Então…

De toda a bibliografia desse primeiro semestre, a única que eu não conhecia era Terry Eagleton. Até que a professora Simonetta Persichetti indicou o primeiro capítulo de Depois da Teoria como leitura. PIREI!!! Não resisti e comprei o livro. Ainda não terminei, masvou dar meus pitacos. O grande questionando de Eagleton é a mudança na teoria cultural. Estudar marxismo, pós-estruturalismo ou “formas de combate à fome” parece ultrapassado tendo em vista a profusão cultural de hoje. De acordo com o teórico tornou-se muito mais interessante estudar a cultura por trás de Friends do que “como metade da população mundial sobrevive com dois dólares por dia?”. A idade de ouro da teoria cultural já era. Não devemos encontrar hoje em dia estudiosos pioneiros como Roland Barthes (adoro),  Michel Foucault ou Lacan. A geração de hoje aparentemente não tem ideias próprias comparáveis. O corpo não é mais aquele atormentado ela fome, mas é o corpo dos desfiles de moda, de Paris ou de um São Paulo Fashion Week. Vampirismo e cultura punk dão lugar ao estruturalismo de Horkheimer.

Se, antes, o rock era uma distração dos estudos, hoje ele pode ser estudado com base filosófica. Por um lado, Eagleton admite que os centros acadêmicos ignoraram a vida cotidiana, por outro indaga esse interesse massivo em estudar o banal. E, emenda que ao resgatar estudos que até então eram marginalizados, dá-se voz aos mesmos. A vida social tornou-se passiva de estudos. As diferenças não têm mais fronteiras o que ratifica a noção de pós-modernismo: “não acredita nos indivíduos, não acredita no pluralismo, mas também não coloca muita fé nos trabalhadores” (p. 34). E, finaliza o primeiro capítulo adiantando que é necessário descobrir uma nova forma de pertencimento. Para o autor, o mundo caminha para uma direção em que os ricos possuem cada vez mais mobilidade enquanto os pobres mantém a localidade. No futuro, não será difícil um grupo sob a proteção de armas e vigilância, e o outro “catando” comida. Enquanto isso, os estudos acadêmicos analisam “Friends” ou “Two and a Half Men”.

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