A morte de um monstro

Eu não tenho como não publicar algo sobre esse monstro que foi o Cony. Quando a Vivian Paixão e eu fazíamos mestrado na Casper Líbero, o professor Claudio Coelho sugeriu que trabalhássemos para o seminário de 2014 do grupo Comunicação e Cultura na Sociedade do Espetáculo, o tema Ditadura Militar. E, para nosso deleite, entrevistamos o Carlos Heitor Cony.  Por horas. Horas. Foi incrível. Aprendi nesse tempo com ele mais do que em alguns anos. Obrigada, Cony. Muito obrigada. (E-book sobre a nossa conversa: https://goo.gl/RrGGmZ)

 

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E lá fui eu para meu terceiro ALICE, congresso de Comunicação e Política. Esse ano foi em Bogotá. Sobre a cidade, só coisas maravilhosas. Sobre a mesa de Comunicação e Política: fui coordenadora da mesa e penso que esse foi nosso melhor ano. Os trabalhos estavam mais densos, com discussões aprofundadas e bem dentro do tema.

Um tema que foi recorrente no Congresso inteiro foi o discurso do medo na política. Vários pesquisadores analisando o crescimento do conservadorismo, o discurso do ódio e como isso tem gerado receio na população. Os trabalhos podem ser acessados na página do ALICE.  Sugiro a leitura da nossa mesa. Sem decepções.

 

Sobre o ALICE 2017, Bogotá

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O Podemos de Alvaro Dias

Hoje li a entrevista no Jornal Zero Hora, do senador Álvaro Dias (Podemos). Vamos pelo início: o Podemos surgiu na Espanha oriundo de um movimento de intelectuais também como uma reação à crise vivida pelo país. Uma de suas figuras mais conhecidas é Pablo Iglesias, professor de Ciência Política e Juan Carlos Monedero.

Aqui já encontramos a primeira diferença: o Podemos brasileiro surge das elites. O Podemos espanhol fez crowdfunding para financiar a sua campanha eleitoral de 2014. Tem como norte definido a luta pela hegemonia, de Gramsci; a razão e a mística do populismo, de Laclau e Carl Schmitt. Obviamente NADA A VER com nosso Podemos. Não que o senador se refira ao Podemos espanhol nessa entrevista, mas vamos esclarecer algumas coisas antes de irmos adiante, não?

Mas então a jornalista faz a pergunta: “Como diferenciar o Podemos frente a outras legendas que também têm o discurso de renovação?”.  O mais do mesmo. O senador diz que surgiu inspirado em partidos-movimento franceses, especialmente. Bom, na França a situação não é tanto de um partido-movimento, mas sim um partido. Macron venceu a eleição francesa, me desculpe senador, à frente de um partido político, o Em marcha. E, eu espero que quando o senador se refere a sua inspiração aos modelos de partido-movimento da França, não se refira ao Em marcha. O Em Macha é um PARTIDO POLÍTICO social-liberal fundado em 2016. Em nota: partido-movimento é uma junção entre movimento social e partido político, algo que não existe no Podemos brasileiro. O “partido-movimento” tem como “raízes” a ética Ubuntu, conceito africano de “rompimento com o individualismo”.  Sem mais.

 

Aconselho, para um maior aprofundamento, procurar os trabalhos da professora doutora Rose Segurado, especialista no Podemos.

As inscrições para o XIV Seminário Internacional de Comunicação da PUCRS – SEICOM – foram prorrogadas até 28/08.

Com isso, a divulgação dos trabalhos selecionados está prevista para 04/09.

A inscrição deve ser realizada no site somente após o aceite do trabalho. O pagamento com valor diferenciado é até 08/09.

Aqueles que por ventura tenham realizado a inscrição no site, aguardem a confirmação do trabalho para realizar novamente a inscrição no novo período.

Secretaria XIV Seminário Internacional da Comunicação

http://www.pucrs.br/famecos/pos/seminariointernacional/

https://www.facebook.com/seicomfamecos/

SEICOM da PUC/RS com prazos prorrogados!!!!

Dois grandes seminários acontecem em outubro e estão com chamada aberta: o POLITICOM e a FESP.

No Seminário FESP, destaque para a mesa A política contemporânea nos meios de comunicação de massa e como expressão no universo imagético. 

O POLITICOM nesse ano tem o tema “Campanha permanente em tempos de crise de representação”e as chamadas vão até 17 de setembro.

 

POLITICOM e FESP recebem trabalhos!

