Comunicação, Educação, Tecnologia e Desenvolvimento.

• Políticas públicas para a área de Comunicação, Educação, Tecnologia e Desenvolvimento.

Diretrizes para os autores 

• Os textos devem seguir as normas da Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación.

Acessar: http://www.alaic.org/revistaalaic/index.php/alaic/about/submissions#authorGuidelines

• As submissões devem ser feitas pelo site http://www.alaic.org/revistaalaic/index.php/alaic/index

Coordenadoras do dossiê 

Paula Morabes (UNLP, Argentina) – pmorabes@gmail.com

Luz María Garay (UPN, México) – mgaray90@hotmail.com

Monica Franchi Carniello (UNITAU, Brasil) – monicafcarniello@gmail.com

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Golpe de 64 e a crise de 2015: o que pensam os intelectuais brasileiros?

Está disponível na Amazon o meu trabalho e da Vivian Paixão sobre o Golpe de 1964 e a crise que culminou com o impeachment da presidente Dilma.

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Selecionamos os principais nomes de 64, os pensadores de 2015, e percebemos que a maioria ainda estava na ativa. Foi então que resolvemos tentar contato com esses pensadores. E, foi aí que contamos com uma rede de amigos que não podemos deixar de mencionar: Moacyr Lopes Junior, fotógrafo da Folha de S. Paulo, Rosane de Oliveira, editora de política do jornal Zero Hora, Maristela Unfer, editora da Sulina, Luciano Martins, jornalista e Carina Fernandes, professora da prefeitura de São Paulo. Sem essas pessoas, esse trabalho não teria passado de meros devaneios.

Fomos duas vezes ao Rio de Janeiro. Uma para entrevistar Carlos Heitor Cony, outra para entrevistar Ferreira Gullar. Fomos a Porto Alegre para conversar com Juremir Machado da Silva, autor do Golpe Civil Midiático Militar. Conversamos pelo Skype com Alberto Dines e fomos ao encontro do Frei Betto em São Paulo.

Foi um período de intensa pesquisa, de descobertas e muita empolgação. Mergulhamos nesse trabalho. O livro está no formato das entrevistas. Achamos que seria melhor preservarmos cada palavra. Não temos nenhuma pretensão fantástica com esse trabalho. Queremos, sim, contribuir para as pesquisas sobre o golpe de 64 e sobre a crise de 2015, que desencadeou no impeachment de uma presidente. Acreditamos que nossas conversas podem ajudar interessados e pesquisadores a entender quem são os intelectuais que pensam as crises brasileiras.

 

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Texto na Alterjor

Meu trabalho A queda: os últimos meses de Dilma Rousseff pelas páginas do jornal Folha de S. Paulo foi publicado na Revista Alterjor. Também tem texto da Mara Rovida, doutora e colega do grupo Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo.

 

Resumo: Este trabalho analisa a cobertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff de acordo com o jornal Folha de S. Paulo. Nossa análise teve início em 15 de abril de 2016, dia em que os deputados abriram uma sessão para verificar a admissibilidade do processo, até 31 de agosto de 2016, quando os senadores votaram pelo afastamento definitivo da então presidente. Analisamos a editoria Poder do jornal e nos apoiamos nas teorias de agendamento e enquadramento.

 

PALAVRAS-CHAVE: Comunicação. Dilma Rousseff. Impeachment. Mídia. Política.

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Oscar Pistorius demonstrates walking without his prosthetic legs in court – video

O The Guardian  publicou hoje um vídeo ainda do julgamento do Pistorius em que o advogado de defesa afirma que é de extrema necessidade demonstrar como o ex-atleta caminha sem as próteses.

 

 

Eu realmente tenho um fascínio pela história dele e do Lance Armstrong. Sigo acompanhando tudo. Publiquei um artigo chamado “A construção e desconstrução da identidade através imagem fotográfica” nesses dois casos. No artigo eu concluo que a imagem de Pistorius foi arranhada pela mídia de modo irreversível e que o mesmo não teria acontecido com Lance Armstrong. Acompanhando os acontecimentos hoje, três anos depois das duas derrocadas, percebo que minhas análises estavam certas. Não há volta para Pistorius. O mesmo não podemos dizer de Armstrong, que aos poucos tem se reinserido do esporte (não no ciclismo).

