Arquivo mensal: março 2014

Alienação Política

Estava lendo a tese do doutorado do Homero Costa, Alienação Eleitoral no Brasil: uma análise dos votos brancos, nulos e abstenções nas eleições presidenciais (1989-2002), e vários dados me chamaram a atenção. De acordo com informações da tese:

Em l989, foram mais de 15 milhões de eleitores inscritos que ou se abstiveram, ou anularam o voto ou votaram em branco, significando em termos numéricos mais do que os votos em Luiz Inácio Lula da Silva que obteve 11.622.673 votos no 1o turno.

Em l994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito no 1º turno, registraramse 16.793.932 abstenções, 7.193.510 votos em branco e 7.444.608 votos nulos, totalizando mias de 31 milhões, quase o dobro do 2º colocado, Luiz Inácio Lula da Silva, que teve 17.112.155 votos.

Em 1998, de uma população de 157.070.163 habitantes, estavam inscritos 106.076.088 eleitores, ou seja, 67% da população. Somando-se a abstenção com os votos em branco e nulos, a alienação eleitoral (38.351.547, ou 40,2% do total de eleitores), foi maior do que os votos dados a Fernando Henrique Cardoso, eleito no 1o turno.

Para Homero Costa, passamos por uma crise de representações e o sistema político brasileiro favorece muito mais  um processo de estatização dos partidos”, no qual há uma preocupação quase exclusiva com a competição eleitoral. Homero cita  Mainwaring quando esse fala a respeito da tendência da atuação individual entre os parlamentares brasileiros, que é reforçada pela legislação eleitoral. Ao estudar a influência do sistema eleitoral sobre o funcionamento dos partidos políticos e a enorme dificuldade para a construção de partidos fortes, o autor afirma que o incentivo ao individualismo – que caracteriza a atuação dos parlamentares -, associado a outros fatores, contribui para o enfraquecimento dos partidos.

O país estaria, portanto, vivendo uma crise de representação política e um dos elementos seria justamente a incapacidade dos partidos políticos de agirem como mediadores entre a sociedade e o Estado, por estarem cada vez mais interessados na defesa de interesses privados. 

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Colóquio Pós-Cinema e Pós-Fotografia

Estão abertas as inscrições para o Colóquio Internacional Pós-Cinema,Pós-Fotografia: o devir das imagens contemporâneas da arte, que acontecede 15 a 17 de Abril de 2014, emFortaleza. A programação terá, na abertura, o escritor Phillipe Dubois, da Université Sorbonne Nouvelle Paris 3

Mais informações pelo site do evento.

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ANPOCS 2014 / 27 A 31 DE OUTUBRO

Estão disponíveis as temáticas aprovadas para Grupos de Trabalho (GTs) e Simpósios de Pesquisas Pós-Graduadas (SPGs), as quais já estão recebendo resumos de trabalhos no período de 12/03 a 25/03.

Tendo em vista a realização da Copa do Mundo e a consequente alteração do calendário letivo, bem como  tratar-se de ano eleitoral, a ANPOCS antecipou os prazos relativos ao 38º Encontro Anual. Ressaltamos que o Encontro de 2014 será realizado na cidade de Caxambu-MG, de 27 a 31 de outubro, mês e local habituais dos Encontros da ANPOCS.

Mais informações no site da ANPOCS.

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A sedução: uma arma de comunicação política

Recebi um e-mail da minha colega de doutorado, Merilyn, chamando para uma conferência bem interessante que eu posto abaixo:

 

A sedução: uma arma de comunicação política

Conferência Cedem/Unesp

 

    A sedução: uma arma de comunicação política será o tema da conferência, com tradução simultânea, que será realizada no dia 04 de abril de 2014, sexta-feira às 14h30, promovida pelo Cedem – Centro de Documentação e Memória da Unesp,pelo Programa de Pós-Graduação em História da UNESP/Franca e pelo Projeto Jovem Pesquisador FAPESP – As transferência culturais na imprensa na passagem do século XIX ao XX –  Brasil e França (http://jfb.cedaph.org/noticias/seducao-uma-arma-da-comunicacao-politica).
Christian Delporte, professor de história contemporânea e diretor do Centre d’histoire culturelle des sociétés contemporaines da Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines, traz para o debate o tema de seu livro Une histoire de la séduction politique, de 2011. Especialista em história das mídias, o professor analisa representações da imagem pública e traça o perfil de grandes nomes da política mundial de César a Berlusconi, Napoleão a Mitterrand, de JFK a Obama. Ele demonstra como as estratégias de sedução mudam no decorrer da história e como a ambiguidade entre ficção e realidade faz parte da lógica da informação mediatizada.

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!

 

Inscrições gratuitas – enviar nome completo, e-mail, RG e instituição para:Sandra Santos –ssantos@cedem.unesp.br

Certificado de participação

Data e horário:  04/04/2014 – sexta-feira às 14h30

Local: Cedem/Unesp: Praça da Sé, 108 (metrô Sé) – (11) 3116 – 1701

www.facebook.com/cedemunesp

www.cedem.unesp.br

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