E lá fui eu para meu terceiro ALICE, congresso de Comunicação e Política. Esse ano foi em Bogotá. Sobre a cidade, só coisas maravilhosas. Sobre a mesa de Comunicação e Política: fui coordenadora da mesa e penso que esse foi nosso melhor ano. Os trabalhos estavam mais densos, com discussões aprofundadas e bem dentro do tema.

Um tema que foi recorrente no Congresso inteiro foi o discurso do medo na política. Vários pesquisadores analisando o crescimento do conservadorismo, o discurso do ódio e como isso tem gerado receio na população. Os trabalhos podem ser acessados na página do ALICE.  Sugiro a leitura da nossa mesa. Sem decepções.

 

Sobre o ALICE 2017, Bogotá

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O Podemos de Alvaro Dias

Hoje li a entrevista no Jornal Zero Hora, do senador Álvaro Dias (Podemos). Vamos pelo início: o Podemos surgiu na Espanha oriundo de um movimento de intelectuais também como uma reação à crise vivida pelo país. Uma de suas figuras mais conhecidas é Pablo Iglesias, professor de Ciência Política e Juan Carlos Monedero.

Aqui já encontramos a primeira diferença: o Podemos brasileiro surge das elites. O Podemos espanhol fez crowdfunding para financiar a sua campanha eleitoral de 2014. Tem como norte definido a luta pela hegemonia, de Gramsci; a razão e a mística do populismo, de Laclau e Carl Schmitt. Obviamente NADA A VER com nosso Podemos. Não que o senador se refira ao Podemos espanhol nessa entrevista, mas vamos esclarecer algumas coisas antes de irmos adiante, não?

Mas então a jornalista faz a pergunta: “Como diferenciar o Podemos frente a outras legendas que também têm o discurso de renovação?”.  O mais do mesmo. O senador diz que surgiu inspirado em partidos-movimento franceses, especialmente. Bom, na França a situação não é tanto de um partido-movimento, mas sim um partido. Macron venceu a eleição francesa, me desculpe senador, à frente de um partido político, o Em marcha. E, eu espero que quando o senador se refere a sua inspiração aos modelos de partido-movimento da França, não se refira ao Em marcha. O Em Macha é um PARTIDO POLÍTICO social-liberal fundado em 2016. Em nota: partido-movimento é uma junção entre movimento social e partido político, algo que não existe no Podemos brasileiro. O “partido-movimento” tem como “raízes” a ética Ubuntu, conceito africano de “rompimento com o individualismo”.  Sem mais.

 

Aconselho, para um maior aprofundamento, procurar os trabalhos da professora doutora Rose Segurado, especialista no Podemos.

As inscrições para o XIV Seminário Internacional de Comunicação da PUCRS – SEICOM – foram prorrogadas até 28/08.

Com isso, a divulgação dos trabalhos selecionados está prevista para 04/09.

A inscrição deve ser realizada no site somente após o aceite do trabalho. O pagamento com valor diferenciado é até 08/09.

Aqueles que por ventura tenham realizado a inscrição no site, aguardem a confirmação do trabalho para realizar novamente a inscrição no novo período.

Secretaria XIV Seminário Internacional da Comunicação

http://www.pucrs.br/famecos/pos/seminariointernacional/

https://www.facebook.com/seicomfamecos/

SEICOM da PUC/RS com prazos prorrogados!!!!

Dois grandes seminários acontecem em outubro e estão com chamada aberta: o POLITICOM e a FESP.

No Seminário FESP, destaque para a mesa A política contemporânea nos meios de comunicação de massa e como expressão no universo imagético. 

O POLITICOM nesse ano tem o tema “Campanha permanente em tempos de crise de representação”e as chamadas vão até 17 de setembro.

 

POLITICOM e FESP recebem trabalhos!

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Steve Wozniack e Neil Patel em POA: minha perspectiva

O Steve Wozniak, Cofundador da Apple, e Neil Patel, Cofundador da Crazy Egg, Hello Bar e KISSmetrics estiveram na noite de quinta-feira, 6 de julho, na PUCRS. Eu fui ver, obviamente. Abaixo, um relato da minha perspectiva. Enjoy it!

Woz , Patel e a paixão pela criação

Foi com auditório lotado por mais de duas mil pessoas que Steve Wozniack, cofundador da Apple, e Neil Patel, cofundador da Crazy Egg, Hello Bar e KISSmetrics, falaram sobre empreendedorismo, sucessos e também fracassos nos negócios. Em comum, o bom humor.

