O INCENTIVO

No final de novembro acontece em Cuba o ICOM 2013. Meu trabalho (na verdade, minha dissertação) foi aprovado. Esse é o quinto Congresso Internacional nesse ano que eu não vou apresentar trabalho por não ter um orçamento para isso.

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No IBERCOM desse ano discutimos muito a qualidade dos trabalhos iberoamericanos. Alguns professores me surpreenderam, como já disse aqui, afirmando que nossos papers não são aprovados em países de língua inglesa ou francesa por PRECONCEITO.

No entanto, fiquei muito feliz em ver alguns acadêmicos que distoaram desse discurso. Novamente: concordo em gênero, número e grau com o professor Miguel Vicente, da Universidade de Valladoid, quando ele diz que para sermos aprovados em Congressos de língua inglesa ou francesa precisamos é de qualidade. Como não mencionar Manuel Castells, Muniz Sodré e outros pesquisadores que são traduzidos?

Já falei sobre isso. O que quero dizer com esse post, é que a academia brasileira precisa ser incentivada. Estamos escrevendo, estamos estudando e publicando. Mas fica difícil quando você não tem o apoio necessário para ir lá para fora defender o seu ponto do vista.  Como disse Monteiro Lobato: “um país se faz com homens e livros”. Precisamos de incentivo para escrever esses livros.

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Uma opinião sobre “O INCENTIVO

  1. Liliana Weber disse:

    Análise perfeita, Daisy. Infelizmente temos que lutar também contra a falta de incentivo. Não fui no IBERCOM, mas fico feliz que esse tema tenha sido discutido lá. O professor miguel está certíssimo: não é preconceito, é trabalho ruim,mesmo. Um abraço

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