Arquivos da categoria: Jornalismo

Pós-doc com a Simonetta: imagem de novo!

No ano passado eu tive o privilégio de trabalhar com o Rodrigo Lorenzoni, pré-candidato a deputado estadual no RS. Foi uma grata surpresa, depois de anos trabalhando com o pai dele, descobrir que o filho era tão talentoso para política quanto. Um dos anos de glória, como brincamos. Mas as nossas vidas seguiram para lados diferentes.

No final do ano vi o edital de pós-doc da Casper Líbero. Não conseguia acreditar que existia uma mínima possibilidade de voltar a estudar imagem. Quando digo que a Casper Líbero foi uma revolução na minha vida, muito se deve às aulas da Simonetta Persichetti, do professor Cláudio Coelho e do professor Luis Mauro Sá Martino.

Entendam: eu saí de Brasília, em 2012, porque eu queria estudar com a Simonetta. Isso foi muito forte. Lembro de estar na faculdade, em Pelotas, no RS, e meu professor mostrar o livro “Imagens da Fotografia brasileira”. Fiquei encantada. Mas aquilo era muito distante.

Quando finalmente fiz o mestrado orientada por ela (dez anos depois de formada),  foi a tal revolução na minha vida. E, hoje estou no pós-doc supervisionada “por essa tal Simonetta”. Depois de alguns anos de convivência ainda me impressiono com a rapidez de raciocínio  e com a forma de pensar a imagem que só Simonetta tem.  Acho um privilégio poder conviver com pessoas assim. Ainda mais para quem saiu de Caçapava (não que Caçapava não seja o melhor lugar do mundo). Mas jamais imaginaria que estaria convivendo com a autora daquele livro que eu amava durante a faculdade.

Livro da Simonetta

E, de brinde veio o super professor Cláudio Coelho que fez eu me apaixonar por Debord, e o professor Luis Mauro que me instigou a sair do meu lugar de comodidade. O pós-doc tem a duração de um ano e nós vamos estudar o polêmico Bolsonaro. Tenho certeza de que esse blog será atualizado algumas vezes com boas notícias. As primeiras são: fomos aprovadas no Midiaticom, em abril, e no Alaic, em julho.

E, aos desavisados: estudem na Casper. É uma experiência que vale a pena.

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A morte de um monstro

Eu não tenho como não publicar algo sobre esse monstro que foi o Cony. Quando a Vivian Paixão e eu fazíamos mestrado na Casper Líbero, o professor Claudio Coelho sugeriu que trabalhássemos para o seminário de 2014 do grupo Comunicação e Cultura na Sociedade do Espetáculo, o tema Ditadura Militar. E, para nosso deleite, entrevistamos o Carlos Heitor Cony.  Por horas. Horas. Foi incrível. Aprendi nesse tempo com ele mais do que em alguns anos. Obrigada, Cony. Muito obrigada. (E-book sobre a nossa conversa: https://goo.gl/RrGGmZ)

 

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Meu artigo e do Vander no site Congresso em Foco.

 

“A tendência do espetáculo de tudo absorver, potencializada pela mídia, esbarra, desse modo, em limites de realização. Como foi no caso da jornalista Vera Magalhães, no episódio do vazamento do áudio do presidente Michel Temer, que, percebendo o “efeito manada” nos comentários, logo fez um mea culpa. Digno. Nesse processo de mídia, política e espetáculo, entendemos que, com todo o jogo de poder e imagens, ainda cabe à imprensa brasileira um papel de destaque, de protagonismo no cenário político. Como diria Millôr Fernandes: “A imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”

A nossa imprensa ainda produz, sim, jornalismo investigativo de qualidade

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Qual a cena mais marcante do cinema?

Mudando um pouco de assunto…sou aficcionada por filmes. Quando conheci o Pablo, uma das primeiras coisas que falei para ele foi: “tu sabes qual a cena mais bonita do cinema?” Ele ficou me olhando sem entender muito bem, mas eu precisava falar sobre Tarantino. Não o Tarantino de Hateful eight (sorry, eu tentei!), mas o velho Tarantino.