Se as coisas continuarem nesse caminho, minha próxima análise será da Maria Sharapova.

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Pesquisas do Grupo de Comunicação e Política na Soc. do Espetáculo na Alterjor

A Alterjor desse semestre publicou dois trabalhos do grupo de pesquisa Comunicação e Política na Soc. do Espetáculo:Intelectuais e imprensa em momentos de radicalização política: 1964/2015, feito por mim e pela Vivian Paixão. Um estudo sobre o papel dos escritores em dois momentos da política- o golpe de 64 e a crise que levou ao processo de impeachment da presidente.

E, a  pesquisa da dra Mara Rovida (nossa amiga!!): Trabalho e identidade social – implicações nas pesquisas em comunicação.

 

 

Intelectuais e imprensa em momentos de radicalização política: 1964/2015

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar a atuação dos jornalistas e intelectuais brasileiros durante a ditadura militar e no ano de 2015, assim como o papel da imprensa nestes dois períodos, visto que, em 64, o papel da imprensa se deu sob um regime autoritário que reprimia qualquer manifestação contrária ao governo. Hoje a sua atuação é tão importante que faz dela um ator político no processo democrático, objeto de nossa análise. Para o trabalho, foram entrevistados jornalistas e intelectuais que fizeram parte da imprensa brasileira nos dois períodos citados: Alberto Dines, Carlos Heitor Cony, Ferreira Gullar, Frei Betto e Juremir Machado da Silva.

Palavras-chave

Jornalismo; Comunicação Política; Ditadura
Carlos Heitor Cony

Carlos Heitor Cony

Trabalho e identidade social – implicações nas pesquisas em comunicação

Resumo

O resgate da centralidade do trabalho nos processos de mediação e de formação das identidades sociais tem impactos expressivos no entendimento das dinâmicas sociais contemporâneas. Numa sociedade marcada pelo avanço da divisão do trabalho social e pelo amplo desenvolvimento das tecnologias de comunicação (cada vez mais importantes no processo produtivo capitalista), é preciso rever a noção de trabalho como atividade essencial do ser humano e como aspecto constituidor de identidade individual e coletiva. Tal discussão se mostra fundamental para o desenvolvimento das pesquisas em comunicação.

Palavras-chave

Identidade social; trabalho; mediação social; solidariedade social
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ALICE 2016

Depois do que foi o ALICE no ano passado, um excelente congresso, com pessoas interessantíssimas, nossa mesa Comunicación y política foi confirmada para julho de 2016, em Buenos Aires.  Já confirmamos os pesquisadores. O legal dessa próxima mesa é que teremos pesquisas feitas na UFRGS, UFPR, UFSCAR, Casper Líbero e PUC/SP. Também acho que, mesmo nossa mesa do ano passado ter sido ótima, tivemos alguns problemas com pesquisadores que não levaram o Congresso muito a sério. Acredito mesmo, que nesse ano, nossa qualidade será de mais alto nível ainda. Bom, esses são nossos esforços.  Na verdade, esse post é apenas para informar que IREMOS COM TUDO em 2016. ALICE BUENOS AIRES, nos vemos em breve!

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Intelectuais e Imprensa – o texto

Como já comentei aqui, a Vivian e eu apresentamos no seminário de Cultura da Casper o nosso trabalho Intelectuais e Imprensa em momentos de radicalização política: 1964/2015.

Viajamos para o RJ para entrevistar o Ferreira Gullar, o Carlos Heitor Cony, entrevistamos o Frei Betto, Alberto Dines e o Juremir Machado. Um pouco deste trabalho pode ser visto AQUI. Temos muito material de todas as nossas conversas e ainda devemos produzir mais alguma coisa. Vou atualizando o blog.

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