Arquivo mensal: julho 2012

Susie Linfield contra Roland Barthes e Susan Sontag

Eu sempre gostei de Roland Barthes e de como ele abordava a fotografia. Sempre achei aquele sentimentalismo com o punctum, a “ferida” na fotografia algo que me encantavam. A forma como a Susan Sontag também tratava esse chamativo nas imagens fotográficas me prendia. Mas, pelo pouquíssimo que li da Susie Linfield em The Cruel Radiance ( O Brilho Cruel), eu começo a entender a indignação dela com esses dois autores que eu sempre adorei.

Susan Sontag

Linfield critica essa postura do Barthes e da Sontag em ver a imagem fotográfica apenas com o sentimento e não com o intelecto. Como se a imagem fosse um ópio que não deixasse pensar no que há por trás dela. Barthes fala um pouco do “Isso foi”, mas a conversa pára por aí. E, Linfield fornece um exemplo que faz a gente pensar: por quê eu tenho que ficar transtornada com o menino-soldado de nove anos com uma arma na mão?? Esse mesmo menino também é um soldado, que mata, que é transgressor e violento. Mas mais do que isso: a fotografia está aí para nos tornar pró-ativos em vez de nos lamentarmos sobre o que a fotografia não pode fazer. E, isso, Barthes e Sontag esquecem. And, here we go, Susie!!!

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The Cruel Radiance

Tenho bastante material sobre fotografia com as opiniões da Susan Sontag. E, eu gosto dela. Então, minha orientadora, Simonetta, pediu que eu lesse Susie Linfield. Mais especificamente o livro The Cruel Radiance. Ela já tinha me avisado que Linfield “tem uma opinião diferente de Sontag”, mas isso me rachou:

“This is not because Sontag was wrong about most things; on the contrary, many of heir insights remain sharp and true. But it is Sontag, more than anyone else, who was responsible for establishing a tone of suspicion and distrut in photography criticism, and for teaching us that to be smart about photographs means to disparage them. I am writing, even more, against the work of Sontag’s postmodern and poststructuralists heirs and their sour, arrogant disdain for the traditions, the pratice, and the ideals of documentary photography.” (2010)

Em outras palavras: vou ter muita coisa para pensar.

Aqui segue link para entrevista com a autora no The New Yorker.

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Fotografia

Existe um consenso generalizado acerca do mito da fotografia ser uma espécie de ‘sinônimo’ da realidade. O rastro indicial gravado na foto possibilita, certamente, a objetiva constatação da existência do assunto: o ‘isto aconteceu’, uma vez que a ‘foto leva sempre seu referente consigo’, assinalou Barthes. (Kossoy, 2009b:p.134)

O que a fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma única vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais vai poder se repetir existencialmente. Nela o acontecimento jamais se ultrapassa rumo a outra coisa: ela sempre remete o corpus de que preciso ao corpo que estou vendo; ela é o Particular absoluto,  a Contigência soberana, fosca e como boba, o Tal (tal foto e não a Foto), em suma, a Tuché, a Oportunidade, o Encontro, o Real em sua expressão infatigável. (Dubois, 2001: p.72)

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Seleção de mestrado

A Cásper está com processo seletivo de mestrado aberto. Quando eu resolvi fazer, fiz porque queria estudar mais e sentia a necessidade de “sair da mesmice”. Realmente achava que faltava uma fundamentação teórica para mim (o que comprovei com o mestrado). Minha dúvida era: como me preparar para a prova de seleção?

Algumas universidades exigem que o aluno saiba o que estava escrito em cada página do livro. Acho isso um absurdo. O processo de seleção na Cásper, na minha opinião, foi bem mais válido. As questões não eram específicas. Eram mais abrangentes. Tu leste o livro? Então vais passar. Eu li boa parte dos livros, e quando tinha dúvidas, recorria aos resumos na internet, que eram menos técnicos. Como eu estava afastada de qualquer vida acadêmica há dez anos, ler um Catalá não era tão simples assim para mim.  Então, para a prova escrita: se percebeste que o livro é difícil,pegue os títulos, procure resumos na internet e depois leia os originais.

Meu inglês não é nada bom, mas eu nunca deixei de ler no idioma. Isso ajudou bastante. E, ajuda até hoje. A prova de seleção na Cásper foi uma notícia do The Guardian. Achei fantástico!! Jornalista tem que ler The Guardian, Wired…é a vida. A prova foi bem dentro da nossa realidade.

O projeto de mestrado: escolha um tema que tu gostes. Esqueça esse lance de querer impressionar com Lipovetsky, Maffesoli ou sei lá o quê. Na hora da entrevista, eles vão te perguntar o por quê do tema, e se tu não souberes defender…abraço!  As universidades sempre disponibilizam exemplos de projetos. Quinze páginas, metodologia e um desenvolvimento curtinho. Depois…

SU CES Sô

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Dissertação

O que mais empolga no mestrado é tu começares a tirar do papel a tua dissertação. A minha orientadora, professora Simonetta, ainda foi mais legal. Pediu dois capítulos do trabalho prontos pro dia 20 de agosto. Acho uma delícia pesquisar. Muitas vezes o texto não fica como o esperado, mas para isso temos orientadores!!! Eu estava dando muitas voltas, mas eis que consegui montar um esquema no quadro. Acho que agora, vai.

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Atualizar

Vou tentar manter esse blog atualizado,mesmo que não seja somente com artigos, já que estou no segundo semestre de mestrado e nem tenho tanta coisa assim pra falar.  Sou muito apaixonada por corrida e só estava dando atenção para o blog da maratona, mas vou me dedicar mais a esse. O que eu tenho pra falar depois de um semestre na Cásper??? Eu odeio a ABNT. Escrevi três artigos nesse semestre. Um, para um seminário do grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo, do professor Cláudio Coelho, outro para disciplina dele e um outro para disciplina da professora Simonetta Persichetti. Os três textos ficaram prontos em meados de maio.

Deixei para revisá-los depois que voltasse de Caçapava. Achei que seria rápido, mas por causa das exigências da ABNT fiquei cinco dias em cima de dois textos. Foi um inferno! Eu queria revisar melhor o conteúdo, acrescentar mais algumas coisas, mas não deu. A lição aprendida foi: antes de escrever um artigo, estude as normas. E, já escreva colocando tudo como a ABNT exige, senão, já era.

Um texto foi aprovado no Interprogramas, da Cásper. “O caso Demóstenes: a queda do Senador vista pela Folha de São Paulo e não vista pela revista Veja”. O outro vai pra um seminário sobre política: “O caso Indio da Costa: vida e morte na Sociedade do Espetáculo”. E, o terceiro não sei ainda. Aguardando resposta!

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