Arquivo mensal: julho 2014

Grupo de Pesquisa Comunicação e Política na Sociedade do Espetáculo

Nosso grupo de pesquisa da Cásper Líbero tem muita coisa boa. Recentemente o colega Vanderlei de Castro Ezequiel, o Vander, publicou um artigo na Revista Colección da Pontificia Universidad Católica Argentina. Trata-se de uma versão do nosso primeiro Seminário e Política, onde o Vander abordou o tema das promessas de campanha presidencial (2010). Aqui está o link para o artigo dele.

No mesmo sentido, nossa colega Katia Saisi lança o livro Campanhas Presidenciais, mídia e eleições na América Latina.

 

“Antes de se aprofundar detalhadamente nos casos do Brasil, Chile e Venezuela, Saisi traça um panorama da democracia em todos os 20 países da América Latina. Trata-se de um sobrevoo panorâmico por processos históricos, políticos e eleitorais que se volta ainda mais generosamente quando os tópicos são os sistemas legislativos e as formas de financiamento de partidos e campanhas.

Foco que se torna ainda mais intenso nas análises das campanhas que elegeram Dilma Rousseff, Sebastián Piñera e Hugo Chávez. Esmiuçando a relação entre mídia e política, Katia Saisi acompanha a propaganda televisiva dos candidatos e a cobertura diária dos principais jornais desses países.” (Fonte: Pluricom)

No dia 25 de agosto ela vai fazer uma palestra no Instituto do Legislativo Paulista (da Assembleia Legislativa de São Paulo) com lançamento do livro, às 19h.

Boas notícias desse grupo!

O novo romance de Kundera: pós-modernidade, espetáculo e insignificância

Reprodução da Folha de S. Paulo

O que une o umbigo feminino, uma exposição de Chagall, o câncer, Stálin, Paris e a União Soviética?

Desse aparente “samba do crioulo doido”, o escritor tcheco naturalizado francês Milan Kundera, 85, tira um retrato irônico e desiludido do mundo contemporâneo em seu livro mais recente.

“A Festa da Insignificância” chega agora ao Brasil pela Companhia das Letras, em edição de luxo. A primeira tiragen terá 10 mil exemplares (a média nacional de lançamentos fica entre 2.000 e 5.000 livros) em capa dura.

O livro narra a vida, um tanto quanto insólita, de cinco amigos na Paris de hoje, enredados na banalidade cotidiana e num mundanismo desprovido de sentido.

Primeiro romance inédito de Kundera em 14 anos, o livro vem despertando grande expectativa. Na Itália e na França, chegou ao topo das listas dos mais vendidos (mais de 200 mil exemplares nos dois países) e recebeu elogios da crítica.

Kundera, que vive de maneira reclusa, evita exposição na mídia e há mais de uma década não dá entrevistas, mesmo assim é best-seller em vários países.

Sua popularidade começou nos anos 1980, com a publicação de “A Insustentável Leveza do Ser”.

A ciranda amorosa na Praga dos anos 1960, permeada pelo autoritarismo comunista e por conceitos filosóficos complexos (o eterno retorno de Nietzsche) tornou-se um inesperado sucesso popular. Inspirou um filme homônimo indicado a dois Oscar.

Lançado no Brasil em 1984 pela editora Nova Fronteira, permaneceu por meses no primeiro lugar das listas dos mais vendidos.

“A Insustentável” tornou-se o modelo mais conhecido do estilo Kundera, que ele próprio já definiu como “contraponto novelístico”: múltiplos personagens; união de filosofia, ficção e sonho; divisão dos enredos em sete partes; críticas ao comunismo e olhar jocoso.

“A combinação da forma frívola e um assunto sério desmascara imediatamente a verdade acerca dos nossos dramas e sua terrível insignificância”, disse o autor em 1983 à revista “Paris Review”.

Exemplo disso está na abertura do trama. Alain, um dos protagonistas, vaga pelas ruas de Paris observando as moças de umbigo de fora. Ele acredita que a moda inaugurou um novo milênio, marcado pela repetição e pelo fim da individualidade, no qual a sedução feminina se concentra no umbigo.

Ao contrário das coxas, dos seios e da bunda, todos os umbigos são parecidos, diz Alain. A insignificância é a essência da nossa existência, define outro personagem, Ramon.

A crise da cultura ocidental é assunto frequente em Kundera. Em entrevista ao jornal espanhol “El País” reproduzida na Folha em março de 1986, criticou a ânsia pela novidade e a rapidez.

“Ao concentrar-se na atualidade, cria-se um sistema de esquecimento no qual a continuidade cultural se transforma numa série de acontecimentos efêmeros, e a obra de arte se converte num gesto sem futuro.”