Neil Patel, em meio à explicações de como fazer seu blog ter milhares de seguidores e ganhar dinheiro com isso (case que ele entende muito bem) conta que a grande promessa de sua família era sua irmã. “Se eu tirasse um 9  uma prova, meus pais falavam que poderia ter sido 10. Se eu tirasse 10, eles falavam: ‘ok, mas sua irmã é mais inteligente’”. Hoje, a irmã de Neil Patel trabalha para ele.

Patel, um dos dez melhores profissionais de marketing da atualidade de acordo com a Forbes, explica que a busca por conhecimento foi o que lhe fez “estar apto para vir aqui hoje e contar um case de sucesso”. “Meu objetivo nunca foi ganhar dinheiro. Foi sempre aprender o máximo que eu pudesse e fazer algo com isso”. E elogiou o brasileiro, que segundo ele, “é muito inteligente”. “O Brasil daqui a cinco anos será completamente diferente”.

O cofundador da Crazy Egg contou que em seu primeiro investimento perdeu todo o dinheiro, justamente por falta de informação. Decidiu que a partir dali, não pararia de estudar. “Conhecimento sobre seu público, sobre quem trabalha para você, sobre o que você quer é o que vai diferenciá-lo de todo o resto”. E, encerrou: “entendam: o dinheiro está em quem diz ‘não’. E só o conhecimento irá fazer você entender quem diz ‘não’”.

Com um pouco mais de pompa e ao som de “We will rock you”, Steve Wozniack entrou no auditório da PUC/RS como a estrela que é. Disse que teve sorte por sempre gostar de componentes eletrônicos num momento em que isso se fazia necessário no mundo. “Fomos visionários, mas também estávamos com a ideia certa no momento certo” (alguém lembra de Malcom Gladwell nesse momento?).

Com o bom humor característico, Wozniack divaga sobre computadores, sobre a Apple e sobre o mercado. Por três vezes levou a plateia aos risos ao falar: “qual era a pergunta,mesmo?”.  Prerrogativa de quem mudou a história.

Defendeu Tim Cook como o primeiro empreendedor a equiparar salários entre homens e mulheres e defendeu também a Apple pós- Steve Jobs. “Todos acharam que a Apple morreria com Jobs. A verdade é que enquanto os preocuparmos em fazermos máquinas para o bem das pessoas, a Apple estará viva”.

Aproveitou e alfinetou a classe política: “os anos passam e você não entende as motivações dos políticos. Mas esses anos passam e você vê desenvolvedores de softwares e engenheiros mudando o mundo, levando a humanidade para frente. Eu acredito que é a verdade de um desenvolvedor que vai levar a gente para outro nível”.

Para o cofundador da Apple, a maioria das empresas no mercado sobrevive das informações que os usuários oferecem num clique. A Apple sobrevive protegendo as informações. “Se Amazon, Google, Facebook vivem dos meus cliques é justo que eu receba um pagamento por isso também”, disse, arrancando risos da plateia.

Ao ser questionado sobre o que pode dar certo como empreendimento nos dias atuais, Wozniack desabafa: “não sei se posso responder a essa pergunta. A verdade é que eu nunca quis dinheiro. Sempre quis criar, então não consigo pensar nas coisas dessa forma”.

Wozniack esclareceu a notícia de que a Apple estaria se tornando a Microsoft. Atirou que se a empresa realmente estivesse investindo no ramo dos carros autônomos, que deveria então desenvolver não só o software para os veículos, mas todo o automóvel. “Os boatos eram de que  a Apple faria apenas o software e isso é o que a Microsoft sempre fez, é o jeito deles, de ceder a licença apenas do software. Nós não, nós criamos o hardware e o software para que a experiência seja satisfatória. Eu nunca gostei do Windows”, diz o cofundador da Apple que teve sua paixão pelo Android. “Eu usei Android. Mas aí o Iphone 6 me fez mudar de ideia”.

A palestra foi uma parceria entre a Escola de Negócios da PUC-RS e o Uol Edtech.

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Meu artigo e do Vander no site Congresso em Foco.

 

“A tendência do espetáculo de tudo absorver, potencializada pela mídia, esbarra, desse modo, em limites de realização. Como foi no caso da jornalista Vera Magalhães, no episódio do vazamento do áudio do presidente Michel Temer, que, percebendo o “efeito manada” nos comentários, logo fez um mea culpa. Digno. Nesse processo de mídia, política e espetáculo, entendemos que, com todo o jogo de poder e imagens, ainda cabe à imprensa brasileira um papel de destaque, de protagonismo no cenário político. Como diria Millôr Fernandes: “A imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”

A nossa imprensa ainda produz, sim, jornalismo investigativo de qualidade

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SBPJOR/ JPJOR 2017

Estão abertas as chamadas de trabalhos para o 15° Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo e para o VII Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (VII JPJor). Eventos anuais organizados pela SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo), eles serão realizados de 8 a 10 de novembro na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, na capital paulista (SP), e terão como tema principal “Direitos Humanos e a Pesquisa em Jornalismo”. O tema tem como objetivo reunir pesquisas que enfocam como o Jornalismo lida com o suporte – e as restrições – aos direitos inerentes aos seres humanos, que afetam diretamente a integridade, o valor e a qualidade de vida como um todo. Nesse contexto, os direitos à liberdade de opinião e de expressão estão tradicional e indissociavelmente ligados à prática e ao pensamento jornalísticos.

