Fotografia

Existe um consenso generalizado acerca do mito da fotografia ser uma espécie de ‘sinônimo’ da realidade. O rastro indicial gravado na foto possibilita, certamente, a objetiva constatação da existência do assunto: o ‘isto aconteceu’, uma vez que a ‘foto leva sempre seu referente consigo’, assinalou Barthes. (Kossoy, 2009b:p.134)

O que a fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma única vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais vai poder se repetir existencialmente. Nela o acontecimento jamais se ultrapassa rumo a outra coisa: ela sempre remete o corpus de que preciso ao corpo que estou vendo; ela é o Particular absoluto,  a Contigência soberana, fosca e como boba, o Tal (tal foto e não a Foto), em suma, a Tuché, a Oportunidade, o Encontro, o Real em sua expressão infatigável. (Dubois, 2001: p.72)

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