Então resolvi listar as cenas de filmes que mais me marcaram. Obviamente não são as esteticamente mais bonitas (exceto por Kill Bill, que eu amo mais que tudo), mas são cenas que, aliadas aos diálogos..são as minhas preferidas.  Ps: adoro uma listinha!

1- Oren-Ishii e The Bride na neve (aliás, Oren-Ishii é o nome da minha bike de triathlon)

Quando começa a tocar Dont let me be misunderstood, meu coração chega a parar.

 

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2- O Senhor dos Anéis – Aragorn como rei da Terra Média

Sim, eu choro toda vez que Aragorn diz que os hobbits não precisam se ajoelhar diante dele. Aragorn vai ser o nome do meu próximo cachorrinho.

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3- Fight Club – Tyler Speech
“Fomos todos criados pela televisão acreditando que um dia seríamos milionários e astros do cinema ou do rock. Mas não vamos ser. Lentamente aprendemos isso. E estamos muito, muito putos”.

Só entreguem o Oscar, vai! Muito amor por essa cena.

 

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4- 500 days of Summer

Como não ser louca por esse “não casal”? Essa não é uma história de amor.

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5-Zed is dead.

Acho que falo essa frase todos os dias da minha vida, sem exagero. Zed is fucking dead!

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CPI: Comunicação, Política e Imagem

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Fazia tempo que eu queria publicar essa coletânea. Mas nunca sobrava “tempo”. Doutorado, congressos, artigos..me perdi. Mas depois da minha defesa enfiei na cabeça que esse livro sairia em 2016. Não queria entrar 2017 com nada pendente. Pois aqui está: uma coletânea de textos meus e do Edson Rossi sobre Comunicação, Política e Imagem: CPI. Esse trabalho JAMAIS teria saído do mundo das ideias se não fosse a MEGA Simonetta Persichetti, o MEGA professor Claudio Novaes Pinto Coelho e o meu Pablo. Espero que gostem.

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UOL perde a noção

Orientanda que fui da Simonetta, me chamou a atenção uma matéria no UOL: “A tragédia de um país resumida em uma foto”. Logo comecei a pensar no que a Susie Linfield fala sobre as fotografias terem de ser encaradas de frente (tem uma publicação minha sobre isso: aqui). Para a autora, algumas fotografias precisam se tornar públicas para que as pessoas tomem conhecimento das realidades horríveis escondidas. E, aí retiro uma parte do meu texto sobre The Cruel Radiance, devidamente orientado pela Simonetta (Persichetti):

 

“Linfield diz que as pessoas muitas vezes falam sobre o horror da guerra, e sobre a necessidade de construção de uma política de direitos humanos, em termos extremamente abstratos, mas esquecem que há a necessidade do engajamento e questionamento sobre o que a guerra realmente faz com as pessoas, o que é que a opressão política, o sofrimento e a derrota fazem. Fotografias, mais do que qualquer outra forma de arte ou qualquer jornalismo, oferecem uma conexão imediata, visceralmente emocional para o mundo.”

Mas o que eu não esperava na matéria do UOL era o total descuido ao final da matéria. Ao mesmo tempo que essa imagem choca:

 

Fonte: reuters

Fonte: reuters

 

O UOL coloca essa matéria patrocinada logo abaixo:

Fonte: UOL 31 out 16

Fonte: UOL 31 out 16

Numa total falta de bom senso, de leitura cuidadosa, de tato e de bom jornalismo, sim, o UOL coloca um link patrocinado sobre como perder peso. As imagens de guerra precisam ser encaradas de frente. E, o que está acontecendo com o nosso jornalismo TAMBÉM. Inadmissível. Se o fotógrafo da Reuters teve todo o cuidado ao fazer essa imagem, que pena que nossos colegas jornalistas brasileiros não tiveram o mesmo tato na hora de informar.

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