Arquivo mensal: junho 2016

Oscar Pistorius demonstrates walking without his prosthetic legs in court – video

O The Guardian  publicou hoje um vídeo ainda do julgamento do Pistorius em que o advogado de defesa afirma que é de extrema necessidade demonstrar como o ex-atleta caminha sem as próteses.

 

 

Eu realmente tenho um fascínio pela história dele e do Lance Armstrong. Sigo acompanhando tudo. Publiquei um artigo chamado “A construção e desconstrução da identidade através imagem fotográfica” nesses dois casos. No artigo eu concluo que a imagem de Pistorius foi arranhada pela mídia de modo irreversível e que o mesmo não teria acontecido com Lance Armstrong. Acompanhando os acontecimentos hoje, três anos depois das duas derrocadas, percebo que minhas análises estavam certas. Não há volta para Pistorius. O mesmo não podemos dizer de Armstrong, que aos poucos tem se reinserido do esporte (não no ciclismo).

Se as coisas continuarem nesse caminho, minha próxima análise será da Maria Sharapova.

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Aniversário de Habermas resgata sua importância para diversos campos do conhecimento

Com 87 anos a serem completados no dia 18 de junho, o nome de Jürgen Habermas ocupa lugar de destaque entre os grandes pensadores contemporâneos. Seus conceitos de esfera pública e ação comunicativa alicerçam os diagnósticos críticos da sociedade atual; sua obra científica é parte do cânone de, ao menos, duas áreas do conhecimento: a filosofia e as ciências sociais; suas intervenções como intelectual público pautam as principais questões políticas tanto alemãs quanto europeias há 50 anos. Enfim, é um autor fundamental para a compreensão da vida pública nas sociedades democráticas, para o reconhecimento de seus potenciais de emancipação e dos obstáculos à sua consolidação.

 

A PLURICOM, da minha querida colega doutora Kátia Saisi fez uma recapitulação (e uma homenagem) das obras de Habermas.

 

Autor: Jürgen Habermas | 344 páginas | R$ 74,00
Jürgen Habermas discorre, nesta obra escrita nos anos 1990, sobre a produção de oito teóricos que o influenciaram de alguma maneira: Charles S. Peirce,Edmund Husserl, Martin Heidegger, Ludwig Wittgenstein, Max Horkheimer, Georg Simmel, Alexander Mitscherlich e Alfred Schmidt. Em especial, o autor procura tecer os vínculos da produção desses pensadores com os seus contextos históricos. O que o filósofo alemão discute é o quanto um determinado conteúdo argumentativo é capaz de transcender o tempo no qual surgiu e, portanto, aspirar à universalidade. Habermas convida o leitor a questionar se todos os pensadores ficam marcados pelos seus respectivos contextos históricos e a refletir sobre o que significa ser marcado de forma especial. Além dos ensaios sobre os oito teóricos, a obra apresenta dois outros artigos, que, nas palavras de Habermas, “tematizam os próprios contextos”: “A sociologia na República de Weimar” e “Sobre o desenvolvimento das ciências sociais e das ciências humanas na República Federal da Alemanha”.

A nova obscuridade

Autor: Jürgen Habermas | 392 páginas | R$ 70,00
Um dos principais eixos temáticos desta coletânea diz respeito ao neoconservadorismo. O assunto abre e perpassa todos os textos aqui reunidos, que remetem ainda a diferentes aspectos da defesa de Habermas da continuidade do projeto de modernidade. Sem abandonar a dimensão teórica, o filósofo, conhecido por seu engajamento político, coloca-se como “contemporâneo político” e assume posições sobre questões públicas candentes ainda hoje – escrita em 1985, a obra reflete sobre problemas e tensões de uma década crucial para a sobrevivência e maturação do projeto democrático não apenas na Alemanha.

Técnica e ciência como “ideologia”

Autor: Jürgen Habermas | 208 páginas | R$ 44,00
Jürgen Habermas discute a tese de Herbert Marcuse sobre a instrumentalização da técnica. Ao mesmo tempo, aponta já para futuros desenvolvimentos no seu pensamento, sobretudo em torno do agir comunicativo.

