Arquivo mensal: setembro 2012

Um pouco de política

Lendo a página 10 da ZH, vi as “promessas absurdas” e deslizes dos candidatos à prefeitura de Porto Alegre. Em menor ou maior grau, tive a oportunidade de conviver um pouco com cada um, de alguma forma. O Jocelin Azambuja (PSL) é uma pessoa muito agradável e um amigo dos tempos de DEM. Mas, como a própria Rosane de Oliveira falou, é fácil dizer que vai “federalizar os professores e pagar os mesmos salários em todos os níveis” quando se tem 1% das intenções de voto. Vale lembrar que em 2002 Rigotto foi uma das maiores surpresas da eleição. O PT havia consolidado sua hegemonia em terras gaúchas, ocupando o governo estadual pela primeira vez e a prefeitura de Porto Alegre pela quarta, a partir do pleito de 2000. Lula caminhava para a vitória na eleição presidencial, o que poderia inflar os votos do candidato a governador Tarso Genro. Rigotto tinha começado a campanha com cerca de 2% das intenções de voto e, às vésperas do 1º turno, ainda estava em terceiro lugar. Venceu. Portanto, promessas infundadas não são, ou não deveriam ser a melhor opção.

Ainda de acordo com a coluna da Rosane, a Manuela disse que estudou em Harvard. Esqueceu de especificar que foi um seminário que ela assistiu. A Manuela merece um artigo. Atuante (e eficaz) nas mídias sociais, um produto que dá certo, abusa da força que a  juventude lhe dá e sabe que tem essa força. “A aparência na qual caímos é como um espelho, onde o desejo se vê e se reconhece como objetivo”. (HAUG, Wolfgang F.) Manuela é a personificação da juventude, da gênese sociológica do rejuvenescimento obrigatório ao qual Haug há muito prenunciou. Capaz de ter o apoio da poderosa senadora do PP, Ana Amélia Lemos, quando seu partido definiu que seu candidato seria outro. Mais recentemente, o cortejo de Ciro Gomes (PSB).”Ela é o fetiche dos jornais ilustrados e de seu público; os mais velhos a cortejam, e novas formas de rejuvenescimento ambicionam conservá-la”. No sentido Guy Debord da palavra: a Manuela é um espetáculo.

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Haddad criticou Habermas

Matéria da Folha de São Paulo de hoje:

Eu gosto de Habermas. Um defensor da modernidade, criou uma teoria da razão que uniu a teoria e a prática, justificativa e explicativa. Habermas parte do pressuposto que todo o conhecimento é induzido ou dirigido por interesses. Pensa  ao contrário de Karl Marx e não  reduz o conhecimento à esfera da produção, onde seria convertido em ideologia. Nem reduz os conflitos de interesses à luta de classes. A sua noção de interesse é muito ampla. Os interesses surgem de problemas que a humanidade enfrenta e a que tem que dar resposta.  Enfim, eu gosto de Habermas e não gosto do twitter do Haddad. Mas isso é para outro post.

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Jornalismo: sim ou não ao diploma?

Recortei (de mau jeito) a coluna do Clovis Rossi desse sábado na Folha de SP. Ele defende que jornalista não precisa de diploma, caso contrário, não teríamos, por exemplo, Cláudio Abramo. O que Rossi esqueceu de falar foi que ensinam ética na faculdade. E, que mesmo assim, alguns “jornalistas” saem de lá e esquecem no outro dia do que aprenderam. E, aqueles milhares de jornalistas que se recusam a escrever as matérias e pedem para o colega?? Normalmente porque têm um péssimo texto (já vi isso várias vezes e como gostaria de dar nomes!!) e concluíram a faculdade no limite.  Há muito o que ser pensado, mas o fim da exigência do diploma só tenderia a piorar, e muito, as coisas.

Texto de Clovis Rossi, Folha de SP, 1 de setembro.

Para ler o texto é só clicar na imagem.

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