O tema aparece em obras recentes de relevo (veja ao lado) e é retomado pelo poeta Affonso Romano de Sant’Anna em um ensaio inédito, “As Insignificâncias na Arte Contemporânea”.

“A sociedade chamada de ‘pós-moderna’ cultua o espetáculo, a superficialidade, a cópia, o descartável, a falência do indivíduo. Essa arte gerenciada pelo mercado produz ‘insignificâncias’ que enchem bienais”, diz o poeta.

GENTIL, MAS RIGOROSO

Kundera nasceu na República Tcheca (então Tchecoslováquia) em 1929. Perseguido pelo regime comunista implantado no país após a Segunda Guerra, mudou-se para a França em 1975, onde vive até hoje. Escreve em francês desde 1995.

No Brasil, todos os livros de Kundera foram traduzidos por Teresa Bulhões Carvalho Pinto, que tornou-se íntima do autor. “Ele é muito gentil e engraçado no trato pessoal, mas rigorosíssimo, exige total fidelidade. Quando eu digo que determinada construção não é comum em português, ele responde: ‘não tem problema, gosto do insólito’.”

A professora e escritora tcheca Markéta Pilátová, atualmente no Mato Grosso do Sul para um projeto de difusão da cultura de seu país, conta que Kundera sempre defendeu um modelo de narrativa claro e direto.

“Acho que essa é a causa de seu grande sucesso em vários países. Kundera trata temas filosóficos complexos com uma prosa simples, elegante, sem empolação. É muito sofisticado, mas não hermético.”

 

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IV Congresso Internacional de Ciberjornalismo / chamada

Em primeiro lugar, o meu trabalho sobre partidos políticos e o da minha colega Merilyn, sobre reforma partidária foram aprovados no Seminário Buscando o Sul. Coloco o link para a lista de trabalhos aprovados.

Em segundo: chamadinha para Congresso internacional para o pessoal do Ciberjornalismo. Abaixo, algumas informações:

A organização do IV Congresso Internacional de Ciberjornalismo, marcado para 04 e 05 de dezembro de 2014 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, convida os investigadores interessados a remeter, até 25 de julho de 2014, propostas de comunicações a apresentar no Congresso.

 As comunicações deverão versar sobre Ciberjornalismo, com especial preferência pelo tópico deste IV Congresso, Qualidade e Credibilidade no Ciberjornalismo.

As propostas devem ser enviadas para obciber@gmail.com, em Português, Espanhol, Francês ou Inglês. Cada proposta deve contemplar uma descrição de 400 a 500 palavras, que inclua, designadamente, o tópico e relevância do mesmo, hipótese ou argumento, moldura conceptual e metodológica, resultados previstos e até 5 palavras-chave. Cada proposta deve ser acompanhada de uma folha de rosto separada, para blind-review, apenas com nome(s), filiação institucional e endereços postal e eletrónico do(s) autor(es).

 As propostas serão avaliadas pelos membros da Comissão Científica do Congresso, devendo o resultado ser comunicado a todos os autores até 15 de setembro de 2014.

Os autores das propostas aprovadas comprometem-se a enviar os textos completos até 31 de outubro de 2014.

Mais informações no site do Congresso.

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A frágil representatividade política brasileira

Durante o processo de redemocratização brasileiro nos anos 80, estudiosos afirmavam que nosso sistema político era fragilizado, subdesenvolvido e fragmentado. Maria D’Alva Kinzo, em texto de 1993 alertava para uma situação partidária problemática com vínculos muito tênues entre os que representam e os que são representados. Bolivar Lamounier e Rachel Meneguello, apontavam para o fato de que o Brasil era um caso muito representativo de subdesenvolvimento partidário. Para eles, partidos fortes e bem enraizados eram indispensáveis para uma consolidação democrática, mas no Brasil a história que se sobrepunha era a de “descontinuidade e debilidade”. Em comparação com outros países da América Latina onde as estruturas partidárias eram tão frágeis quanto, Scott Mainwaring e Scully alertavam que o sistema partidário brasileiro estaria mesmo assim entre os últimos em seu nível de institucionalização.

A literatura recente tem insistido em que o legislativo brasileiro não tem condições de desempenhar a contento suas funções, pois lhe falta uma distribuição de preferências minimamente consistentes e estruturadas.

Agora começa a propaganda eleitoral partidária no Brasil. Nesse ano serão 32 partidos políticos disputando a atenção do eleitor. A Câmara possui nesse ano de 2014 um índice de 11,5 partidos efetivos, o que dá ao nosso legislativo o título de mais fragmentado do planeta. Nos últimos 15 anos a fragmentação partidária aumentou 62%.