Na esteira da tecnocracia
Autor: Jürgen Habermas | 264 páginas | R$ 58,00
Os 14 ensaios que constituem esta obra, a 12ª da série Pequenos escritos políticos, contribuem para o reconhecimento de Jürgen Habermas como intelectual público no Brasil. No país, a maior parte de suas análises da conjuntura social e política e avaliações sobre o estado da democracia na Europa ou no mundo permanecem praticamente desconhecidas do público, principalmente por estarem disponíveis apenas em alemão.

Conhecimento e interesse

Autor: Jürgen Habermas | 528 páginas | R$ 80,00
Esta obra, a mais filosófica e importante de Jürgen Habermas do ponto de vista da epistemologia, discute o entrelaçamento entre razão prática e razão pura e mostra a importância das definições do conhecimento, levantando questões sobre os fatores que o definem.

Mudança estrutural da esfera pública

Autor: Jürgen Habermas | 568 páginas | R$ 88,00
Jürgen Habermas examina neste livro o “complexo” que segundo ele descansa sob a expressão “esfera pública”. Para ele, pode-se esperar, ao compreender tal conceito e submetê-lo a esclarecimento sociológico, apreender de modo sistemático a própria sociedade. “A esfera pública”, diz o filósofo, “continua a ser um princípio organizador de nossa ordem política”.

Teoria e práxis

Autor: Jürgen Habermas | 728 páginas | R$ 98,00
As investigações reunidas neste volume, orientadas predominantemente de um ponto de vista histórico, destinam-se a desenvolver uma teoria crítica da sociedade projetada com um propósito prático e a delimitar seu status diante de teorias de outra proveniência.

Fé e saber

Autor: Jürgen Habermas | 88 páginas | R$ 19,00
Segundo volume da Coleção Habermas, este texto reproduz um discurso do filósofo proferido aproximadamente um mês depois do 11 de setembro de 2001. Embora circunstancial, é de grande importância no conjunto da obra do filósofo que, ao retomar o clássico tema fé e saber, adota uma nova expressão – “pós-secular” – imprimindo mudanças em sua teoria da modernidade, presente em suas obras posteriores.

Sobre a constituição da Europa

Autor: Jürgen Habermas | 192 páginas | R$ 40,00
A explosão das ilusões neoliberais promoveu a concepção de que os mercados financeiros, principalmente os sistemas funcionais que perpassam as fronteiras nacionais, criam situações problemáticas na sociedade mundial que os Estados individuais – ou as coalizões de Estados – não conseguem mais dominar. A política como tal, a política no singular, é desafiada em certa medida por tal necessidade de regulamentação: a comunidade internacional dos Estados tem de progredir para uma comunidade cosmopolita de Estados e dos cidadãos do mundo, levando adiante a juridificação democrática do poder político.

Filosofia, racionalidade, democracia: Os debates Rorty & Habermas

Organizador: José Crisostomo de Souza | 270 páginas | R$ 52,00
Rorty e Habermas estão entre os mais importantes intelectuais e filósofos e são, provavelmente, aqueles que têm maior público, dentro e fora das universidades. Entrevistas e artigos seus aparecem em jornais e revistas de grande circulação, e seus livros são traduzidos e publicados pelo mundo afora. Neste livro, Habermas e Rorty debatem e dialogam, entre si, sobre suas concepções mais gerais e, em especial, sobre filosofia, cultura, razão e política, num confronto que envolve posições de outros importantes pensadores, de ontem e de hoje, como Apel e os “pós-modernos” franceses, como Dewey e Wittgenstein, como Heidegger e Nietzsche, como Hegel e Kant. Suas concepções tratam de levar em conta os desenvolvimentos mais recentes da filosofia, em relação a temas como valores, linguagem, verdade e conhecimento.

