Arquivo mensal: agosto 2012

Lipovetsky na USP

Meu colega do grupo de pesquisa Sociedade do Espetáculo, Gilberto Silva, deu um recado incrível que eu publico aqui:

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP promove a palestra La Société Hypermoderne, com o professor Gilles Lipovetsky. O evento acontece no dia 17, às 14h30, no Teatro Laboratório da unidade.
Os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência. Cada pessoa poderá retirar apenas um ingresso. Haverá tradução simultânea.A ECA fica na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo

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Bruno Latour faz palestra em SP

O filósofo francês Bruno Latour faz palestra gratuita nessa quinta-feira ( 9 ) no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Bruno é autor do livro Jamais fomos modernos. O ponto de partida do livro é que o mundo contemporâneo não mais pode ser apropriado de maneira fragmentária, pois os problemas do cotidiano são apresentados de maneira “híbrida”.

Bruno Latour

 

 

Latour  percebe ser necessário estabelecer uma síntese teórica que possibilite analisar a realidade de maneira simultaneamente científica, sociológica e por meio da teoria da linguagem. Ainda para o autor, nenhuma teoria hoje é capaz de estabelecer uma unidade de pensamento que vislumbre os problemas cotidianos e que possa elucidar o futuro. Latour fala que perdemos a confiança em nós mesmos.

“Os fatos científicos são construídos, mas não podem ser reduzidos ao social porque ele está povoado por objetos mobilizados para construí-lo. O agente desta construção provém de um conjunto de práticas que a noção de desconstrução capta da pior maneira possível.” (p.12)

Assim, para Latour, somos incapazes de oferecer uma síntese teórica que abra horizontes para o nascimento de uma nova utopia. Para ele a modernidade diz respeito a dois conjuntos de práticas que, para permanecerem eficazes, devem permanecer distintas, mas que recentemente deixaram de ser assim: um conjunto de práticas que cria “híbridos”, ou seja, misturas de natureza e cultura e um outro conjunto, de natureza crítica ou analítica – “purificação”, na linguagem do autor – que cria duas zonas ontológicas distintas: a dos humanos e a dos não-humanos.

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A Sociedade Midíocre

A Sociedade Midíocre – ed. Sulina

Eu adoro Guy Debord.  Adoro as observações dele sobre A Sociedade do Espetáculo. “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.” E, adoro as conversas do professor Juremir Machado da Silva sobre essa sociedade, sobre Guy Debord e: “O espetáculo era a representação do imaginário moderno. Algo designado para ser superado. O hiperespetáculo é um imaginário sem representação. Imagem nua. Deliciosamente obscena.”

Então, encomendei o livro A Sociedade Midíocre- passagem ao hiperespetacular (o fim do direito autoral do livro e da escrita). O professor se propõe a, de novo, faze rum diálogo com as ideias de Guy Debord. Juremir diz: “Não há nada complexo pra entender na internet sobre direito autoral, salvo que, podendo copiar sem controle, não se quer pagar.” É aguardar. O livro “comentários sobre a Sociedade do Espetáculo” foi um dos que mais gostei de ler. Espero que esse seja tão bom quanto. De sobra, ainda pedi Tecnologias do Imaginário (perdi o meu, que coisa!) e O que pesquisar quer dizer.

No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso. Guy Debord.

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