Arquivos da categoria: Jornalismo

A morte de um monstro

Eu não tenho como não publicar algo sobre esse monstro que foi o Cony. Quando a Vivian Paixão e eu fazíamos mestrado na Casper Líbero, o professor Claudio Coelho sugeriu que trabalhássemos para o seminário de 2014 do grupo Comunicação e Cultura na Sociedade do Espetáculo, o tema Ditadura Militar. E, para nosso deleite, entrevistamos o Carlos Heitor Cony.  Por horas. Horas. Foi incrível. Aprendi nesse tempo com ele mais do que em alguns anos. Obrigada, Cony. Muito obrigada. (E-book sobre a nossa conversa: https://goo.gl/RrGGmZ)

 

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Meu artigo e do Vander no site Congresso em Foco.

 

“A tendência do espetáculo de tudo absorver, potencializada pela mídia, esbarra, desse modo, em limites de realização. Como foi no caso da jornalista Vera Magalhães, no episódio do vazamento do áudio do presidente Michel Temer, que, percebendo o “efeito manada” nos comentários, logo fez um mea culpa. Digno. Nesse processo de mídia, política e espetáculo, entendemos que, com todo o jogo de poder e imagens, ainda cabe à imprensa brasileira um papel de destaque, de protagonismo no cenário político. Como diria Millôr Fernandes: “A imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”

A nossa imprensa ainda produz, sim, jornalismo investigativo de qualidade

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Qual a cena mais marcante do cinema?

Mudando um pouco de assunto…sou aficcionada por filmes. Quando conheci o Pablo, uma das primeiras coisas que falei para ele foi: “tu sabes qual a cena mais bonita do cinema?” Ele ficou me olhando sem entender muito bem, mas eu precisava falar sobre Tarantino. Não o Tarantino de Hateful eight (sorry, eu tentei!), mas o velho Tarantino.

Então resolvi listar as cenas de filmes que mais me marcaram. Obviamente não são as esteticamente mais bonitas (exceto por Kill Bill, que eu amo mais que tudo), mas são cenas que, aliadas aos diálogos..são as minhas preferidas.  Ps: adoro uma listinha!

1- Oren-Ishii e The Bride na neve (aliás, Oren-Ishii é o nome da minha bike de triathlon)

Quando começa a tocar Dont let me be misunderstood, meu coração chega a parar.

 

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2- O Senhor dos Anéis – Aragorn como rei da Terra Média

Sim, eu choro toda vez que Aragorn diz que os hobbits não precisam se ajoelhar diante dele. Aragorn vai ser o nome do meu próximo cachorrinho.

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3- Fight Club – Tyler Speech
“Fomos todos criados pela televisão acreditando que um dia seríamos milionários e astros do cinema ou do rock. Mas não vamos ser. Lentamente aprendemos isso. E estamos muito, muito putos”.

Só entreguem o Oscar, vai! Muito amor por essa cena.

 

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4- 500 days of Summer

Como não ser louca por esse “não casal”? Essa não é uma história de amor.

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5-Zed is dead.

Acho que falo essa frase todos os dias da minha vida, sem exagero. Zed is fucking dead!

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CPI: Comunicação, Política e Imagem

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Fazia tempo que eu queria publicar essa coletânea. Mas nunca sobrava “tempo”. Doutorado, congressos, artigos..me perdi. Mas depois da minha defesa enfiei na cabeça que esse livro sairia em 2016. Não queria entrar 2017 com nada pendente. Pois aqui está: uma coletânea de textos meus e do Edson Rossi sobre Comunicação, Política e Imagem: CPI. Esse trabalho JAMAIS teria saído do mundo das ideias se não fosse a MEGA Simonetta Persichetti, o MEGA professor Claudio Novaes Pinto Coelho e o meu Pablo. Espero que gostem.

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UOL perde a noção

Orientanda que fui da Simonetta, me chamou a atenção uma matéria no UOL: “A tragédia de um país resumida em uma foto”. Logo comecei a pensar no que a Susie Linfield fala sobre as fotografias terem de ser encaradas de frente (tem uma publicação minha sobre isso: aqui). Para a autora, algumas fotografias precisam se tornar públicas para que as pessoas tomem conhecimento das realidades horríveis escondidas. E, aí retiro uma parte do meu texto sobre The Cruel Radiance, devidamente orientado pela Simonetta (Persichetti):

 

“Linfield diz que as pessoas muitas vezes falam sobre o horror da guerra, e sobre a necessidade de construção de uma política de direitos humanos, em termos extremamente abstratos, mas esquecem que há a necessidade do engajamento e questionamento sobre o que a guerra realmente faz com as pessoas, o que é que a opressão política, o sofrimento e a derrota fazem. Fotografias, mais do que qualquer outra forma de arte ou qualquer jornalismo, oferecem uma conexão imediata, visceralmente emocional para o mundo.”

Mas o que eu não esperava na matéria do UOL era o total descuido ao final da matéria. Ao mesmo tempo que essa imagem choca:

 

Fonte: reuters

Fonte: reuters

 

O UOL coloca essa matéria patrocinada logo abaixo:

Fonte: UOL 31 out 16

Fonte: UOL 31 out 16

Numa total falta de bom senso, de leitura cuidadosa, de tato e de bom jornalismo, sim, o UOL coloca um link patrocinado sobre como perder peso. As imagens de guerra precisam ser encaradas de frente. E, o que está acontecendo com o nosso jornalismo TAMBÉM. Inadmissível. Se o fotógrafo da Reuters teve todo o cuidado ao fazer essa imagem, que pena que nossos colegas jornalistas brasileiros não tiveram o mesmo tato na hora de informar.

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4º Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo

A Faculdade Cásper Líbero convida a todos para a 4ª edição do Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo. Organizada pelo Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, nesta edição o seminário apresentará pesquisas a respeito da política na sociedade do espetáculo e seus vínculos com a comunicação.

O foco principal do seminário, em 2016, é uma tentativa de compreensão do processo de espetacularização do ódio e de judicialização da política, que caracteriza a sociedade brasileira contemporânea, e de como a atuação das diferentes mídias contribui para este processo. Visando esta compreensão, serão analisados produtos midiáticos específicos, movimentos políticos, campanhas eleitorais, entre outros.

O evento contará com a presença, além de participantes vinculados à Cásper Líbero, de docentes e pesquisadores vinculados ao NEAMP – Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC de São Paulo.

Mais informações AQUI

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Oscar Pistorius demonstrates walking without his prosthetic legs in court – video

O The Guardian  publicou hoje um vídeo ainda do julgamento do Pistorius em que o advogado de defesa afirma que é de extrema necessidade demonstrar como o ex-atleta caminha sem as próteses.

 

 

Eu realmente tenho um fascínio pela história dele e do Lance Armstrong. Sigo acompanhando tudo. Publiquei um artigo chamado “A construção e desconstrução da identidade através imagem fotográfica” nesses dois casos. No artigo eu concluo que a imagem de Pistorius foi arranhada pela mídia de modo irreversível e que o mesmo não teria acontecido com Lance Armstrong. Acompanhando os acontecimentos hoje, três anos depois das duas derrocadas, percebo que minhas análises estavam certas. Não há volta para Pistorius. O mesmo não podemos dizer de Armstrong, que aos poucos tem se reinserido do esporte (não no ciclismo).

Se as coisas continuarem nesse caminho, minha próxima análise será da Maria Sharapova.

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