Arquivo mensal: abril 2013

World Press Photo

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Trabalho sobre as fotografias do World Press Photo nos últimos dez anos. Utilizei essa ferramenta pra facilitar o compartilhamento do link do prezi no wordpress.

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Mario Vargas Llosa e a Sociedade do Espetáculo

“A cultura já não é mais a mesma, se tornou um circo, um espetáculo que, ao abarcar tudo, não é mais nada”, alfinetou Mario Vargas Llosa, ganhador do prêmio Nobel de literatura, em sua passagem pelo Brasil. Llosa afirmou que a cultura do imediato está apagando uma produção cultural “instigadora”, que para ele, é a fonte do “progresso humano”. Criticamente, atacou o que chama de “revolução audiovisual”, afirmando que a Internet e novas tecnologias converteram tudo ao centro, para ele, avanço importante, sobretudo no campo da liberdade de expressão, mas chama a atenção para o dilúvio de informação, jogada sem discriminação, responsável por um “estado de confusão absoluta”.
Nesta linha, Guy Debord (1997) afirmava, já no final dos anos 60, que a sociedade busca constantemente a produção de imagens, embora não saiba, muitas vezes, o que fazer com elas. Para Debord, essa é a sociedade do espetáculo onde as imagens seriam a concretização de uma alienação. As imagens recebem novos atributos, além de se tornarem o meio de propagação e construção de discursos ideológicos. “Quando o mundo real se transforma em simples imagens as simples imagens tornam-se seres reais (…) o espetáculo como tendência de fazer ver (…) o mundo que já não se pode tocar”. (1994, p.18).
A construção do espetáculo é uma forma de separação, de alienação e de dominação na sociedade para produzir uma falsa consciência de existir, na tentativa de se criar a ideia de uma sociedade unificada. Dentro desta configuração social, o espetáculo é uma espécie de “catalisador” da dominação. Esta alteração se estabeleceu ainda na época da Revolução Industrial, quando as relações de trabalho se alteraram junto com a necessidade de uma produção em massa que modificou a vida social. A mercadoria foi o produto desta alteração.
O que Mario Vargas Llosa reiterou, foi o que Guy Debord afirmou há mais e 40 anos: toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação.

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Edgar Morin

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Fizemos uma apresentação sobre Edgar Morin para o mestrado (aula do professor Dimas Kunsch) e aqui segue o nosso trabalho. Graças a essa ferramenta que o Pablo desenvolveu especialmente para este blog, agora consigo compartilhar as apresentações mais facilmente. Para compartilhar uma apresentação do prezi no wordpress é meio chatinho, mas agora ficou mais fácil para todos nós!! A ferramenta é gratuita!

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COMPOLÍTICA

O COMPOLÍTICA está com os prazos de pagamento de inscrições abertos. Vocês podem conferir os resumos aprovados no site e a programação completa também. O evento ocorre de 8 a 10 de maio, em Curitiba, no Paraná. Dei uma olhada nos resumos e é um trabalho melhor que o outro. Alguns, como o da Katia Saisi e da professora Vera Chaia eu conheço, e posso dizer: vale a pena dar uma passada lá.

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Estante Virtual

Eu acho que esse post pode servir muito aos acadêmicos. Eu confesso que tinha receio de comprar livros usados, principalmente em sebos na internet. Até que um dia o professor Luis Mauro elogiou o Estante Virtual. Ainda demorei, mas esses dias estava desesperada atrás de ‘O Estado Espetáculo’ de Roger-Gérard Schwartzenberg. Não achava em livraria alguma. Resolvi arriscar. Além do livro estar muito barato, chegou antes do prazo dado pelo site e no mesmo estado que o site descrevia. Então comprei outros cinco livros. Mesma coisa: o prazo de entrega era de 11 dias úteis. Os livros chegaram em cinco. Estado de conservação exatamente como o descrito no site. Economizei bem mais de cem reais. Excelente negócio. Recomendo muito.

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COMPOLÍTICA

Esse trabalho sobre o caso Demóstenes me rendeu bons frutos e eu devo apresentá-lo no COMPOLÍTICA, em Curitiba, agora em maio.
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“A mídia cria e destrói deuses num ritmo vertiginoso”. (MININNI:2008, p. 65) Esse artigo foi construído nos meses iniciais do processo de investigação da Operação Monte Carlo, quando nem todos os áudios ainda estavam à disposição da imprensa. Os áudios do senador Demóstenes foram divulgados em parte. E, essa mesma imprensa que, diariamente, expôs o senador nas páginas dos jornais, fez o papel de inquisidora. Valendo-se de sua posição de “horizonte de compreensão total do mundo e de si mesmo (MININNI, 2008)  julgou Demóstenes Torres antes mesmo do Congresso ou do Supremo Tribunal Federal.

Não é mais o espetáculo. É o hiperespetáculo. “O espetáculo era a representação do imaginário moderno. Algo designado para ser superado. O hiperespetáculo é um imaginário sem representação. Imagem nua. Deliciosamente obscena”.  (GUTFRIEND;DA SILVA: 2007, p. 39)  Repetição de imagens fotográficas, outras imagens sem crédito, condenação antecipada de um lado e silêncio mortuário de outro.  “Estamos no transpolítico, isto é, no grau zero do político, que é também o de sua reprodução e de sua simulação indefinida.” (BAUDRILLARD: 2003, P.17)

Referências

BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e Simulações.  Relógio d’ Água, 1991.

………………………………….. A transparência do mal: ensaio sobre os fenômenos extremos. 7.ed. Papirus Editora. Campinas, SP.

GUTFREIND, Cristiane Freitas,DA SILVA, Juremir Machado. Guy Debord: antes e depois do espetáculo. EdiPUCRS, Porto Alegre, 2007.

MINNINI, Giuseppe. Psicologia Cultural da Mídia. São Paulo, SP, A Girafa, 2008.

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