O período de submissão de trabalhos para o SBPJor 2017 é de 5 de junho a 31 de julho. Atenção! Para mantermos o calendário programado de divulgação dos trabalhos (veja abaixo), adiantamos que não haverá prorrogação deste prazo.


Datas Importantes

Submissão de trabalhos:
5 de junho a 31 de julho de 2017.

Acesso direto para submissão ao 15° SBPJor
http://sbpjor.org.br/congresso/index.php/sbpjor/sbpjor2017/schedConf/cfp

Acesso direto para submissão ao VII JPJor
http://sbpjor.org.br/congresso/index.php/jpjor/JPJor2017/schedConf/cfp


Divulgação dos trabalhos selecionados
: 1º de setembro de 2017.

Data limite do pagamento da inscrição para quem apresenta trabalho: 22 de setembro de 2017.

Divulgação da programação detalhada do evento: 30 de setembro de 2017.

Data de realização do VII Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo: 8 de novembro de 2017.

Data de realização do 15º  Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo: 8 a 10 de novembro de 2017.

 

Nos links abaixo, as informações necessárias para submeter seu trabalho:

1) Normas da chamada de trabalhos para a submissão;

2) Modelo para formatar os trabalhos a serem encaminhados ao 15º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo; [arquivo em anexo]

3) Modelo para formatar os trabalhos a serem encaminhados ao VII Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (JPJor); [arquivo em anexo]

4) Autorização do orientador para submissão de trabalhos encaminhados ao VI JPJor; [arquivo em anexo]

5) Tutoriais para submissão de trabalhos. [Submissão JPJor] [Submissão SBPJor]

 

Durante o processo de submissão, consulte o tutorial anexo e, em caso de dúvidas, entre em contato conosco.

 

15° Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo
Monica Martinez
Diretoria Científica (2015-2017)
sbpjor.diretoriacientifica@gmail.com

 

VII Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo (VII JPJor)
Marcelo Träsel
Coordenação Científica JPJor
sbpjor.jpjor@gmail.com

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Chamada para o CIEL 2017 e Simpósio sobre quadrinhos

Está aberto o período de submissões de propostas de trabalhos para o CIEL 2017 que acontecerá de 24 a 26 de Outubro, na Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR). As inscrições vão até dia 10/06/2017.

O simpósio HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, ANIMAÇÃO E INTERTEXTUALIDADES  já está recebendo muitos trabalhos relacionados ao tema proposto.

Segue ementa do simpósio:

A proposta do presente simpósio é abordar relações de intertextualidade envolvendo histórias em quadrinhos e animação, tanto as interações restritas entre às duas linguagens quanto aquelas que são descritas entre elas e outros suportes audiovisuais e impressos, buscando revelar desdobramentos estéticos e narrativos destas interações, assim como suas implicações para a composição/reinvenção de gêneros, convenções e tramas. É importante reconhecer o impacto que estas mídias detêm dentro do horizonte da cultura pop, haja vista que comic strips, cartoons, séries de animação, mangás, animes japoneses e longas-metragens animados constituem uma parcela significativa de nossa cultura visual desde o início do século XX, repercutindo até mesmo no vestuário e outros objetos de uso diário, amplamente comercializados. A intertextualidade colabora para a manutenção de uma divulgação maciça e multiplataforma: muitos personagens, temas, histórias, tendências estéticas e convenções narrativas transitam dos quadrinhos para a da animação, construindo redes de hibridação e reinterpretação. Seja pela via da adaptação, de cadeias de referências e apropriações ou outras modalidades de narrativa transmidiática, interações entre os dois meios não são incomuns, mas há outras trocas numerosas, frequentemente descritas entre estas plataformas criativas e o cinema, as séries live-action, a publicidade, os jogos eletrônicos e a literatura, criando uma ampla e complexa tapeçaria de intertextualidades. Buscamos aqui abrir um espaço para a exposição de pesquisas que se debruçam sobre estas cadeias intertextuais e os objetos criativos por elas articulados, bem como para estimular discussões de ordem teórico-metodológica sobre as narratividades geradas através de práticas intertextuais.

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