COMPOLÍTICA

Esse trabalho sobre o caso Demóstenes me rendeu bons frutos e eu devo apresentá-lo no COMPOLÍTICA, em Curitiba, agora em maio.
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“A mídia cria e destrói deuses num ritmo vertiginoso”. (MININNI:2008, p. 65) Esse artigo foi construído nos meses iniciais do processo de investigação da Operação Monte Carlo, quando nem todos os áudios ainda estavam à disposição da imprensa. Os áudios do senador Demóstenes foram divulgados em parte. E, essa mesma imprensa que, diariamente, expôs o senador nas páginas dos jornais, fez o papel de inquisidora. Valendo-se de sua posição de “horizonte de compreensão total do mundo e de si mesmo (MININNI, 2008)  julgou Demóstenes Torres antes mesmo do Congresso ou do Supremo Tribunal Federal.

Não é mais o espetáculo. É o hiperespetáculo. “O espetáculo era a representação do imaginário moderno. Algo designado para ser superado. O hiperespetáculo é um imaginário sem representação. Imagem nua. Deliciosamente obscena”.  (GUTFRIEND;DA SILVA: 2007, p. 39)  Repetição de imagens fotográficas, outras imagens sem crédito, condenação antecipada de um lado e silêncio mortuário de outro.  “Estamos no transpolítico, isto é, no grau zero do político, que é também o de sua reprodução e de sua simulação indefinida.” (BAUDRILLARD: 2003, P.17)

Referências

BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e Simulações.  Relógio d’ Água, 1991.

………………………………….. A transparência do mal: ensaio sobre os fenômenos extremos. 7.ed. Papirus Editora. Campinas, SP.

GUTFREIND, Cristiane Freitas,DA SILVA, Juremir Machado. Guy Debord: antes e depois do espetáculo. EdiPUCRS, Porto Alegre, 2007.

MINNINI, Giuseppe. Psicologia Cultural da Mídia. São Paulo, SP, A Girafa, 2008.

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