 

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Como escrever artigo – INTRODUÇÃO

Acho que a Introdução é o que causa mais dúvidas. Não é nela que tu vais propriamente discutires teu objeto, mas tu tens que prender a atenção do leitor. E, mostrar que tu realmente fizeste uma PESQUISA. Tens que situar o leitor.

O ideal é começar com um pequeno parágrafo falando da importância do trabalho. Vá direto ao assunto: “o trabalho é importante por isso, isso e isso”.

 

Para o quê ele contribui? Qual a motivação para escrever esse trabalho? Existe pouco dessa pesquisa na área? É o momento atual que leva a realizar esse tipo de pesquisa?

 

E, aí tu começas a fazer uma discussão sobre a bibliografia.

 

Quais autores tu usaste, o que eles falam que tu vais aplicar na tua pesquisa e como. É nesse momento que tu detalhas a tua metodologia. Por exemplo: “analisamos 15 edições da Revista Z” , quais as particularidades e quais os problemas encontrados. Quais autores falaram desse tema anteriormente? Como foram tuas análises? Selecionastes trechos de entrevistas? Fizeste análise qualitativa? Quantitativa?

EU normalmente encerro fazendo um resumo:

Pelo exposto acima, analisaremos as seções A,B,C e D da Revista Z durante os meses de maio a junho de 2016 para compreender se houve ou não omissão no caso X.

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Como escrever artigo – O RESUMO

Algumas pessoas me perguntaram como escrever um artigo acadêmico. Por mais comum que isso pareça hoje em dia, já foi um problema. Por causa disso resolvi escrever uma série de textos explicando cada passo. RESUMO, INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO E CONSIDERAÇÕES FINAIS.

Vou começar pelo resumo. Embora muitas pessoas o deixem por último, confesso que eu não consigo iniciar um artigo sem escrevê-lo. É a primeira parte do processo para mim. No meu caso o resumo serve como um projeto, nele defino o objetivo e as hipóteses e deixo clara a metodologia que usarei. E, o sigo até o final.

Para escrever um resumo, começo sempre da seguinte forma: qual meu objetivo? O que quero constatar (minha hipótese)? E, meu objeto? Por exemplo, que a Revista Z (objeto) é omissa (hipótese) em relação ao assunto X?

Logo depois: como farei para colocar em prática a minha análise? Qual a metodologia que usarei? Analisarei que seções da Revista Z? Por qual período?  Com quais autores trabalharei? Analisarei a Seção Amigos da Revista Z durante os meses de maio a junho de 2016.

Um detalhe: nunca use a primeira pessoa do singular nem do plural. Quando inevitável use o verbo “trabalhamos” sem o “nós trabalhamos”. Nunca use gerúndio.

Um exemplo de um resumo feito por mim (no caso, da  minha dissertação):

 

Este trabalho se insere na linha de pesquisa Produtos Midiáticos: Jornalismo e Entretenimento do Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero e tem por objetivo verificar o papel das imagens fotográficas jornalísticas na construção de mensagens ideológicas a partir do referencial teórico de segunda realidade, de Boris Kossoy. Utilizamos também o pensamento sobre a Sociedade do Espetáculo proposto por Guy Debord. Escolhemos como objeto de estudo as eleições municipais brasileiras de 2012 ocorridas em duas capitais: São Paulo e Porto Alegre. Analisamos as imagens fotográficas nos dois jornais mais lidos destas capitais: Folha de S. Paulo e Zero Hora, respectivamente. Buscamos entender a relação entre imagem fotográfica, espetáculo, comunicação, política e poder e como a imprensa privilegiou algumas imagens em detrimento de outras. Nossa ideia é que a mídia contribui decisivamente para a construção do personagem político.

Observem que eu coloquei o objetivo do trabalho, a forma com a qual vou trabalhar e quais minhas hipóteses.

As palavras-chave sempre devem ser aquelas que mais combinam, obviamente com o trabalho.

Obs: Thanks para a minha professora Dra Simonetta que escreveu a dissertação comigo.

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