A literatura da Ciência Política nos últimos anos é quase consensual quando afirma que a fragmentação partidária existente não impede a governabilidade. Mesmo alterando-se de autor para autor, outras variáveis são mais importantes do que a fragmentação na obtenção de apoio legislativo.

Porém, como fica o eleitor em meio a 32 partidos? Fernando Limongi afirma que o eleitor não tem condições sequer de identificar seu representante e muito menos cobrá-lo em meio a um processo tão disperso. Talvez por esse motivo as campanhas eleitorais estão cada vez mais centradas na figura do personagem político. O partido fica relegado à segundo plano.

Essa combinação de vários partidos com um sistema político brasileiro de representação proporcional, baseado em lista aberta, além de incentivar a competição intrapartidária e a construção de reputações individuais dificulta a estruturação dos partidos e a inteligibilidade da disputa eleitoral. O impacto dessa combinação, de acordo com alguns dos analistas citados nesse texto incidiria justamente sobre o fator organizacional dos partidos e sistema partidário, ou seja, produziria organizações frágeis, com perfis programáticos pouco diferenciados e com baixa capacidade de estruturar a escolha eleitoral, em função da combinação de fragmentação partidária com uso extensivo de alianças partidárias.

É esse o cenário que o eleitor vai encontrar: fragmentado, com alianças partidários pouco coerentes, onde o personalismo conta mais do que o sistema em si. Ainda de acordo com a estudiosa Maria D’Alva Kinzo, a identificação partidária no Brasil se mantém relativamente baixa. Na mesma linha, há claros indicativos de que aqueles que afirmam gostar de algum partido, na maioria das vezes, não escolhem seu candidato no Legislativo com base na própria identificação. A pergunta que fica é se há mesmo algo de representativo nessas eleições ou apenas uma busca desenfreada pelo poder onde nós somos meros coadjuvantes.

 

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Buscando o sul- política, sociedade, educação e suas fronteiras

Gurizada, amanhã é o último dia para enviar trabalho para o III Seminário Internacional Buscando o Sul, que acontece entre os dias 18 a 22 de agosto na UNIPAMPA, em São Borja, no RS. Abaixo o edital:

 

“Encontram-se abertas as inscrições para apresentadores e ouvintes no III Seminário Internacional de Ciências Sociais – Ciência Política: Buscando o Sul – Política, Sociedade, Educação e suas Fronteiras.  O evento será realizado em São Borja (RS) entre os dias 18 a 22 de agosto de 2014 no campus da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) e contará com conferências de pesquisadores nacionais e internacionais.

Gostaríamos de convidá-los (estudantes de graduação, pós-graduação, pesquisadores, professores) a enviar propostas de trabalho (artigos e pôsteres) nas seguintes áreas:

a) Comportamento Político (opinião pública, eleições e cultura política);

b) Instituições Políticas (partidos e sistemas partidários);

c) Governo, Políticas Públicas, Movimentos Sociais e Poder local;

d) Política Internacional, Integração e Fronteira;

e) Políticas Educacionais e Práticas e Experiências Pedagógicas.

 

O período de submissão de propostas se encerra no dia 10 de julho. A inscrição, seja para apresentador ou ouvinte, é gratuita.”

Mais informações no site aqui.

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LASA 2015

Recebi da professora Vera Chaia chamada para o LASA 2015.

We are currently accepting proposals for LASA2015 in San Juan, Puerto Rico. We would love to receive your proposal for consideration before the deadline of September 8th, 2014 (17h00 EDT). Please find the Call for Papers here:http://lasa.international.pitt.edu/files/Call.pdf

Important: All participants need to be LASA 2014 members to be able to submit proposals and be involved in the proposals. You can become a LASA member by joining here: http://lasa.international.pitt.edu/eng/membership/join.asp. Additionally, section panel participants also need to be section members for 2014. The membership deadline is September 8th, 2014 (17h00 EDT).

 

Notes on participation:

–          LASA Participants are limited to one paper per congress, no exceptions.  (Co-authorship counts towards the one paper limit).

–          Participants can only have 2 active participations per congress (not counting being an Organizer).  The participation may take the form of paper presenter, discussant or chair role.  A participant is able to be a part of a workshop and a panel. (Section members are allowed a 3rd active participation in a Section panel).

–          Participants can only have 2 organizer appearances. Even if a participant wants to organize more than 2 sessions, they can only be recognized in the program book as an organizer for a maximum of 2 sessions.

 

We hope to receive your proposal soon! Please send any questions to: lasacong@pitt.edu or visit our FAQ:http://lasa.international.pitt.edu/eng/congress/faqs_generalinfo.asp

 

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