Arquivo mensal: setembro 2014

Programação III Seminário Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo

Sobre o evento

O seminário é organizado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo do Programa de Mestrado da Faculdade Cásper Líbero, e está vinculado ao projeto de pesquisa Mídia, Política e Espetáculo. O objetivo do seminário é a apresentação e o debate de trabalhos que procuram compreender as relações entre comunicação e política na sociedade brasileira do espetáculo, tendo como objeto as campanhas eleitorais de 2014, as coberturas midiáticas dessas campanhas e suas relações com o processo político brasileiro.

Captura de Tela 2014-09-18 às 08.27.40

 

Sexta-feira, 17 de outubro – Tarde

14h Cláudio Coelho Abertura
14h15 Cláudio Coelho Comunicação, política e poder na sociedade do espetáculo
14h45 Emerson Ike Coan Espetacularização da política e redemocratização do Brasil
15h15 Debate
15h45 Intervalo
16h Kátia Saisi Dilma Rousseff na campanha eleitoral: construção da imagem política pela mídia
16h30 Mara Rovida  A (i)mobilidade urbana e as eleições estaduais de 2014
17h Rodrigo de Carvalho Governo Lula: a mídia e a construção da hegemonia
17h30 Debate
18h Encerramento

 

19h Cláudio Coelho Abertura
19h15 Vanderlei de Castro Ezequiel Questões sociais e discurso político eleitoral
19h45 Deysi Cioccari Dilma Bolada ou Dilma Roussef: Quem é a diva da nação?
20h15 Debate
20h45 Intervalo
21h Eliana Natividade Manifestações contra a copa e possíveis influências nas urnas de 2014, segundo a cobertura da mídia impressa
21h30 Gabriel Leão Herói ou animal político?
22h Debate
22h30 Encerramento

 

9h Cláudio Coelho Abertura
9h15 Synesio  Cônsolo Filho A necessidade de se administrar a visibilidade
9h45 Ingrid Baquit A política externa nos governos Lula e Dilma e o cenário político contemporâneo
10h15 Debate
10h45 Intervalo
11h Jaime Carlos Patias Lula: carisma e poder – Uma abordagem a partir de estudos sobre liderança carismática de Max Weber
11h30 Gilberto da Silva  A sedução do lulismo: imagens e leituras de Lula na Sociedade do Espetáculo
12h Debate
12h30 Encerramento

 

14h Márcia Amazonas Eduardo Campos & Marina Silva: a “Nova Política” entre o drama e a esperança
14h30 Vivian Paixão  Carta Capital e Veja nas eleições presidenciais de 2014
15h Debate
15h30 Genilda Alves de Souza  A percepção e a influência das pesquisas eleitorais nas classes c e d/e nas eleições para o Governo do Estado de São Paulo em 2014
16h Fábio Cardoso Marques  O “príncipe eletrônico” e a representação política
16h30 Debate
17h Encerramento

 

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Brasil tem só 4 dos 3.215 cientistas cujas pesquisas têm maior impacto

Uma matéria sensacional da Folha de S. Paulo de hoje revelou que apenas quatro cientistas brasileiros possuem trabalho de grande impacto no mundo.  O que mais chama a atenção na matéria é o depoimento do físico Paulo Artaxo:

“Para ele, o ranking expõe que a produção científica no Brasil aumentou, mas a relevância não cresceu o país está entre os 15 que mais publicam artigos científicos.

“Falta financiar estudos que tenham maior impacto na ciência em nível internacional. É preciso dar ao pesquisador brasileiro as mesmas condições de trabalho que os estrangeiros têm.””

Folha de S. Paulo

Folha de S. Paulo

Talvez a matéria devesse dar mais destaque a isso. O que acontece no Brasil é que somos avaliados pelas nossas metas QUANTITATIVAS. Nosso lattes vale pelo NÚMERO de publicações que temos.  Lembro da minha indignação no IBERCOM quando alguns acadêmicos falaram que os norte-americanos eram racistas com nossos trabalhos. Não são racistas! Apenas, como levar à sério trabalhos que são produzidos exclusivamente com a finalidade de publicação e não de relevância acadêmica?

Na ocasião do IBERCOM, o professor Miguel Vicente fez a grande pergunta: “estamos em condições de importar talentos?”  Somos capazes de atrair investigadores? E, questionou se queremos mesmo estabelecer diálogo com a língua inglesa. Para o professor, é necessário que se fortaleça o inglês para competir. Mais: é necessário que se mude essa visão QUANTITATIVA e nos deixem trabalhar. Aqui no Brasil tem gente que faz doutorado trabalhando e negociando faltas com professor, porque senão não consegue pagar os estudos. Nos EUA assim que tu entras no doutorado eles te dão bolsa. Imaginem o quanto isso é incrível? Difícil imaginar, não?

Estamos, sim, muito longe de ter a qualidade dos americanos. Aliás, penso que estamos em outro planeta em relação a eles. Mas acho que existem autores relevantes aqui que não foram citados na matéria. Norval Baitello Jr, Eugênio Bucci, Boris Kossoy, Luis Felipe Miguel, Venício Lima, a própria Vera Chaia…isso que estou citando apenas os acadêmicos da minha área que fazem milagre no nosso contexto educacional. Mas para sermos respeitados, muita coisa precisa mudar. Infelizmente. E, não me parece que algo será feito tão em breve.