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Steve Wozniack e Neil Patel em POA: minha perspectiva

O Steve Wozniak, Cofundador da Apple, e Neil Patel, Cofundador da Crazy Egg, Hello Bar e KISSmetrics estiveram na noite de quinta-feira, 6 de julho, na PUCRS. Eu fui ver, obviamente. Abaixo, um relato da minha perspectiva. Enjoy it!

Woz , Patel e a paixão pela criação

Foi com auditório lotado por mais de duas mil pessoas que Steve Wozniack, cofundador da Apple, e Neil Patel, cofundador da Crazy Egg, Hello Bar e KISSmetrics, falaram sobre empreendedorismo, sucessos e também fracassos nos negócios. Em comum, o bom humor.

Neil Patel, em meio à explicações de como fazer seu blog ter milhares de seguidores e ganhar dinheiro com isso (case que ele entende muito bem) conta que a grande promessa de sua família era sua irmã. “Se eu tirasse um 9  uma prova, meus pais falavam que poderia ter sido 10. Se eu tirasse 10, eles falavam: ‘ok, mas sua irmã é mais inteligente’”. Hoje, a irmã de Neil Patel trabalha para ele.

Patel, um dos dez melhores profissionais de marketing da atualidade de acordo com a Forbes, explica que a busca por conhecimento foi o que lhe fez “estar apto para vir aqui hoje e contar um case de sucesso”. “Meu objetivo nunca foi ganhar dinheiro. Foi sempre aprender o máximo que eu pudesse e fazer algo com isso”. E elogiou o brasileiro, que segundo ele, “é muito inteligente”. “O Brasil daqui a cinco anos será completamente diferente”.

O cofundador da Crazy Egg contou que em seu primeiro investimento perdeu todo o dinheiro, justamente por falta de informação. Decidiu que a partir dali, não pararia de estudar. “Conhecimento sobre seu público, sobre quem trabalha para você, sobre o que você quer é o que vai diferenciá-lo de todo o resto”. E, encerrou: “entendam: o dinheiro está em quem diz ‘não’. E só o conhecimento irá fazer você entender quem diz ‘não’”.

Com um pouco mais de pompa e ao som de “We will rock you”, Steve Wozniack entrou no auditório da PUC/RS como a estrela que é. Disse que teve sorte por sempre gostar de componentes eletrônicos num momento em que isso se fazia necessário no mundo. “Fomos visionários, mas também estávamos com a ideia certa no momento certo” (alguém lembra de Malcom Gladwell nesse momento?).

Com o bom humor característico, Wozniack divaga sobre computadores, sobre a Apple e sobre o mercado. Por três vezes levou a plateia aos risos ao falar: “qual era a pergunta,mesmo?”.  Prerrogativa de quem mudou a história.

Defendeu Tim Cook como o primeiro empreendedor a equiparar salários entre homens e mulheres e defendeu também a Apple pós- Steve Jobs. “Todos acharam que a Apple morreria com Jobs. A verdade é que enquanto os preocuparmos em fazermos máquinas para o bem das pessoas, a Apple estará viva”.

Aproveitou e alfinetou a classe política: “os anos passam e você não entende as motivações dos políticos. Mas esses anos passam e você vê desenvolvedores de softwares e engenheiros mudando o mundo, levando a humanidade para frente. Eu acredito que é a verdade de um desenvolvedor que vai levar a gente para outro nível”.

Para o cofundador da Apple, a maioria das empresas no mercado sobrevive das informações que os usuários oferecem num clique. A Apple sobrevive protegendo as informações. “Se Amazon, Google, Facebook vivem dos meus cliques é justo que eu receba um pagamento por isso também”, disse, arrancando risos da plateia.

Ao ser questionado sobre o que pode dar certo como empreendimento nos dias atuais, Wozniack desabafa: “não sei se posso responder a essa pergunta. A verdade é que eu nunca quis dinheiro. Sempre quis criar, então não consigo pensar nas coisas dessa forma”.

Wozniack esclareceu a notícia de que a Apple estaria se tornando a Microsoft. Atirou que se a empresa realmente estivesse investindo no ramo dos carros autônomos, que deveria então desenvolver não só o software para os veículos, mas todo o automóvel. “Os boatos eram de que  a Apple faria apenas o software e isso é o que a Microsoft sempre fez, é o jeito deles, de ceder a licença apenas do software. Nós não, nós criamos o hardware e o software para que a experiência seja satisfatória. Eu nunca gostei do Windows”, diz o cofundador da Apple que teve sua paixão pelo Android. “Eu usei Android. Mas aí o Iphone 6 me fez mudar de ideia”.

A palestra foi uma parceria entre a Escola de Negócios da PUC-RS e o Uol Edtech.

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