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Fotografias

Quando eu entrei para a faculdade de jornalismo eu queria ser correspondente internacional. Lendo o The Guardian hoje entendo que isso era um sonho perfeitamente justificável. O jornalismo deles dá um banho no nosso. As imagens fotográficas da cobertura do caso Oscar Pistorius são de tirar o fôlego. Outro ponto são as legendas: não é como aqui no Brasil em que, numa galeria, as legendas são iguais. Cada legenda para a sua foto. Vale a pena dar uma olhada!!

 

Photograph: Phill Magakoe/Gallo Images/Getty Images

Photograph: Phill Magakoe/Gallo Images/Getty Images

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O caso Oscar Pistorius

No ano passado escrevi um artigo comparando os casos Lance Armstrong e Oscar Pistorius. Minha comparação se deu em como a mídia tratou os dois escândalos do esporte e em como a Folha de S. Paulo condenou Pistorius antes mesmo do tribunal, que só deu seu veredicto hoje, O INOCENTANDO das acusações de homicídio doloso e de assassinato premeditado, que poderiam render a pena de prisão perpétua.

Está na hora de pararmos e refletirmos criticamente sobre o quê a imprensa nos oferece. Casos de condenação antecipada são comuns: também escrevi um artigo sobre o caso Demóstenes em que a imprensa condena já na primeira semana de investigação da Polícia Federal. Minnini já dizia: “A mídia cria e destrói deuses num ritmo vertiginoso.”  Utilizando-se de uma estratégia midiática, jogando-se uma notícia de forma sensacionalista, alimentada durante o período seguinte com novos pequenos fatos que não dizem nada, mas tornam-se um show à parte; são escolhidos personagens e conferidos a eles credibilidade. Cada nova frase, cada nova imagem de oráculos, e cada frase de um deles é apresentada como prova da venalidade alheia. “

 

Em toda parte onde reina o espetáculo, as únicas forças organizadas são as que querem o espetáculo.” (DEBORD)

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POLITICOM

Está aberta a chamada de trabalhos para o XIII Congresso Brasileiro de Comunicação e Marketing Político (POLITICOM), com o tema “Mobilizações, Eleições e Democracia”. O evento ocorrerá entre os dias 05 e 07 de novembro, na Universidade de São Paulo. Para mais informações acessem o site do evento.

Os GTs são:

Grupos de Trabalho – XIII POLITICOM 


GT 1 – Propaganda Política e Ideológica
Envolve estudos relacionados ao conceito ideológico no universo político: forma de construção, características de um processo de ideologia no contexto público e análises históricas desse fenômeno. Acolhe artigos que articulem reflexões teóricas, aplicações, planejamento e ações da publicidade e propaganda no ambiente político, nos mais diferentes meios de comunicação (impressos e eletrônicos).Inclui análises, também, dos possíveis impactos da comunicação digital na esfera política.

GT 2 – Marketing Político e Eleitoral
Contempla artigos que versem sobre conceitos, ações e estratégicas mercadológicas aplicadas ao ambiente político e em períodos eleitorais. Aplicações baseadas nos princípios de marketing que contribuíram para resultados positivos ou negativos em um cenário de competitividade política. É responsável pela parte de planejamento de campanhas eleitorais, portanto aceita relatos e estudos de caso de estratégias eleitorais, desde a utilização dos meios convencionais de mídia até a recorrência às tecnologias digitais, como a internet e as redes sociais.

GT 3 – Jornalismo Político e Eleitoral
Estudos que se relacionam com o olhar jornalístico no contexto da comunicação política, bem como suas aplicações nos mais diversos meios de comunicação (impressos ou eletrônicos), em períodos eleitorais e pós-eleitorais. Observações e análises de conteúdo jornalístico, envolvimento com a mídia, ética jornalística no cenário político.

GT 4 – Imagem, Opinião Pública e Democracia
Aborda artigos que transitem no campo de estudo do contexto democrático e relação com a comunicação política, como também influência da Opinião Pública na construção ou (des) construção de imagem pública e identidade política. Envolve relatos e casos de sucesso ou ausência de relacionamentos com canais midiáticos. Acolhe artigos que discutem a Opinião Pública a partir de técnicas de apuração mais sistematizadas como as pesquisas até a forma difusa como se manifesta nos meios digitais. 

GT 5 – Comunicação Política, Pós-eleitoral e Governamental
Acolhe estudos que analisam ações e planejamentos comunicacionais em governos nas diferentes esferas de poder. Importância das práticas pós-eleitorais para fortalecimento da imagem pública e estratégias de uso da comunicação para melhoria e sustentabilidade de um governo com sua população, através das mídias tradicionais e das novas mídias digitais. Estudos sobre os fundamentos, características e perspectivas da comunicação política no Brasil são envolvidos no GT.

GT 6 – Pesquisas no âmbito da graduação
Recebe artigos científicos desenvolvidos por alunos de graduação dos diversos campos que compõe a Comunicação Social e que abordem os mais variados assuntos relacionados às temáticas da Comunicação Política, Democracia, Publicidade e Marketing Eleitoral.

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